Brasil e Guatemala negociam acordo de cooperação para o combate às drogas
Portal Brasil
Os governos do Brasil e da Guatemala (América Central) negociam acordos de cooperação para o combate ao tráfico de drogas e nas áreas de ciência, tecnologia e educação.
Os dois países também tentam consolidar uma rede internacional para bancos de leite humano, assim como um plano de eletrificação rural. Os temas são os principais assuntos da visita ao Brasil do ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Luis Fernando Carrera. Ele ficará dois dias no país.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reúne-se hoje (15) com Carrera. Segundo autoridades guatemaltecas, o chanceler Carrera tem reuniões em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte com empresários interessados em investir no seu país. Em Brasília, há encontros também com parlamentares no Congresso.
É a primeira visita do chanceler guatemalteco ao Brasil desde que assumiu o cargo há quatro meses. Atualmente a cooperação bilateral entre o Brasil e a Guatemala envolve as áreas de segurança alimentar, infraestrutura, segurança pública e defesa.
Na reunião, Patriota e Carrera também vão tratar sobre temas de governança regional e global, com ênfase na Organização dos Estados Americanos (OEA) e na Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2012 e 2013, a Guatemala ocupa, pela primeira vez, assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU.
O comércio entre o Brasil e a Guatemala cresceu 52,4% de 2003 a 2012. No ano passado, as exportações brasileiras para o país da América Central somaram US$ 237,7 milhões, dos quais 75,9% correspondem a produtos industrializados. De janeiro a março de 2013, o comércio bilateral alcançou US$ 68,3 milhões, 44,4% a mais do que o total apurado no mesmo período de 2012.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
terça-feira, 23 de abril de 2013
Em 19% dos atendimentos a adolescentes viciados, 42% combinam drogas e álcool
Em 19% dos atendimentos a adolescentes viciados, 42% combinam drogas e álcool
HNews
Em Maringá, de acordo com um levantamento do Centro de Atenção Psicossocial Infanto juvenil (CAPS I), em 19% dos atendimentos a dependentes químicos, 42% deles fazem uso de alguma bebida alcoólica. A responsável pelo centro, Alessandra Alves, alerta: “a dependência do álcool é uma doença séria e precisa ser tratada”.
“O alcoolismo é progressivo, começa na grande maioria dos casos na adolescência, na fase de curiosidade, experimentação. A dependência só vai se caracterizar na vida adulta, quando já foram causados inúmeros estragos na vida da pessoa”, afirma a assistente social e membro do Conselho Municipal Anti-drogas de Maringá, Helena Maria Ramos dos Santos.
A especialista aponta dois fatores determinantes que influenciam na dependência, segundo ela, até mesmo a genética pode estar relacionada ao vício. “Pesquisas apontam que filhos de dependentes do álcool têm quatro vezes mais predisposição a se tornarem alcoólotras também”, explica.
Apesar da lei que proíbe a venda de bebidas alcoolicas não existe fiscalização. “É preciso que haja um trabalho de educação dos donos de bares, pois eles não estão preocupados com as consequências que isso pode acarretar na vida de um adolescente”, afirma Helena.
Fatores externos
Helena pontua que os adolescentes são influenciados pelos estímulos visuais que recebem de uma gama cada vez maior de propagandas. E não só isso. “Até mesmo a própria família aceita e acha normal que o adolescente comece a beber”. Ela explica que a iniciação ocorre muitas vezes em festas de família, churrascos com os parentes, no almoço do fim de semana. “As vezes na festinha de aniversário das crianças existe a presença de bebidas alcoolicas, isso torna o álcool comum, aceitável e até indispensável, nesse meio o adolescente enxerga os exemplos, sente que é normal”.
E a penetração do álcool vai além, até mesmo na escola. Helena relata que conhece casos de adolescentes que combinavam bebidas alcoólicas com outras bebidas não alcoólicas. “Professores já nos relataram alunos estavam tomando refrigerante, mas que na verdade tinham misturavam vinho e outras bebidas”, revela.
Fatores internos
Além das questões extrínsecas, Helena alerta que problemas psicossociais também influenciam a busca pelas bebidas alcoólicas, como fuga de conflitos interiores. Por estar em fase de formação, a especialista diz que o adolescente ainda não possui maturidade para compreender a complexidade emocional e as instabilidades comuns a essa fase da vida. “Insatisafação com a própria vida, baixa autoestima, não ter coragem para uma postura desafiadora diante da vida, não saber lidar com a frustração, sintomas depressivos, condição social, falta de qualidade de vida e a ausência de um projeto de futuro”, são fatores determinantes.
