sábado, 11 de maio de 2013

REFLEXÃO DIÁRIA 11 DE MAIO

REFLEXÃO DIÁRIA 11 DE MAIO
 
 
 
UMA NOVA SENSAÇÃO DE PERTENCER
Enquanto não falássemos, com toda a franqueza, de nossos conflitos e ouvíssemos outra pessoa fazer a mesma coisa, ainda não estaríamos participando.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 50

Após quatro anos em A. A. fui capaz de descobrir a liberdade do peso de emoções enterradas que tinham me causado muita dor. Com a ajuda de A. A. e do apadrinhamento a dor foi liberada e senti uma sensação de pertencer e de paz interior. Também senti uma alegria e um amor por Deus que nunca havia experimentado. Tenho muito respeito pelo poder do Quinto Passo.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 140
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje -11-05...

Meditação do Dia

Sábado, 11 de Maio de 2013


Equilibrar a balança
"Muitas das nossas principais preocupações e dificuldades advêm da nossa inexperiência em viver sem drogas. Por vezes, quando pedimos conselhos a alguém que esteja há mais tempo no programa, ficamos surpreendidos com a simplicidade da sua resposta." Texto Básico, p. 49

Encontrar equilíbrio em recuperação é um pouco como nos sentarmos com uma balança e um monte de areia. O objectivo é ter uma quantidade igual de areia em cada prato, conseguindo um equilíbrio de peso. Fazemos o mesmo em recuperação. Sentamo-nos com os alicerces do nosso tempo limpo e os Doze Passos, e depois tentamos acrescentar um emprego, as responsabilidades de manter uma casa, amigos, afilhados, relações, reuniões e serviço em quantidades iguais para que os pratos da balança se equilibrem. A nossa primeira tentativa poderá desequilibrar a nossa balança pessoal. Podemos descobrir que, devido ao nosso demasiado envolvimento em serviço, irritámos o nosso patrão ou a nossa família. Mas quando tentamos corrigir este problema abandonando completamente o serviço em NA, desequilibramos o outro prato da balança. Podemos pedir ajuda a membros que estabilizaram a sua balança. Essas pessoas são fáceis de reconhecer. Parecem-nos serenas, comedidas e confiantes. Irão sorrir ao reconhecerem o nosso dilema e irão partilhar a forma como elas próprias conseguiram acalmar, juntando apenas uns poucos grãos de areia de cada vez, em cada prato da balança, sendo assim recompensadas com equilíbrio em recuperação.

Só por hoje: Procuro equilíbrio na minha vida. Hoje vou pedir a outros que partilhem a sua experiência na procura desse equilíbrio.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

sexta-feira, 10 de maio de 2013

REFLEXÃO DIÁRIA 10 DE MAIO

REFLEXÃO DIÁRIA 10 DE MAIO
 
CAMINHANDO PELO MEDO
Se ainda nos apegamos a algo que não queremos soltar, pedimos a Deus que nos ajude a ter a vontade.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 93

Quando fiz meu Quinto Passo, tornei-me consciente de que todos os meus defeitos de caráter se originavam da minha necessidade de me sentir seguro e amado. Usar somente a minha vontade para trabalhar com meus defeitos e resolver o meu problema eu já havia tentado obsessivamente. No Sexto Passo aumentei a ação que tomei nos três primeiros Passos – meditando no Passo, dizendo-o várias vezes, indo às reuniões, seguindo às sugestões de meu padrinho, lendo e procurando dentro de mim mesmo. Durante os três primeiros anos de sobriedade tinha medo de entrar num elevador sozinho. Um dia decidi que tinha de enfrentar este medo. Pedi ajuda a Deus, entrei no elevador e ali no canto estava uma senhora chorando. Ela disse que desde que seu marido havia morrido ela tinha um medo mortal de elevadores. Esqueci meu medo e a confortei. Esta experiência espiritual ajudou-me a ver como a boa vontade era a chave para trabalhar o resto dos Doze Passos para a recuperação. Deus ajuda aqueles que se ajudam.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 138

Remédio promete reduzir nível de dependência ao álcool em 61%


Remédio promete reduzir nível de dependência ao álcool em 61%                                                                                             

Autoridades sanitárias do Reino Unido aprovaram a venda, a partir da última segunda-feira, de um remédio que é capaz, em testes clínicos, de reduzir a dependência pelo álcool. O nalmefeno, como se chama o princípio ativo, fez que consumidores abusivos do álcool bebessem menos 61%, em média, depois de seis meses de tratamento.

Vendido na Europa com o nome comercial Selincro, a droga não é indicada para aqueles que já estão em um nível alto do alcoolismo, com sintomas de abstinência e necessidade imediata de desintoxicação, mas sim para quem está um nível antes.
Ou seja, serve para quem bebe em excesso, o que para a Organização Mundial de Saúde significa tomar mais de quatro doses por dia, ou quatro latas de cerveja, no caso de homens. Para mulheres, o limite do abuso está acima de três doses diárias.

O álcool é uma das causas de mais de 60 tipos de doenças e lesões. Fatores genéticos e do ambiente em que se vive são importantes no desenvolvimento da dependência, mas estima-se que o DNA tenha 60% de contribuição nos riscos de se tornar alcoólatra.

Acompanhamento social

O teste clínico feito pelo laboratório que produz o medicamento, da Dinamarca, constatou que os beberrões que tomavam 12,75 doses de álcool por dia conseguiram cortar o consumo para cinco doses. O remédio não pode ser prescrito sem um acompanhamento médico. No mesmo teste, aqueles que se excediam na bebida 23 vezes por mês passaram a fazê-lo nove vezes durante o mês.

"Para os dependentes que têm crises de abstinência, já existem drogas no mercado que são mais indicadas", explica a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependências da Santa Casa da Misericórdia do Rio. "O nalmefeno é mais um remédio para se juntar ao arsenal que temos para reduzir o consumo abusivo, mas sempre com algum grau de supervisão médica", completa.

A psiquiatra chama a atenção para o fato de o remédio, sozinho, não funcionar. O consumo de drogas, lícitas ou não, está ligado também ao ambiente social do dependente. O acompanhamento médico é fundamental para que o paciente consiga romper com as situações que o leva a beber. De acordo com a fabricante do Selincro, a Lundbeck, os pacientes testados não eram alcoólatras típicos, mas pessoas ainda com família e trabalho.

O remédio, que ainda não é vendido no Brasil, é uma ramificação da naltrexona, substância estudada há quase 30 anos, usada para o tratamento da dependência de opiáceos, como a heroína. Seis meses de tratamento com o Selincro custa o equivalente a R$ 1580.
Autor:
OBID Fonte: O Globo

Dano cerebral por uso de crack supera o de cocaína

Dano cerebral por uso de crack supera o de cocaína                                                                                            

O usuário de crack, ao fumar uma pedra da droga, inala não apenas a cocaína, mas também uma substância derivada de sua pirólise, um éster denominado metilecgonidina (AEME).

Essa substância provoca a morte de neurônios de um modo muito mais agressivo do que aquele observado quando o usuário cheira ou injeta a cocaína, como mostram estudos in vitro realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. O crack é a mistura da pasta bruta de cocaína, bicarbonato de sódio e água.

"Quando o usuário aquece a pedra de crack, ele acaba por inalar não apenas a cocaína, um alcaloide, mas também a AEME, um éster. Por isso, os danos são muito maiores, pois o usuário sofre os efeitos tanto da cocaína como da AEME", explica a professora Tania Marcourakis, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da FCF, que é responsável por uma linha de pesquisa sobre o tema.

Os pesquisadores realizaram estudos in vitro utilizando uma cultura primária de neurônios extraídos do hipocampo — região do encéfalo ligada à memória — de fetos de ratos. Os cientistas descobriram que nas amostras onde incubaram a AEME e a cocaína juntas, durante um período de 48 horas, houve pelo menos 50% mais mortes de neurônios, em comparação às amostras onde a cocaína e a AEME foram incubadas isoladamente na cultura primária de neurônios.

Os resultados indicam que o usuário de crack pode estar exposto a uma maior neurodegeneração em relação aos usuários de outras formas de uso da cocaína.

Este estudo foi realizado durante o mestrado do aluno Raphael Caio Tamborelli Garcia, Efeitos neurodegenerativos da metilecgonidina e da cocaína em cultura celular primária de hipocampo, apresentado em 2009 sob a orientação da professora Tania.

Atualmente, Garcia está cursando o doutorado "sanduiche" nos Estados Unidos onde investiga os efeitos da AEME no cérebro de ratos. "A pesquisa de doutorado tem o objetivo de verificar se a AEME é apenas neurotóxica ou se também contribui para a dependência ao crack", explica a professora. A defesa deve ocorrer no próximo semestre.

