terça-feira, 28 de maio de 2013

A hora do recomeço

A hora do recomeço                                                                                                

O Estado de S. Paulo
O governo do Estado de São Paulo acaba de lançar um plano para auxiliar a recuperação de dependentes químicos: o programa Recomeço. Segundo o professor Ronaldo Laranjeira, diretor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), "o conceito envolve reconstrução dos valores pessoais, familiares e sociais e da vida profissional ou acadêmica". O pulo do gato na fase da recuperação é o Cartão Recomeço. Trata-se de criar uma via fácil para que a família possa custear, com financiamento do governo, um período de recuperação predominantemente numa comunidade terapêutica.

O crédito para o tratamento será de R$ 1.350 mensais, a ser depositado diretamente para o serviço contratado. O valor não será entregue ao dependente ou a seus familiares. As comunidades terapêuticas, reconhecidas pela idoneidade de seu trabalho, são indispensáveis nos programas de recuperação. Lá, depois de terem descido os degraus da miséria material e moral, os internos reencontram a chispa da esperança. Vida saudável, laborterapia, disciplina, resgate de valores e terapia individual e de grupo compõem a receita do modelo de recuperação. O respaldo do governo ao trabalho das comunidades terapêuticas pode ter excelentes resultados. O modelo social de recuperação complementa o modelo médico de tratamento. Após a fase de estabilização, os dependentes consolidam seu processo de mudança no sadio ambiente das comunidades terapêuticas.

A luta contra o avanço das drogas, matriz da violência epidêmica que castiga a sociedade, passa, necessariamente, por investimentos na recuperação de dependentes. Manifesto, portanto, meu apoio ao programa de São Paulo. Além disso, o consumo e o tráfico de drogas, responsáveis maiores pela morte de milhares de jovens, exigem uma radiografia verdadeira da mais terrível doença da atualidade. Tentativas de descriminalização dos entorpecentes, frequentemente glamourizadas por certos setores da mídia, não resolvem o problema.

A psiquiatra mexicana Nora Volkow é uma referência na pesquisa da dependência química no mundo. Foi quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro. A revista Veja, ao entrevistá-la, acertadamente trouxe à baila um crime que chocou a sociedade. O cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT) na forma de um chá conhecido como Santo Daime. "Que efeito essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico?" A resposta da pesquisadora foi clara e direta: "Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentarem a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz".

Quer dizer, a eventual descriminalização das drogas facilitaria o consumo de tais substâncias. Aplainado o caminho de acesso às drogas, os portadores de esquizofrenia teriam, em princípio, maior probabilidade de surtar e, consequentemente, de praticar crimes e ações antissociais. Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com o jovem assassino do cartunista. A suposição, muito razoável, é um tiro de morte no discurso da ingenuidade.

As consequências da assustadora escalada das drogas podem ser comprovadas nos boletins de ocorrência de qualquer delegacia de polícia. De fato, o consumo e o tráfico estão na raiz da imensa maioria dos assassinatos. É ingênuo pensar que a descriminalização resolverá o problema. Só o agravará, pois multiplicará o número de usuários. Prevenção e recuperação são as únicas armas de humanização do terrível drama dos adictos.

Além disso, a maconha é muitas vezes a porta de entrada para outras drogas. "Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva", diz Nora Volkow. "Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes." Pode, efetivamente, causar ansiedade, perda de memória, depressão e surtos psicóticos. Não dá para entender, portanto, o recorrente empenho de descriminalização. Também não serve o falso argumento de que é preciso evitar a punição do usuário. Nenhum juiz hoje em dia determina a prisão de um jovem por usar maconha. A prisão, quando ocorre, está ligada à prática de delitos que derivam da dependência química: roubo, furto, pequeno tráfico, etc. Na maioria dos casos, de acordo com a Lei 9.099/95, há aplicação de penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade e eventuais multas no caso de réu primário.

Todos sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que muito cedo se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da "inofensiva" maconha preconizada pelos arautos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes.

As drogas estão matando a juventude. A dependência química não admite discursos ingênuos ou campanhas ideológicas, mas ações firmes e investimentos na prevenção e recuperação de dependentes. Com o novo cartão São Paulo dá um passo estratégico importante no fortalecimento da rede de proteção aos dependentes e no combate às drogas.

 Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Jovens têm fácil acesso a bebida alcoólica, porta para outras drogas

Jovens têm fácil acesso a bebida alcoólica, porta para outras drogas                                                                                             

ABCD Maior
Última reportagem da série mostra que adolescentes entre 14 e 17 anos respondem por 6% do consumo de álcool no País

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) prevê pena de dois a quatro anos de cadeia e multa para adultos que fornecem bebida alcoólica, ou qualquer outra substância que cause dependência física ou psíquica, a menores de idade. A determinação, no entanto, não impede o consumo entre adolescentes e até crianças.

É o que comprova pesquisa da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), que entrevistou cerca de três mil pessoas em todo o território nacional em 2010. O levantamento concluiu que o grupo de adolescentes entre 14 e 17 anos corresponde a 6% de todo o consumo de álcool anual no País.

Moradora de São Bernardo, Carla* está hoje com 18 anos e teve a primeira experiência com bebidas alcoólicas há três anos. “Foi nessas festinhas de adolescentes, tomava um golinho de cada uma para experimentar”. Já José Roberto*, de Santo André, experimentou o álcool aos 13 anos e tomou o primeiro “porre” aos 16. “O dia seguinte foi horrível”, lembra o jovem de 22 anos.

Risco - O contato precoce com álcool pode elevar o risco de uso abusivo, de acordo com estudo do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com alunos do ensino médio de escolas públicas e privadas. O consumo antes dos 12 anos pode aumentar em 60% as chances de desenvolver o hábito de abusar da bebida se comparado com os que deram o primeiro gole na adolescência.Para Fernanda Piotto Fralonardo, professora de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC, a facilidade de acesso de jovens a bebidas se dá pelo fato de o álcool ainda ser socialmente aceito.

A alteração no funcionamento dos neurônios causada pela bebida pode afetar a memória e capacidade de aprendizado.“Uma criança de 12 anos não tem o cérebro formado, o que acontece entre os 18 e 20 anos. Todo uso de álcool antes dessa idade é prejudicial. O paciente (com histórico de consumo) tem mais chances de desenvolver transtornos psicológicos do que a população em geral. Além disso, o jovem tende a fazer o uso mais abusivo que o adulto.”

Substâncias de entrada - Por conta da fase de experimentação e da necessidade de integração social, o público jovem não se torna mais suscetível apenas ao uso de bebidas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que mais de 85% dos fumantes tiveram o primeiro contato com cigarro antes dos 19 anos. “O álcool e o tabaco são substâncias de entrada, é raro um usuário de maconha, cocaína ou crack que não tenha tido contato prévio com álcool”, afirmou Fernanda Piotto Fralonardo, professora de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC.

Campanhas de orientação nas escolas e o diálogo dentro no ambiente familiar são fundamentais para combater o uso precoce e abusivo de substâncias que causam dependência. “O jovem quer pertencer a algum grupo, por isso o modelo familiar é importante. A criança aprende imitando comportamentos, se ele tem um modelo de abuso dentro de casa, tem grandes chances de repetir (fora de casa)”, acrescentou.

Para especialistas, medidas como a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas ajudaria a reduzir o número de consumidores adolescentes. Diversos projetos de lei foram discutidos na Câmara dos Deputados, mas nenhum foi aprovado até o momento. O último foi apresentado em 2012 e proibia comerciais em meios eletrônicos. A proposta foi retirada pelo autor no mês passado. Atualmente a lei permite a propagandas em emissoras de rádio e televisão entre 21h e 6h.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Reflexão do dia 28 de Maio

Reflexão do dia 28 de Maio
 
direitos iguais
Uma vez ou outra, Grupos de A.A., resolvem inventar regras... Após um período de medo e intolerância, o Grupo se acalma... Não queremos negar a ninguém a oportunidade de recuperar-se do alcoolismo. Queremos ser justos, tanto quanto possível, sempre ficando ao alcance de todos.
A TRADIÇÃO DE A.A. COMO SE DESENVOLVEU PG. 14 15 17
 
 
 
      A.A. me ofereceu completa liberdade e me aceitou na Irmandade por mim mesmo. Para ser membro não dependia da concordância, sucesso financeiro ou educação, e sou muito grato por isto. Muitas vezes me pergunto se estendo essa mesma igualdade aos outros ou se nego a eles a liberdade de ser diferentes.
      Hoje tento substituir meu medo e minha intolerância pela fé, paciência, amor e aceitação. Posso levar estas forças para meu Grupo de A.A., minha casa e meu escritório. Faço um esforço para levar minha atitude positiva para qualquer lugar que vou.
      Não tenho nem o direito, nem a responsabilidade de julgar os outros. Dependendo da minha atitude, posso ver os ingressantes em A.A., membros da família e amigos, como ameaças ou como professores. Quando penso em algum dos meus julgamentos passados, fica claro como meu farisaísmo me causou danos espirituais.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 28-05...

Meditação do Dia

Terça, 28 de Maio de 2013


A forma como concebemos
"Examinámos as nossas vidas e descobrimos quem realmente somos. Ser-se verdadeiramente humilde é aceitarmo-nos e tentarmos honestamente ser nós próprios." Texto Básico, p. 41

Como adictos no activo, as exigências da nossa doença determinaram a nossa personalidade. Podíamos ser quem ou aquilo que precisássemos de ser para conseguirmos a nossa dose. Éramos máquinas de sobrevivência, adaptando-nos facilmente a qualquer circunstância de uma vida de uso. Uma vez em recuperação, iniciámos uma vida nova e diferente. Muitos de nós não tinham ideia do comportamento apropriado para cada situação. Alguns de nós não sabiam como falar com as pessoas, como se vestir ou como se comportar em público. Não podíamos ser nós próprios porque já não sabíamos mais quem éramos. Os Doze Passos dão-nos um método simples para descobrirmos quem realmente somos. Pomos a descoberto as nossas qualidades e os nossos defeitos, as coisas que gostamos em nós e aquelas que não nos agradam tanto. Através do poder reparador do Doze Passos, começamos a perceber que somos indivíduos, criados para sermos quem somos pelo Poder Superior da nossa concepção. A verdadeira recuperação começa quando compreendemos que se o nosso Poder Superior nos criou deste modo, deve então estar bem sermos quem somos.

Só por hoje: Ao trabalhar os passos posso sentir a liberdade de ser eu próprio, a pessoa que o meu Poder Superior pretendeu que eu fosse.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Frases para sua semana!!!!!!!!!!!!!!!!!!

... "O verdadeiro amigo é aquele que aplaude o nosso sucesso e torce pela nossa vitória. Entretanto, ele também participa das nossas derrotas e está ao nosso lado nos apoiando nos momentos difíceis."(Iran Ibrahin Jacob)

... "Para hoje um mundo de felicidade, para amanhã que seus sonhos se realizem e para sempre tudo de bom que a vida possa lhe oferecer."
... "As flores refletem bem o verdadeiro.
Quem tenta possuir uma flor verá a sua beleza murchando.
Mas quem olhar uma flor no campo permanecerá para sempre com ela!"
(Paulo Coelho)

... "Se não der frutos, valeu a beleza das flores;
se não der flores, valeu a sombra das folhas;
se não der folhas, valeu a intenção da semente."
(Henfil)

... Quando pensar em desistir, lembre-se da luta que foi começar, e não desista!
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar problemas gastrointestinais

Consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar problemas gastrointestinais                                                                                             

Fim de semana, festa animada, churrasco, balada com os amigos e a vitória do time são alguns dos motivos e justificativas usados para exagerar no consumo de bebida alcoólica. Este exagero cobra um preço caro. O consumo eventual também tem participação em outros problemas graves e demasiadamente frequentes no Brasil: violência familiar, acidentes de trânsito e no trabalho.

Estudo realizado pelo Ministério da Saúde em hospitais públicos revela que o consumo do álcool tem forte impacto nos atendimentos de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS).

O levantamento da Vigilância de Violência e Acidentes (Viva) aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito atendido nos prontos-socorros brasileiros ingeriram bebida alcoólica. O estudo também mostra que 49% das pessoas que sofreram algum tipo de agressão consumiram bebida alcoólica. As principais vítimas são homens com idade entre 20 e 39 anos.

Pesquisas internacionais também apontam outros agravos. Um estudo realizado pelo Scripp´s Research Institute da Califórnia (EUA) mostrou que a ingestão de grandes quantidades de álcool de uma só vez afeta o cérebro da mesma forma que o consumo frequente.

A gastroenterologista Mariene Liberal afirma que mesmo o consumo esporádico e em grandes doses de bebidas alcóolicas causa alterações múltiplas no organismo. As primeiras reações são sonolência ou agressividade, irritabilidade, agitação, alteração de equilíbrio, vômitos e até convulsões. Em casos extremos, em que há overdose alcóolica, o consumo excessivo pode levar ao coma e à morte.

“Com o uso de altas doses podem surgir, principalmente, problemas gastrointestinais, pois o álcool é o grande agressor do sistema digestivo. A pancreatite, por exemplo, ocorre nos grandes bebedores eventuais, daqueles que exageram nos finais de semana”, diz a médica do Hospital Federal do Andaraí, vinculado ao Ministério da Saúde. Mariene ainda alerta que podem surgir casos de hemorragia digestiva, cirrose e hepatites alcóolicas.

Viva - Os dados sobre as consequências do álcool no trânsito fazem parte do Vigilância de Violências e Acidentes, estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS. Foram ouvidas 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal. Os dados foram coletados em 2011 e analisados no último ano.

O levantamento revela que entre as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais prevalente foi a de 20 a 39 anos (39,3%).

As vítimas mais acometidas por agressões estão nessa mesma faixa etária – 20 a 39 anos – e representam 56% dos casos. Em 2011, 28.352 homens com idade entre 20 a 39 anos foram assassinados e 16.460 perderam a vida no trânsito, o que corresponde a quase metade de óbitos registrados nesta faixa etária, 31,5% e 18,3%, respectivamente.

O Viva também mostra que a proporção do consumo de bebida alcoólica entre os pacientes homens foi bem superior ao das mulheres: 54,3% dos homens que sofreram violência e 24,9% dos que sofreram acidente de trânsito tinham ingerido álcool, enquanto os índices entre as pessoas do sexo feminino foram de 31,5% e 10,2%, respectivamente.
Autor:
OBID Fonte: Portal Saúde

Saiba mais sobre a Cocaína!

Cocaína

É uma das drogas ilegais mais consumidas no mundo.
A cocaína é um psicotrópico, pois age no Sistema Nervoso Central, isto é, sua atuação é no cérebro e na medula espinhal, exatamente nos órgãos que comandam os pensamentos e as ações das pessoas.
Há dois tipos de envenenamento pela cocaína: um caracterizado pelo colapso circulatório e, o outro, pela intoxicação do Sistema Nervoso Central - o cérebro, que é o órgão da mente.
A respiração, primeiro é estimulada e, depois decai. A morte advém devido ao colapso cardíaco.
As alucinações cocaínicas são terríveis: no início, um pouco de prazer, mas com o decorrer do tempo, o usuário pode ouvir zumbidos de insetos, queixando-se de desagradável cheiro de carrapatos; sente pequenos animais imaginários, como vermes e piolho, rastejando embaixo de sua pele, e as coceiras ou comichões quase o levam à loucura. Nos casos agudos de intoxicação, pode haver perfuração do septo nasal, quando a droga é aspirada ou friccionada nas narinas; e queda dos dentes, quando a fricção for nas gengivas.
A maneira como a cocaína é usada pode ter influência nos efeitos. Quanto mais rápido a cocaína é absorvida e enviada para o cérebro, maior será a euforia experimentada. O reforço do próprio uso e a possibilidade de efeitos colaterais também são maiores.
Mascar folhas de cocaína devagar e continuamente. As folhas de coca apresentam apenas o equivalente a 1% do seu peso de cocaína, portanto são engolidas quantidades relativamente pequenas ao mascar. Estes fatores contribuem para manter níveis baixos de cocaína no sangue e, portanto, significamente menos euforia do que a obtida com a cocaína através de outras formas.
 
A cocaína extraída das folhas e purificada como um sal (hidroclorido). Nesta forma, a cocaína pode ser absorvida por inalação e pode ser injetada. A inalação (cheirar) produz níveis rápidos e também declives rápidos. Os níveis de cocaína no cérebro, suficientes para surtir efeitos, são atingidos de 3 a 5 minutos. Os efeitos da injeção intravenosa são ainda mais rápidos, menos de um minuto.
 
Fumar produz efeitos em um tempo mais curto ainda do que o da injeção intravenosa, normalmente abaixo de 10 segundos. Duas formas de base para a cocaína têm sido usadas para fumar - "freebase" e "crack". Estas formas são quimicamente idênticas, mas são preparadas de forma diferente. "Freebase" refere-se a base isolada em éter depois de tratada com sal dissolvido em água com amônia. O éter é evaporada para obter uma droga muito pura e sólida. "Crack" refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio. Os pedaços grossos secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato. Os últimos estouram ou racham (crack) como diz o nome.
( Fonte: Como agem as drogas, Gesina L. Longenecker,PH.D. Quark books. Ilustrações de Nelson W.Hee)


Tempo Necessário para alcançar o cérebro através de formas comuns de dependência
Fumar6-8 segundos
Injeção intravenosa10-20 segundos
Cheirar3-5 minutos
Mascar produz um nível mais baixo e estável da droga
Cocaína na gravidez causa perda de neurônios em cérebro de bebê
Segundo um estudo publicado no Journal of Comparative Neurology, o uso de cocaína durante a gravidez pode resultar na perda de mais de metade dos neurônios do córtex cerebral dos bebês. Os cientistas estudaram os cérebros de macacos rhesus, mas acadêmicos acreditam que a descoberta pode ter implicações para os seres humanos, no que se refere aos reais danos fisiológicos para o cérebro do bebê associados ao uso de cocaína pela mãe durante a gravidez. Metade dos oito macacos usados nos experimentos nasceu de mães que consumiram 20mg/Kg de cocaína por dia durante o segundo trimestre de gravidez. A outra metade não recebeu cocaína, mas teve alimentação e cuidados pré-natais similares. O estudo mostrou que o córtex cerebral dos macacos nascidos de mães que usaram a droga tinha cerca de 60% menos neurônios e era cerca de 20% menor do que aqueles do grupo controle. "Esse é o primeiro estudo que mostra claramente a possibilidade da cocaína afetar a estrutura cerebral. Ele mostra que isso pode ocorrer", disse Michael Lidow, do Programa de Neurociência da Universidade de Maryland, um dos autores do trabalho.

Fonte: Site/antidrogas.com