Orientações
Para a especialista a prevenção deve começar dentro de casa o quanto mais cedo possível. “A prevenção deve começar na infância, dentro da própria casa deve restringir o consumo de bebídas alcoólicas, evitar deixar na geladeira algumas matinhas, por exemplo, é um passo importante ajuda a pelo menos não tornar a bebida algo tão comum a vida do indivíduo”, pontua.
Porta de entrada
O coordenador da Associação Maringaense de Apoio e Reintegração de Adolescentes (AMARAS) Wilson Rocha, explica que o alcool pode interferir na dependência e agravar o estado psíquico e emocional. “O álcool é a porta de entrada de outras drogas como o crack, a maioria dos internados inicialmente fazia uso de álcool, antes de se envolverem com drogas mais pesadas”, afirma.
Tratamento
O diagnóstico de alcoolismo é muito difícil, pais e responsáveis devem estar atentos quando os adolescentes chegarem em casa embriagados, este é um sinal de cuidado que não deve ser desprezado.
Alessandra sustenta que para os adolescentes maringaenses o CAPS I oferece auxílio para se livrar do vício. “Nós trabalhamos com uma equipe multidisciplinar de médicos, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, procurando enxergar esse adolescente de modo global. Além disso, oferecemos suporte à família”.
O período de desintoxicação do álcool é muito danoso para o paciente e tem sintomas que precisam de atenção e cuidado, como explica Alessandra, “esse adolescente dependente do álcool, precisa ser acompanahdo no período de abstinência, que pode causar sintomas como sudorese, alteração na pressão, desidratação e aceleramento cardíaco e em casos críticos pode levar a morte, as pessoas precisam se conscientizar da emergência da situação”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
HNews
Em Maringá, de acordo com um levantamento do Centro de Atenção Psicossocial Infanto juvenil (CAPS I), em 19% dos atendimentos a dependentes químicos, 42% deles fazem uso de alguma bebida alcoólica. A responsável pelo centro, Alessandra Alves, alerta: “a dependência do álcool é uma doença séria e precisa ser tratada”.
“O alcoolismo é progressivo, começa na grande maioria dos casos na adolescência, na fase de curiosidade, experimentação. A dependência só vai se caracterizar na vida adulta, quando já foram causados inúmeros estragos na vida da pessoa”, afirma a assistente social e membro do Conselho Municipal Anti-drogas de Maringá, Helena Maria Ramos dos Santos.
A especialista aponta dois fatores determinantes que influenciam na dependência, segundo ela, até mesmo a genética pode estar relacionada ao vício. “Pesquisas apontam que filhos de dependentes do álcool têm quatro vezes mais predisposição a se tornarem alcoólotras também”, explica.
Apesar da lei que proíbe a venda de bebidas alcoolicas não existe fiscalização. “É preciso que haja um trabalho de educação dos donos de bares, pois eles não estão preocupados com as consequências que isso pode acarretar na vida de um adolescente”, afirma Helena.
Fatores externos
Helena pontua que os adolescentes são influenciados pelos estímulos visuais que recebem de uma gama cada vez maior de propagandas. E não só isso. “Até mesmo a própria família aceita e acha normal que o adolescente comece a beber”. Ela explica que a iniciação ocorre muitas vezes em festas de família, churrascos com os parentes, no almoço do fim de semana. “As vezes na festinha de aniversário das crianças existe a presença de bebidas alcoolicas, isso torna o álcool comum, aceitável e até indispensável, nesse meio o adolescente enxerga os exemplos, sente que é normal”.
E a penetração do álcool vai além, até mesmo na escola. Helena relata que conhece casos de adolescentes que combinavam bebidas alcoólicas com outras bebidas não alcoólicas. “Professores já nos relataram alunos estavam tomando refrigerante, mas que na verdade tinham misturavam vinho e outras bebidas”, revela.
Fatores internos
Além das questões extrínsecas, Helena alerta que problemas psicossociais também influenciam a busca pelas bebidas alcoólicas, como fuga de conflitos interiores. Por estar em fase de formação, a especialista diz que o adolescente ainda não possui maturidade para compreender a complexidade emocional e as instabilidades comuns a essa fase da vida. “Insatisafação com a própria vida, baixa autoestima, não ter coragem para uma postura desafiadora diante da vida, não saber lidar com a frustração, sintomas depressivos, condição social, falta de qualidade de vida e a ausência de um projeto de futuro”, são fatores determinantes.
Orientações
Para a especialista a prevenção deve começar dentro de casa o quanto mais cedo possível. “A prevenção deve começar na infância, dentro da própria casa deve restringir o consumo de bebídas alcoólicas, evitar deixar na geladeira algumas matinhas, por exemplo, é um passo importante ajuda a pelo menos não tornar a bebida algo tão comum a vida do indivíduo”, pontua.
Porta de entrada
O coordenador da Associação Maringaense de Apoio e Reintegração de Adolescentes (AMARAS) Wilson Rocha, explica que o alcool pode interferir na dependência e agravar o estado psíquico e emocional. “O álcool é a porta de entrada de outras drogas como o crack, a maioria dos internados inicialmente fazia uso de álcool, antes de se envolverem com drogas mais pesadas”, afirma.
Tratamento
O diagnóstico de alcoolismo é muito difícil, pais e responsáveis devem estar atentos quando os adolescentes chegarem em casa embriagados, este é um sinal de cuidado que não deve ser desprezado.
Alessandra sustenta que para os adolescentes maringaenses o CAPS I oferece auxílio para se livrar do vício. “Nós trabalhamos com uma equipe multidisciplinar de médicos, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, procurando enxergar esse adolescente de modo global. Além disso, oferecemos suporte à família”.
O período de desintoxicação do álcool é muito danoso para o paciente e tem sintomas que precisam de atenção e cuidado, como explica Alessandra, “esse adolescente dependente do álcool, precisa ser acompanahdo no período de abstinência, que pode causar sintomas como sudorese, alteração na pressão, desidratação e aceleramento cardíaco e em casos críticos pode levar a morte, as pessoas precisam se conscientizar da emergência da situação”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Só por hoje 23-04...
Meditação do Dia
Terça, 23 de Abril de 2013
Um Deus da nossa concepção
"Muitos de nós vemos Deus simplesmente como aquela força que nos mantém limpos." Texto Básico, p. 30
Alguns de nós entram em recuperação com um entendimento prático de um Poder Superior. Para muitos de nós, contudo, "Deus" é uma palavra problemática. Podemos duvidar da existência de qualquer tipo de Poder superior a nós mesmos. Ou podemos recordar-nos de experiências desconfortáveis com religião e não querermos nada do que tenha "a ver com Deus". Recomeçar uma vida em recuperação significa que também podemos recomeçar na nossa vida espiritual. Se não nos sentirmos à vontade com aquilo que fomos aprendendo quando crescemos, podemos tentar uma aproximação diferente à nossa espiritualidade. Não precisamos de compreender tudo de uma vez, ou de encontrar imediatamente as respostas a todas as nossas perguntas. É por vezes suficiente sabermos que outros membros de NA acreditam, e que a sua fé ajuda-os a manterem-se limpos.
Só por hoje: Tudo o que preciso de saber hoje sobre o meu Poder Superior é que se trata de um Poder que me ajuda a manter-me limpo.
Só por hoje: Tudo o que preciso de saber hoje sobre o meu Poder Superior é que se trata de um Poder que me ajuda a manter-me limpo.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
REFLEXÃO DIÁRIA 22 DE ABRIL
REFLEXÃO DIÁRIA 22 DE ABRIL
SOLO NOVO... RAÍZES NOVAS
Tenho excelentes razões para saber como os momentos de percepção podem construir uma vida inteira de serenidade espiritual. As raízes da realidade, suplantando as ervas daninhas neuróticas, vão promover uma base firme, apesar do furacão das forças que nos destruiriam ou que poderíamos utilizar para destruirmos a nós mesmos.
NA OPINIÃO DE BILL, p. 173.
Vim para A.A. verde - um arbusto trêmulo com as raízes expostas. Foi por sobrevivência, mas foi um começo. Estiquei-me, desenvolvi-me, retorci-me, mas com a ajuda dos outros, e no seu devido tempo meu espírito brotou de suas raízes. Estava livre. Eu agia, murchava, refletia, rezava, reagia e, iluminado repentinamente voltei a entender. Das minhas raízes os braços do espírito se alongavam em rebentos, fortes e verdes se extendendo em direção ao céu.
Aqui na terra, Deus, incondicionalmente, continua o legado do amor maior.
Minha vida em A.A. colocou-me "sobre um novo terreno... onde se agarravam fortemente minhas raízes". (Alcoólicos Anônimos, p. 35)
SOLO NOVO... RAÍZES NOVAS
Tenho excelentes razões para saber como os momentos de percepção podem construir uma vida inteira de serenidade espiritual. As raízes da realidade, suplantando as ervas daninhas neuróticas, vão promover uma base firme, apesar do furacão das forças que nos destruiriam ou que poderíamos utilizar para destruirmos a nós mesmos.
NA OPINIÃO DE BILL, p. 173.
Vim para A.A. verde - um arbusto trêmulo com as raízes expostas. Foi por sobrevivência, mas foi um começo. Estiquei-me, desenvolvi-me, retorci-me, mas com a ajuda dos outros, e no seu devido tempo meu espírito brotou de suas raízes. Estava livre. Eu agia, murchava, refletia, rezava, reagia e, iluminado repentinamente voltei a entender. Das minhas raízes os braços do espírito se alongavam em rebentos, fortes e verdes se extendendo em direção ao céu.
Aqui na terra, Deus, incondicionalmente, continua o legado do amor maior.
Minha vida em A.A. colocou-me "sobre um novo terreno... onde se agarravam fortemente minhas raízes". (Alcoólicos Anônimos, p. 35)
Frases para seu dia!!!!
... "Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. "(William Shakespeare)
... "Se compreendêssemos, nunca mais poderíamos julgar."(André Malraux)
... "As feridas da alma são curadas com carinho, atenção e paz."(Machado de Assis)
... "O melhor modo de encontrar a si mesmo é se perder servindo aos outros."(Mahatma Gandhi)
... "Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma."(Albert Schweitzer)
Força, fé e esperança,
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
Mulheres têm mais dificuldade para se tratar contra drogas, diz pesquisa
Mulheres têm mais dificuldade para se tratar contra drogas, diz pesquisa
G1
Estudo foi desenvolvido por pesquisadora da USP de Ribeirão Preto (SP).
Usuárias disseram se sentir envergonhadas ao procurar tratamento.
Pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto revela que mulheres usuárias de cocaína e crack têm mais dificuldade para procurar tratamento contra o vício. A tese de doutorado da enfermeira psiquiátrica Josélia Carneiro Domingos foi realizada com 95 dependentes químicos atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) de Ribeirão Preto - 42 de cocaína e 53 de crack. Entre as usuárias de cocaína, 71,4% procuraram tratamento por iniciativa própria. No caso das viciadas em crack, o índice diminiu, com 62% de procura voluntária.
"A mulher sofre um estigma social muito grande. O que a leva a buscar tratamento pode ser um situação de busca de vínculo perdido com os filhos ou pais, por exemplo. Muitas delas relataram que tinham vergonha por estar fazendo tratamento em local específico para dependentes químicos. Isso às vezes as constrangia", afirma Josélia.
O psicólogo do Caps-AD, Eber de Matos, explica que a resistência pela procura do tratamento deve-se à forma como a sociedade reage diante da mulher usuária de drogas. "A sociedade parece tolerar mais homens que bebam muito, que usem muitas drogas. Isso cria um problema para as mulheres, porque elas se envergonham mais desse uso do que o homem. Elas deixam de procurar ajuda porque supoem que serão estigmatizadas", diz.
Pensando no auxílio às mulheres dependentes, o Caps-AD criou há cinco anos espaços de tratamento destinados exclusivamente ao público feminino, como salas de discussão e oficinas. "As mulheres que chegavam ao Caps começavam a conversar entre si e passaram a se sentir mais acolhidas e mais à vontade para falar sobre família, filhos e o próprio problema da dependência", afirma Matos. Segundo o psicólogo, após a criação dos espaços, o número de mulheres que procura pelo serviço aumentou em cinco vezes.
