quinta-feira, 13 de outubro de 2016

É assim que o seu pulmão fica após fumar 20 cigarros


 


Exame.com - Nicolas Gunkel
Thinkstock
São Paulo – Você já parou para pensar quanto tempo de vida uma pessoa perde quando fuma um cigarro? Segundo um estudo publicado na U.S. National Institutes of Health’s National Library of Medicine (NIH/NLM), a resposta é aproximadamente 11 minutos.

Apesar de ser obviamente grosseira, a conta realizada pelos pesquisadores segue uma lógica interessante. Partindo do pressuposto de que o fumante médio consome cerca de 3 quartos de um maço por dia, ele comprará cerca de 5,7 mil cigarros por ano.

Como o usuário normalmente começa a fumar com 17 anos e a expectativa média de vida no planeta (à época da pesquisa) era de 71 anos, chega-se ao impressionante número de 311 mil cigarros fumados ao longo de 57 anos. Acompanhou até aqui?

Pois bem, assumindo que o fumante médio morre, em média, 6,5 anos mais cedo do que o não fumante, isso significa que sua vida será 3,4 milhões de minutos mais curta.

Agora, basta dividir esse tempo (3,4 mi) pela quantidade de cigarros fumados durante a vida (311 mil), o que nos leva aos 11 minutos citados anteriormente.

Para as pessoas que preferem visualizar a questão com mais clareza, um vídeo produzido recentemente pela organização anti-tabagista MEDInspiration mostra como um par de pulmões humanos fica após o consumo de 20 cigarros, isto é, aproximadamente um maço.

No começo da produção, os médicos mostram dois órgãos saudáveis dentro de uma caixa absorvendo a fumaça de um cigarro por meio de um tubo. O mesmo procedimento é, então, repetido 20 vezes.

Para dar algum parâmetro ao espectador, um médico mostra uma traqueia saudável, totalmente branca. Por último, ele recorta a traqueia dos pulmões que sofreram a exposição à fumaça para que elas possam ser comparadas. Como você pode ver, o resultado é impressionante.

A OMS estima que 5 milhões de pessoas morram por ano em decorrência de doenças causadas pelo cigarro, número que deve aumentar para 10 milhões até 2020. Segundo o Instituto do Câncer, o fumo faz 200 mil vítimas por ano apenas no Brasil.
Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

Cerveja e vinho tinto: alguns efeitos sobre a pressão arterial


 

Alguns consumidores de bebidas alcoólicas acreditam que os agentes antioxidantes presentes no vinho tinto podem agir contra as consequências do aumento da pressão sanguínea. A fim de estudar tal relação, Zilkens e colaboradores avaliaram uma amostra de 24 homens saudáveis, não tabagistas, com idade variando entre 30 e 65 anos e que faziam uso diário de bebidas alcoólicas. Vale ressaltar que todos os indivíduos apresentavam pressão sanguínea normal e não apresentavam histórico de problemas cardiovasculares.

O experimento começou com uma abstinência de duas semanas seguidas por um mês de abstinência, ou de ingestão diária de 375 ml de vinho tinto, ou 375 ml de vinho tinto sem álcool ou de 1125 ml de cerveja. Todos os sujeitos foram monitorados durante 4 meses de experimento.


O consumo de cerveja esteve associado a aumento da pressão arterial sistólica em 2,9 mmHg. Os indivíduos que ingeriram vinho tinto, apresentaram um aumento na ordem de 1,9mmHg na pressão sistólica. A cerveja aumentou o batimento cardíaco em cinco batimentos por minuto e o vinho em 4 batimentos cardíacos por minuto.

Os autores advertem que pessoas hipertensas ou com história familiar de hipertensão não devem consumir mais do que duas unidades de bebida alcoólica por dia independente do tipo de bebida (destilados ou fermentados).
Fonte:CISA - Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool