sexta-feira, 12 de abril de 2013
Comissão do Senado aprova internação compulsória
Diário do Grande ABC
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta manhã um projeto que prevê a possibilidade de internação compulsória ou tratamento especializado para usuários de drogas.
Isso se dará mediante parecer de uma comissão composta por três profissionais de saúde com experiência em tratamento de dependentes químicos, pelo menos um deles médico.
Inicialmente, o projeto de autoria do senador cassado Demóstenes Torres (ex-DEM) estabelecia a prisão para os usuários de drogas. Quem fosse flagrado usando drogas poderia ficar preso de seis meses a um ano segundo a proposta. O juiz, porém, poderia substituir a pena privativa de liberdade por tratamento especializado.
A relatora da matéria, senadora Ana Amélia (PP-RS), propôs o substitutivo aprovado e destacou que a comissão avaliou apenas as questões relativas à proteção da saúde dos usuários e dependentes de drogas. "Não serão objeto de análise aprofundada por esta Comissão a matéria penal propriamente dita, nem as questões relativas à constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em tela. Tampouco serão analisados os aspectos concernentes aos direitos humanos."
A matéria vai passar pelas comissões de Direitos Humanos e Constituição e Justiça. Depois segue para o Plenário da Casa e então, por se tratar de um Projeto de Lei do Senado, é encaminhado à Câmara dos Deputados. O senador Humberto Costa (PT-PE) e a senadora Ana Rita (PT-ES) já adiantaram que pretendem propor alterações ao texto. Um dos pontos de divergência é a internação compulsória.
O governo de São Paulo deu início às internações involuntárias de dependentes químicos em janeiro deste ano para atender medidas de urgência de viciados que não têm domínio de sua própria saúde e condição física e se negam a receber tratamento. A iniciativa foi seguida pelo Rio de Janeiro, que começou com internações compulsórias de adultos dependentes de crack em fevereiro deste ano.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Consumo excessivo de álcool cresce 24% entre as mulheres
Consumo excessivo de álcool cresce 24% entre as mulheres
Folha de S. Paulo
Entre 2006 e 2012, aumentou para 18,5% a parcela de brasileiras que tomam quatro doses ou mais em duas horas
As mulheres estão bebendo mais e com mais frequência. Nos últimos seis anos, a proporção das que consomem álcool de maneira excessiva aumentou 24%, passando de 15% para 18,5% das brasileiras.
É o que revela o segundo levantamento nacional de álcool, divulgado ontem pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Foram entrevistadas 4.607 pessoas com 14 anos ou mais em 149 municípios brasileiros. Desse total, 1.157 eram adolescentes.
Segundo Ronaldo Laranjeira, professor titular de psiquiatria da Unifesp e coordenador do levantamento, o aumento do consumo de álcool por mulheres reflete a maior frequência do ato de beber socialmente, e não em casa.
"Mulheres que socializam como homens estão bebendo tanto quanto eles."
Esse consumo excessivo de álcool é o que os especialistas chamam de "binge", isto é, a ingestão de quatro unidades ou mais de bebida, para mulheres, e cinco unidades ou mais, para homens, em um período curto de tempo (duas horas).
Na pesquisa, uma unidade de álcool equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de vodca.
Entre 2006 e 2012, houve um aumento de 31% nessa forma de consumo entre os brasileiros que bebem.
Os dados mostram que, no geral, houve um aumento de 20% na proporção de bebedores frequentes (uma vez por semana ou mais).
ENCHER A LATA
Segundo Laranjeira, o brasileiro tem um comportamento diferente em relação à bebida do observado em outras partes do mundo.
"Na Europa e nos EUA, há uma taxa baixa de abstêmios e uma taxa alta de bebedores moderados. Aqui, há muitos abstêmios e, comparando com os dados de 2006, quem já bebia passou a beber mais e com maior frequência", disse o psiquiatra.
O levantamento mostra que quase um em cinco bebedores frequentes consome álcool de forma abusiva e tem um comportamento compatível com dependência.
Os dados também revelam que 32% dos adultos que bebem dizem já não terem sido capazes de conseguir parar de beber em alguma ocasião.
É o caso da funcionária pública federal Joyce, 49. Ela conta que sempre bebeu acima da média das amigas. "Enquanto elas estavam no primeiro copo, eu já estava no terceiro." Após os 30 anos, ela perdeu o controle.
"Queria parar, mas não conseguia. Não bastava o fim de semana, comecei a beber também durante a semana. Não rendia no trabalho."
Assim como ela, 8% dos entrevistados que bebem admitem que o uso de álcool já teve um efeito prejudicial no trabalho e 9% relataram que houve o prejuízo à família ou ao relacionamento.
"Minha filha já me viu sair bêbada de um bar. A sorte é que ela foi estudar no interior e não presenciou as piores cenas de bebedeira", diz Joyce, livre do vício há dez anos.
Para Laranjeira, o aumento no consumo excessivo de álcool pela população brasileira reflete o aumento da renda nos últimos anos, principalmente entre as classes mais baixas.
Enquanto na classe A o consumo "binge" se manteve estável, nas classes C, D e E houve, respectivamente, um aumento de 43%, 43% e 48% nesse comportamento.
Os efeitos da Lei Seca também já podem ser percebidos: houve diminuição de 21% na proporção de pessoas que relatam terem dirigido após o consumo de álcool no último ano, em relação a 2006.
Para Ilana Pinsky, professora da Unifesp que também participou do estudo, entre as medidas que podem reduzir o consumo estão o aumento de preço das bebidas e a restrição dos locais de venda e da publicidade. Ela defende ainda mais ações de prevenção e tratamento.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Folha de S. Paulo
Entre 2006 e 2012, aumentou para 18,5% a parcela de brasileiras que tomam quatro doses ou mais em duas horas
As mulheres estão bebendo mais e com mais frequência. Nos últimos seis anos, a proporção das que consomem álcool de maneira excessiva aumentou 24%, passando de 15% para 18,5% das brasileiras.
É o que revela o segundo levantamento nacional de álcool, divulgado ontem pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Foram entrevistadas 4.607 pessoas com 14 anos ou mais em 149 municípios brasileiros. Desse total, 1.157 eram adolescentes.
Segundo Ronaldo Laranjeira, professor titular de psiquiatria da Unifesp e coordenador do levantamento, o aumento do consumo de álcool por mulheres reflete a maior frequência do ato de beber socialmente, e não em casa.
"Mulheres que socializam como homens estão bebendo tanto quanto eles."
Esse consumo excessivo de álcool é o que os especialistas chamam de "binge", isto é, a ingestão de quatro unidades ou mais de bebida, para mulheres, e cinco unidades ou mais, para homens, em um período curto de tempo (duas horas).
Na pesquisa, uma unidade de álcool equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de vodca.
Entre 2006 e 2012, houve um aumento de 31% nessa forma de consumo entre os brasileiros que bebem.
Os dados mostram que, no geral, houve um aumento de 20% na proporção de bebedores frequentes (uma vez por semana ou mais).
ENCHER A LATA
Segundo Laranjeira, o brasileiro tem um comportamento diferente em relação à bebida do observado em outras partes do mundo.
"Na Europa e nos EUA, há uma taxa baixa de abstêmios e uma taxa alta de bebedores moderados. Aqui, há muitos abstêmios e, comparando com os dados de 2006, quem já bebia passou a beber mais e com maior frequência", disse o psiquiatra.
O levantamento mostra que quase um em cinco bebedores frequentes consome álcool de forma abusiva e tem um comportamento compatível com dependência.
Os dados também revelam que 32% dos adultos que bebem dizem já não terem sido capazes de conseguir parar de beber em alguma ocasião.
É o caso da funcionária pública federal Joyce, 49. Ela conta que sempre bebeu acima da média das amigas. "Enquanto elas estavam no primeiro copo, eu já estava no terceiro." Após os 30 anos, ela perdeu o controle.
"Queria parar, mas não conseguia. Não bastava o fim de semana, comecei a beber também durante a semana. Não rendia no trabalho."
Assim como ela, 8% dos entrevistados que bebem admitem que o uso de álcool já teve um efeito prejudicial no trabalho e 9% relataram que houve o prejuízo à família ou ao relacionamento.
"Minha filha já me viu sair bêbada de um bar. A sorte é que ela foi estudar no interior e não presenciou as piores cenas de bebedeira", diz Joyce, livre do vício há dez anos.
Para Laranjeira, o aumento no consumo excessivo de álcool pela população brasileira reflete o aumento da renda nos últimos anos, principalmente entre as classes mais baixas.
Enquanto na classe A o consumo "binge" se manteve estável, nas classes C, D e E houve, respectivamente, um aumento de 43%, 43% e 48% nesse comportamento.
Os efeitos da Lei Seca também já podem ser percebidos: houve diminuição de 21% na proporção de pessoas que relatam terem dirigido após o consumo de álcool no último ano, em relação a 2006.
Para Ilana Pinsky, professora da Unifesp que também participou do estudo, entre as medidas que podem reduzir o consumo estão o aumento de preço das bebidas e a restrição dos locais de venda e da publicidade. Ela defende ainda mais ações de prevenção e tratamento.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Só mpor hoje 12-04...
Meditação do Dia
Sexta, 12 de Abril de 2013
Uma visão mais larga
"Todos os despertares espirituais têm algumas coisas em comum, que incluem um fim da solidão e um sentido de direcção nas nossas vidas." Texto Básico, p. 57
Algumas experiências espirituais dão-se quando nos confrontamos com algo que seja maior do que nós. Suspeitamos da acção de forças que estão além da nossa compreensão. Temos uma visão fugaz de algo maior e nesse momento somos atingidos pela humildade. A nossa caminhada através dos Doze Passos conduzirá a uma experiência espiritual da mesma natureza, só que mais profunda e duradoura. Sofremos um processo contínuo de esvaziamento do ego, ao mesmo tempo que nos tornamos mais conscientes de algo maior. A nossa visão do mundo alarga-se ao ponto de já não possuirmos mais um sentido exagerado da nossa própria importância. Através dessa nova consciência não nos sentimos mais isolados do resto da raça humana. Podemos não compreender porque é que o mundo é como é, ou porque é que as pessoas por vezes se tratam de uma forma tão selvagem. Mas compreendemos o sofrimento e, em recuperação, podemos fazer o nosso melhor para o aliviar. Quando a nossa contribuição individual se combina com a de outros, tornamo-nos uma peça essencial de um grande desígnio. Estamos por fim ligados a algo.
Só por hoje: Sou apenas uma pessoa no esquema mais global das coisas. Aceito humildemente o meu lugar no mundo.
Só por hoje: Sou apenas uma pessoa no esquema mais global das coisas. Aceito humildemente o meu lugar no mundo.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
REFLEXÃO DIÁRIA - 11 DE ABRIL
UMA PALAVRA PARA ELIMINAR: "CULPA"
Geralmente demorava bastante para percebermos como as nossas emoções descontroladas nos vitimavam. Notávamos logo nos outros, mas só muito vagarosamente em nós. Antes de mais nada, era preciso confessar que tínhamos muitos defeitos, mesmo que esta admissão fosse dolorosa e humilhante. No tocante às outras pessoas, tivemos de eliminar a palavra "culpa" de nosso vocabulário e nossos pensamentos.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 41
Quando fiz meu Quarto Passo, seguindo as sugestões do Livro Grande, notei que minha lista de ressentimentos estava cheia de meus preconceitos e de culpar os outros por não ser capaz de ter sucesso e não aproveitar plenamente meus talentos. Também descobri que me sentia diferente por ser negro. À medida que continuei a praticar o Passo, aprendi que sempre tinha bebido para me livrar desses sentimentos. Somente quando fiquei sóbrio e trabalhei o meu inventário foi que eu não pude culpar mais ninguém.
Frases para seu dia !!!
O mundo é um belo livro, mas com pouca utilidade para quem não sabe ler." (Carlo Goldoni)
... "Um homem não está acabado quando enfrenta a derrota. Ele está acabado quando desiste." (Richard Nixon)
... "Você ganha força, coragem e confiança através de cada experiência em que você realmente para e encara o medo de frente." (Eleanor Roosevelt)
... "Um homem livre é aquele que, tendo força e talento para fazer uma coisa, não encontra barreiras a sua vontade." (Thomas Hobbes)
Crescem casos de divórcio devido ao consumo de álcool pelas mulheres
Crescem casos de divórcio devido ao consumo de álcool pelas mulheres
Terra
Há muito tempo, as mulheres buscam igualdade entre os gêneros e estão conquistando isso em todas as searas, mesmo nas negativas.
Segundo matéria publicada no jornal Daily Mail, vem crescendo o número de pedidos de divórcio feitos pelos maridos devido ao hábito das mulheres de consumir álcool e, em alguns casos, acusações de alcoolismo.
A informação veio do escritório Slater & Gordon que aponta crescimento de 70% nos casos nos últimos cinco anos. A advogada Amanda McAlister diz que cuida de 40 a 50 casos anualmente no qual os homens estão insatisfeitos com a bebedeira das companheiras. "A tradicional imagem do homem passando longas horas no bar e as mulheres que ficavam cuidando das crianças é menos comum do que há apenas 10 ou 15 anos", disse.
Entre as reclamações encontram-se saídas com as amigas, algumas que chegam a ir até às 4h da manhã. Outros dizem que as mulheres ficam bebendo em casa e culpam o estresse ou a depressão. Há relatos de companheiras que bebem às escondidas, mas os homens acabam encontrando garrafas vazias pela casa ou no lixo.
A advogada conta que inicialmente os homens chegam ao escritório e apontam um motivo diferente para o pedido de divórcio, como o fato de a mulher não trabalhar ou não ajudar em casa. "Ao longo do processo descobrimos que é porque ela está frequentemente bêbada ou de ressaca", disse Amanda.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Terra
Há muito tempo, as mulheres buscam igualdade entre os gêneros e estão conquistando isso em todas as searas, mesmo nas negativas.
Segundo matéria publicada no jornal Daily Mail, vem crescendo o número de pedidos de divórcio feitos pelos maridos devido ao hábito das mulheres de consumir álcool e, em alguns casos, acusações de alcoolismo.
A informação veio do escritório Slater & Gordon que aponta crescimento de 70% nos casos nos últimos cinco anos. A advogada Amanda McAlister diz que cuida de 40 a 50 casos anualmente no qual os homens estão insatisfeitos com a bebedeira das companheiras. "A tradicional imagem do homem passando longas horas no bar e as mulheres que ficavam cuidando das crianças é menos comum do que há apenas 10 ou 15 anos", disse.
Entre as reclamações encontram-se saídas com as amigas, algumas que chegam a ir até às 4h da manhã. Outros dizem que as mulheres ficam bebendo em casa e culpam o estresse ou a depressão. Há relatos de companheiras que bebem às escondidas, mas os homens acabam encontrando garrafas vazias pela casa ou no lixo.
A advogada conta que inicialmente os homens chegam ao escritório e apontam um motivo diferente para o pedido de divórcio, como o fato de a mulher não trabalhar ou não ajudar em casa. "Ao longo do processo descobrimos que é porque ela está frequentemente bêbada ou de ressaca", disse Amanda.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Comissão de deputados visita Cratod de SP para conhecer trabalho de internação de dependentes de crack
Comissão de deputados visita Cratod de SP para conhecer trabalho de internação de dependentes de crack
Agência Brasil
Uma comissão externa formada por 13 deputados federais que acompanham a questão das ações de políticas públicas para álcool e drogas na Câmara dos Deputados visitou, na tarde de hoje (8), o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), localizado na região central de São Paulo.
O resultado da visita, segundo os deputados, servirá de base para a votação do projeto de lei que propõe a criação do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.
Nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei (PL) 7.663, de 2010, proposto pelo deputado Osmar Terra (PMDB-RS), deverá ser votado em plenário. A proposta pode ser acessada pelo site da Câmara dos Deputados. Segundo o relator do projeto e presidente da comissão externa, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), existe a expectativa de o projeto ser aprovado. “Está na pauta em regime de urgência”, ressaltou.
“Está na lei a questão da internação voluntária. Por isso, era importante conhecer a forma como São Paulo está desenvolvendo esta política”, disse Carimbão, após participar da visita no Cratod e de uma reunião no local com a participação da secretária estadual de Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, e representantes do Poder Judiciário, do Cratod, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público.
A internação involuntária é aquela que é feita a pedido da família, sem consentimento do paciente. A proposta dos deputados é que a internação involuntária passe a ser prevista na nova lei. “O Cratod é a porta de entrada [de pessoas que procuram a internação involuntária de parentes], mas daqui é distribuído em vários serviços. A internação involuntária precisa ser acompanhada porque será votada na Câmara Federal. Já existe a lei [para internação involuntária], mas ela está na Lei de Saúde Mental. E nós queremos tirá-la da Lei de Saúde Mental para colocá-la na política sobre drogas”, explicou o deputado.
A intenção, segundo Carimbão, é que a internação ocorra por um período até seis meses. Os recursos para isso viriam, segundo ele, de duas formas: “Na questão da internação, ela viria do SUS [Sistema Único de Saúde]. É uma questão hospitalar, clínica-paciente. Já no acolhimento voluntário, das comunidades terapêuticas, não pode ser involuntária. E aí viria de recurso da Senad [Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas]”, explicou o deputado.
Algumas pessoas que buscavam hoje internação involuntária no Cratod foram ouvidas pela Agência Brasil. Uma delas, a advogada Solange Benedita de Souza, tentava uma internação para o filho de uma cliente. “Isso [o projeto do governo estadual que prevê a internação involuntária] é muito interessante na teoria, mas na prática não está sendo de acordo como a gente espera”, disse. Para ela, falta agilidade nos encaminhamentos para as internações. “Temos que ter agilidade. Deveriam ser nomeados mais juízes para decidir sobre as internações e fazer os despachos]”, completou.
Victor*, 23 anos, dependente de crack há três anos reclamou da dificuldade para conseguir a internação. “Comecei no crack, por meio de um primo e de um amigo. Vim aqui [no Cratod] para ser internado. Mas disseram que eu não sou da região [central] e que estão sem vagas”. Victor disse ainda que sua família pretende ainda insistir na sua internação por meio do Cratod, mas se não for possível, vai procurar outra alternativa. “Ninguém merece viver essa vida. No meu caso, eu roubo e fico muitos dias fora de casa. Infelizmente, todos os dias você corre risco de morte”. Disse. “Quero agora ter uma vida digna: trabalho, felicidade, mulher”, completou.
*Lauro, de 23 anos, começou a usar drogas com 16 anos, por opção. Atendido pelo Cratod, ele defendeu a ampliação do centro pois a procura é muito grande. “Meu problema não é aqui no Cratod, onde me atendem bem. O governo está fazendo um bom serviço. O problema é que é muito usuário e muita gente para eles darem conta. Podia abrir outro Cratod, por exemplo. E se tivesse mais funcionários, ficaria melhor”, disse Lauro, que manifestou o desejo de se livrar do vício. “[Quero] ter minha casa, pagar o aluguel e levar uma vida normal como qualquer cidadão”.
A secretária de Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, explicou, após a reunião, que o Cratod não é um local de internação. “Ele é local de acolhimento inicial e de encaminhamento para vagas de internação. O que existe, por vezes, é uma desinformação das pessoas ou uma frustração do que elas pensam que é o correto. Algumas pessoas chegam aqui dizendo: ´quero internar o meu filho´. Mas nem sempre é um caso de internação. Pode ser que a pessoa seja submetida a um atendimento ambulatorial. Não houve, até o momento, desde janeiro até agora, nenhum caso de, sendo necessária uma internação hospitalar, a pessoa sair daqui frustrada”, explicou a secretária.
Pela manhã, a comissão de deputados esteve com o governador Geraldo Alckmin. "Tivemos uma boa conversa. Os deputados estão, esta semana, em discussão do projeto de lei importantíssimo sobre a matéria e vão visitar o Cratod, que é uma experiência inédita no país", disse o governador, que anunciou que São Paulo vai ganhar mais um hospital especializado em drogas. Ele vai funcionar em Botucatu. Alckmin disse ainda que desde 21 de janeiro, 503 internações foram feitas em São Paulo, sendo 38 involuntárias e 456 voluntárias.
Os números são um pouco diferentes dos que foram divulgados na parte da tarde pela secretária Eloisa Arruda. De acordo com ela, só no Cratod foram encaminhadas 360 internações voluntárias e 40 involuntárias desde janeiro. “Isso não quer dizer que não haja, nos nossos equipamentos de saúde espalhados em todo o estado, outros dados”, explicou.
Segundo a secretária, ainda não ocorreu nenhum caso de internação compulsória, ou seja, por autorização de juiz, em São Paulo. “O fato de não ter havido dados de pessoas para serem internadas compulsoriamente é entendido como sendo um dado positivo porque a internação compulsória é a última etapa do processo”, disse.
Fonte: site antidrogas.com
Agência Brasil
Uma comissão externa formada por 13 deputados federais que acompanham a questão das ações de políticas públicas para álcool e drogas na Câmara dos Deputados visitou, na tarde de hoje (8), o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), localizado na região central de São Paulo.
O resultado da visita, segundo os deputados, servirá de base para a votação do projeto de lei que propõe a criação do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.
Nesta quarta-feira (10), o Projeto de Lei (PL) 7.663, de 2010, proposto pelo deputado Osmar Terra (PMDB-RS), deverá ser votado em plenário. A proposta pode ser acessada pelo site da Câmara dos Deputados. Segundo o relator do projeto e presidente da comissão externa, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), existe a expectativa de o projeto ser aprovado. “Está na pauta em regime de urgência”, ressaltou.
“Está na lei a questão da internação voluntária. Por isso, era importante conhecer a forma como São Paulo está desenvolvendo esta política”, disse Carimbão, após participar da visita no Cratod e de uma reunião no local com a participação da secretária estadual de Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, e representantes do Poder Judiciário, do Cratod, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público.
A internação involuntária é aquela que é feita a pedido da família, sem consentimento do paciente. A proposta dos deputados é que a internação involuntária passe a ser prevista na nova lei. “O Cratod é a porta de entrada [de pessoas que procuram a internação involuntária de parentes], mas daqui é distribuído em vários serviços. A internação involuntária precisa ser acompanhada porque será votada na Câmara Federal. Já existe a lei [para internação involuntária], mas ela está na Lei de Saúde Mental. E nós queremos tirá-la da Lei de Saúde Mental para colocá-la na política sobre drogas”, explicou o deputado.
A intenção, segundo Carimbão, é que a internação ocorra por um período até seis meses. Os recursos para isso viriam, segundo ele, de duas formas: “Na questão da internação, ela viria do SUS [Sistema Único de Saúde]. É uma questão hospitalar, clínica-paciente. Já no acolhimento voluntário, das comunidades terapêuticas, não pode ser involuntária. E aí viria de recurso da Senad [Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas]”, explicou o deputado.
Algumas pessoas que buscavam hoje internação involuntária no Cratod foram ouvidas pela Agência Brasil. Uma delas, a advogada Solange Benedita de Souza, tentava uma internação para o filho de uma cliente. “Isso [o projeto do governo estadual que prevê a internação involuntária] é muito interessante na teoria, mas na prática não está sendo de acordo como a gente espera”, disse. Para ela, falta agilidade nos encaminhamentos para as internações. “Temos que ter agilidade. Deveriam ser nomeados mais juízes para decidir sobre as internações e fazer os despachos]”, completou.
Victor*, 23 anos, dependente de crack há três anos reclamou da dificuldade para conseguir a internação. “Comecei no crack, por meio de um primo e de um amigo. Vim aqui [no Cratod] para ser internado. Mas disseram que eu não sou da região [central] e que estão sem vagas”. Victor disse ainda que sua família pretende ainda insistir na sua internação por meio do Cratod, mas se não for possível, vai procurar outra alternativa. “Ninguém merece viver essa vida. No meu caso, eu roubo e fico muitos dias fora de casa. Infelizmente, todos os dias você corre risco de morte”. Disse. “Quero agora ter uma vida digna: trabalho, felicidade, mulher”, completou.
*Lauro, de 23 anos, começou a usar drogas com 16 anos, por opção. Atendido pelo Cratod, ele defendeu a ampliação do centro pois a procura é muito grande. “Meu problema não é aqui no Cratod, onde me atendem bem. O governo está fazendo um bom serviço. O problema é que é muito usuário e muita gente para eles darem conta. Podia abrir outro Cratod, por exemplo. E se tivesse mais funcionários, ficaria melhor”, disse Lauro, que manifestou o desejo de se livrar do vício. “[Quero] ter minha casa, pagar o aluguel e levar uma vida normal como qualquer cidadão”.
A secretária de Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, explicou, após a reunião, que o Cratod não é um local de internação. “Ele é local de acolhimento inicial e de encaminhamento para vagas de internação. O que existe, por vezes, é uma desinformação das pessoas ou uma frustração do que elas pensam que é o correto. Algumas pessoas chegam aqui dizendo: ´quero internar o meu filho´. Mas nem sempre é um caso de internação. Pode ser que a pessoa seja submetida a um atendimento ambulatorial. Não houve, até o momento, desde janeiro até agora, nenhum caso de, sendo necessária uma internação hospitalar, a pessoa sair daqui frustrada”, explicou a secretária.
Pela manhã, a comissão de deputados esteve com o governador Geraldo Alckmin. "Tivemos uma boa conversa. Os deputados estão, esta semana, em discussão do projeto de lei importantíssimo sobre a matéria e vão visitar o Cratod, que é uma experiência inédita no país", disse o governador, que anunciou que São Paulo vai ganhar mais um hospital especializado em drogas. Ele vai funcionar em Botucatu. Alckmin disse ainda que desde 21 de janeiro, 503 internações foram feitas em São Paulo, sendo 38 involuntárias e 456 voluntárias.
Os números são um pouco diferentes dos que foram divulgados na parte da tarde pela secretária Eloisa Arruda. De acordo com ela, só no Cratod foram encaminhadas 360 internações voluntárias e 40 involuntárias desde janeiro. “Isso não quer dizer que não haja, nos nossos equipamentos de saúde espalhados em todo o estado, outros dados”, explicou.
Segundo a secretária, ainda não ocorreu nenhum caso de internação compulsória, ou seja, por autorização de juiz, em São Paulo. “O fato de não ter havido dados de pessoas para serem internadas compulsoriamente é entendido como sendo um dado positivo porque a internação compulsória é a última etapa do processo”, disse.
Fonte: site antidrogas.com
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