Faixa etária
Além do direcionamento às mulheres dependentes, a pesquisa revelou que, entre os entrevistados, a incidência maior de crack está em pessoas entre 30 a 49 anos de idade. Já a cocaína atinge os mais jovens, na faixa etária entre 18 e 29 anos. Na maioria das vezes, segundo a pesquisa, os usuários sofrem com a falta de apoio da família para buscar tratamento.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
G1
Estudo foi desenvolvido por pesquisadora da USP de Ribeirão Preto (SP).
Usuárias disseram se sentir envergonhadas ao procurar tratamento.
Pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto revela que mulheres usuárias de cocaína e crack têm mais dificuldade para procurar tratamento contra o vício. A tese de doutorado da enfermeira psiquiátrica Josélia Carneiro Domingos foi realizada com 95 dependentes químicos atendidos pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) de Ribeirão Preto - 42 de cocaína e 53 de crack. Entre as usuárias de cocaína, 71,4% procuraram tratamento por iniciativa própria. No caso das viciadas em crack, o índice diminiu, com 62% de procura voluntária.
"A mulher sofre um estigma social muito grande. O que a leva a buscar tratamento pode ser um situação de busca de vínculo perdido com os filhos ou pais, por exemplo. Muitas delas relataram que tinham vergonha por estar fazendo tratamento em local específico para dependentes químicos. Isso às vezes as constrangia", afirma Josélia.
O psicólogo do Caps-AD, Eber de Matos, explica que a resistência pela procura do tratamento deve-se à forma como a sociedade reage diante da mulher usuária de drogas. "A sociedade parece tolerar mais homens que bebam muito, que usem muitas drogas. Isso cria um problema para as mulheres, porque elas se envergonham mais desse uso do que o homem. Elas deixam de procurar ajuda porque supoem que serão estigmatizadas", diz.
Pensando no auxílio às mulheres dependentes, o Caps-AD criou há cinco anos espaços de tratamento destinados exclusivamente ao público feminino, como salas de discussão e oficinas. "As mulheres que chegavam ao Caps começavam a conversar entre si e passaram a se sentir mais acolhidas e mais à vontade para falar sobre família, filhos e o próprio problema da dependência", afirma Matos. Segundo o psicólogo, após a criação dos espaços, o número de mulheres que procura pelo serviço aumentou em cinco vezes.
Faixa etária
Além do direcionamento às mulheres dependentes, a pesquisa revelou que, entre os entrevistados, a incidência maior de crack está em pessoas entre 30 a 49 anos de idade. Já a cocaína atinge os mais jovens, na faixa etária entre 18 e 29 anos. Na maioria das vezes, segundo a pesquisa, os usuários sofrem com a falta de apoio da família para buscar tratamento.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
só por hoje 22-04...
Meditação do Dia
Segunda, 22 de Abril de 2013
Seguir o caminho aberto
"Este é o nosso caminho para um crescimento espiritual." Texto Básico, p. 42
Quando chegámos à nossa primeira reunião de NA, para muitos de nós parecia o fim do caminho. Não íamos mais poder usar. Estávamos espiritualmente falidos. A maioria de nós estava totalmente isolada, e não achava que valesse muito a pena viver. O que não sabíamos era que, ao iniciarmos o nosso programa de recuperação, estávamos a entrar por um caminho de possibilidades ilimitadas. No início não usar era suficientemente difícil. Mas à medida que víamos outros adictos trabalhar os passos e aplicar esses princípios nas suas vidas, começámos a ver que a recuperação era mais do que apenas não usar. As vidas dos nossos amigos de NA tinham mudado. Eles tinham uma relação com o Deus da sua concepção. Eram membros responsáveis da irmandade e da sociedade. Tinham um motivo para viver. Começámos a acreditar que essas coisas estavam também ao nosso alcance. Ao prosseguirmos na nossa caminhada em recuperação, podemos deixar-nos desviar pela complacência, pela intolerância ou pela desonestidade. Quando isso acontece, precisamos de reconhecer rapidamente os sinais e regressar ao nosso caminho - o caminho aberto em direcção à liberdade e ao crescimento.
Só por hoje: Continuo a desenvolver as minhas capacidades espirituais, sociais, e de vivência, ao aplicar os princípios do meu programa. Posso ir tão longe quanto eu quiser no caminho aberto da recuperação.
Só por hoje: Continuo a desenvolver as minhas capacidades espirituais, sociais, e de vivência, ao aplicar os princípios do meu programa. Posso ir tão longe quanto eu quiser no caminho aberto da recuperação.
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