Sabe-se também que a fumaça que o usuário inala com a queima da pedra do crack é absorvida rapidamente pelo organismo, provocando, do mesmo modo, um efeito muito rápido. Então, quanto mais o usuário fuma, mais rápido é o efeito. E quanto mais ele fuma, mais ele quer fumar, e mais rápido se torna dependente da droga.

Necrose e apoptose

Já o estudo de mestrado da aluna Livia Mendonça Munhoz Dati, Caracterização das vias de morte celular induzida pela metilecgonidina, produto da pirólise da cocaína, investigou por quais vias ocorria a morte dos neurônios: necrose ou apoptose. A necrose ocorre quando a célula inflama, incha e se rompe. Já a apoptose é a morte celular programada, onde ela morre e desaparece.

Os resultados mostraram que, no caso da cocaína, ocorre a morte tanto via necrose como apoptose. A AEME provoca a morte das células via apoptose. Mas quando a cocaína e a AEME estão juntas, elas provocam tanto a apoptose como a necrose. A dissertação, defendida em 2012, também foi realizada em cultura primária de células cerebrais de fetos de ratos.


Autor:
OBID Fonte: UOL

Só por hoje 10-05...

Meditação do Dia

Sexta, 10 de Maio de 2013


Prontificarmo-nos inteiramente
"...olhamos bem para o que estes defeitos estão a provocar nas nossas vidas. Começamos a ansiar por nos vermos livres deles." Texto Básico, p. 39

Prontificarmo-nos inteiramente a que os nossos defeitos de carácter sejam removidos pode constituir um longo processo, que muitas vezes demora toda uma vida. O nosso estado de prontidão cresce em proporção directa à nossa consciência desses defeitos e à destruição que eles provocam. Podemos ter dificuldade em ver a devastação que os nossos defeitos estão a provocar nas nossas vidas e nas vidas daqueles que nos rodeiam. Se for esse o caso, faríamos bem em pedir ao nosso Poder Superior que revelasse essas falhas que impedem o nosso progresso. À medida que deixamos ir os nossos defeitos e vemos a sua influência a diminuir, descobrimos que um Deus amantíssimo substitui esses defeitos por qualidades. Onde antes tínhamos medo, encontramos coragem. Onde antes éramos egoístas, encontramos generosidade. As nossas ilusões sobre nós mesmos irão desaparecer para darem lugar à honestidade e à auto-aceitação. Sim, prontificarmo-nos inteiramente significa que iremos mudar. Cada novo nível de prontidão traz novas dádivas. A nossa natureza básica muda, e depressa descobrimos que a nossa prontidão não é mais movida apenas pela dor, mas por um desejo de crescer espiritualmente.

Só por hoje: Vou aumentar o meu estado de prontidão tomando-me mais consciente dos meus defeitos.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

quinta-feira, 9 de maio de 2013

REFLEXÃO DIÁRIA - 9 DE MAIO

 REFLEXÃO DIÁRIA - 9 DE MAIO


CAMINHANDO PELO MEDO

 Se ainda nos apegarmos a algo que não queremos soltar, pedimos a Deus que nos ajude a ter a vontade.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 93


Quando fiz meu Quinto Passo, tornei-me consciente de que todos os meus defeitos de caráter se originavam da minha necessidade de me sentir seguro e amado. Usar somente a minha vontade para trabalhar com meus defeitos e resolver o meu problema eu já havia tentado obsessivamente. No Sexto Passo aumentei a ação que tomei nos três primeiros Passos - meditando no Passo, dizendo-o várias vezes, indo às reuniões, seguindo às sugestões de meu padrinho, lendo e procurando dentro de mim mesmo. Durante os três primeiros anos de sobriedade tinha medo de entrar num elevador sozinho. Um dia decidi que tinha que enfrentar este medo. Pedi ajuda a Deus, entrei no elevador e ali no canto estava uma senhora chorando. Ela disse que desde que seu marido havia morrido ela tinha um medo mortal de elevadores. Esqueci meu medo e a confortei. Esta experiência espiritual ajudou-me a ver como a boa vontade era a chave para trabalhar o resto dos Doze Passos para a
recuperação. Deus ajuda aqueles que se ajudam.

Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes