sexta-feira, 31 de maio de 2013

Só por hoje 31-05...

Meditação do Dia

Sexta, 31 de Maio de 2013


Manter as coisas simples
"Vivemos um dia de cada vez, mas também de momento a momento. Quando paramos de viver no aqui e no agora, os nossos problemas são aumentados exageradamente." Texto Básico, p. 111

Muitas vezes a vida parece demasiado complicada para se compreender, principalmente para aqueles que se esconderam dela durante tanto tempo. Quando parámos de usar drogas, muitos de nós confrontaram-se com um mundo confuso, aterrador até. Olhar para a vida e para todos os seus pormenores, de uma só vez, pode ser esmagador. Pensamos que, afinal de contas, talvez não consigamos aguentar a vida, e que é inútil tentar. Estes pensamentos alimentam-se a si próprios e depressa ficamos paralisados pela ideia complicada que fizemos da vida. Felizmente não precisamos de corrigir tudo de uma vez. Resolver apenas um problema parece possível, por isso debruçamo-nos sobre eles, um de cada vez. Vivemos cada momento à medida que vá chegando, um de cada vez. Aprendemos a estar limpos só por hoje, e lidamos com os nossos problemas do mesmo modo. Quando vivemos a vida em cada momento, esta não parece tão aterradora. Um fôlego de cada vez, podemos manter-nos limpos e aprender a viver.

Só por hoje: Vou manter as coisas simples, vivendo apenas este momento. Hoje vou lidar apenas com os problemas de hoje; vou deixar os problemas de amanhã para amanhã.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A importância da família no tratamento do alcoolismo

A importância da família no tratamento do alcoolismo                                                                                             

A dependência do álcool geralmente representa um impacto profundo em diversos aspectos da vida do indivíduo e também daqueles que estão ao seu redor. Dada a sua complexidade, é interessante que os programas de tratamento sejam multidisciplinares para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais e até jurídicas, conforme demonstrado em diversos estudos), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao uso da substância, assim como seus processos cognitivos e funcionamento social.

A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticado, deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

A abstinência deve ser a meta do tratamento, porém, por inúmeras razões esta pode não ser obtida no início nem mesmo ao longo do tempo. Apesar disso, o indivíduo ainda pode ter benefícios de permanecer no processo, com minimização dos prejuízos psicossociais, tratamento de comorbidades clínicas e psiquiátricas e outras condições ligadas à dependência. Nota-se ainda que quanto maior o número de atores envolvidos no processo (família, amigos, professores, colegas de trabalho), maiores são as chances de adesão ao tratamento e recuperação.

A família, em especial, é peça-chave tanto na prevenção do uso nocivo do álcool, como em casos em que o problema já está instalado. Inclusive, não são poucas as vezes em que o tratamento inicia-se pela família, principalmente porque o usuário de álcool não aceita seu problema, não reconhece que o uso de bebidas alcoólicas lhe traz consequências negativas ou está desmotivado para buscar ajuda.

Um acompanhamento específico e dirigido para os familiares é essencial para que possam compreender a doença e seus desdobramentos e, posteriormente, receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o ente querido e a si mesmo. Além da Orientação (ou Aconselhamento) Familiar, cujo objetivo é fornecer informações sobre a substância, orientar a família sobre como lidar com a dependência e propiciar meios para que eles se sensibilizem com o problema, há outros dois modelos frequentemente aplicados:


Terapia sistêmica: é destinada à natureza interdependente do relacionamento familiar e como essas relações influenciam (positiva ou negativamente) a doença, sob a perspectiva da família como um sistema. O foco do tratamento é intervir nos complexos padrões de relações entre os membros familiares a ponto de gerar mudanças positivas para todo o núcleo.
Terapia Cognitivo-Comportamental (familiar e de casal): considerando que comportamentos associados ao uso indevido de álcool podem ser reforçados por meio de interações familiares, essa abordagem tem como objetivos principais alterar comportamentos que atuam como gatilho para o uso de álcool, melhorar a comunicação de os membros da família e fortalecer e ampliar habilidades sociais.

Vale ressaltar que muitas vezes a família adoece juntamente com o dependente – fenômeno este chamado de codependência. Em termos gerais, ela é descrita como uma relação disfuncional entre o paciente e o familiar, na qual o familiar passa a se preocupar mais com o dependente do que consigo mesmo, sentindo-se dominado pelas suas necessidades e desejos. Com o tempo, esse padrão de pensamentos e comportamentos pode se tornar compulsivo e prejudicial, como se a pessoa se tornasse dependente do dependente. Nesses casos, as próprias abordagens psicoterápicas citadas acima podem auxiliar o familiar; contudo, existem grupos de ajuda mútua específicos para familiares, como é o caso do Codependentes Anônimos (CoDA) e os Grupos Familiares Al-Anon.

Em suma, a família desempenha um papel importante no tratamento da dependência do álcool, já que auxilia na aderência, permanência, na superação de dificuldades decorrentes do processo e no estabelecimento de um novo estilo de vida sem o uso do álcool. Por último, a família também pode ajudar a equipe multidisciplinar identificando mudanças comportamentais abruptas (por exemplo: isolamento, irritabilidade, labilidade do humor, prejuízo no desempenho do trabalho), que possam ser indicativos de complicações ou possíveis recaídas, as quais muitas vezes podem ser evitadas.
Fonte:CISA - Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool

Reflexão do dia 30 de Maio

Reflexão do dia 30 de Maio
 
...nosso propósito primordial...
Quanto mais A.A. se agarra ao seu propósito primordial, maior sua influência proveitosa em todos os lugares.
A.A. ATINGE A MAIORIDADE PG. 99
 
      É com gratidão que reflito nos primeiros dias de nossa Irmandade e naqueles sábios e amáveis "seguidores dos passos" que proclamavam que não podíamos nos desviar de nosso propósito primordial de transmitir a mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
      Desejo prestar meus respeitos àqueles que trabalham no campo do alcoolismo, tendo sempre em mente que A.A. não tem o monopólio de fazer milagres e permaneço humildemente agradecido por um Deus amoroso que tornou A.A. possível.
 
 
Força, fé e esperança.
Clayton Bernardes

Só por hoje 30-05...

Meditação do Dia

Quinta, 30 de Maio de 2013


A solidão em oposição ao isolamento
"Partilhar com outros impede que nos sintamos isolados e sós." Texto Básico, p. 96

Existe uma diferença entre estar sozinho e ser um solitário. Ser um solitário é um estado de alma, um vazio que nos faz sentir tristes e por vezes em desespero. A solidão nem sempre passa quando nos envolvemos numa relação ou nos rodeamos de pessoas. Alguns de nós sentem-se sós, mesmo numa sala cheia de gente. Muitos de nós chegaram a Narcóticos Anónimos saídos da solidão desesperante da adicção. Depois de irmos a reuniões, começamos a fazer novos amigos e muitas vezes os nossos sentimentos de solidão são aliviados. Mas muitos de nós têm de enfrentar a solidão ao longo da sua recuperação. Qual é a cura para a solidão? A melhor cura é iniciar uma relação com um Poder Superior que pode ajudar a preencher o vazio de alma. Descobrimos que quando acreditamos num Poder Superior nunca precisamos de sentir-nos sós. Podemos sentir-nos mais confortavelmente sozinhos quando temos um contacto consciente com um Deus da nossa concepção. Muitas vezes sentimo-nos profundamente realizados na nossa interacção com os outros, à medida que progredimos na nossa recuperação. Mas também vemos que, quanto mais perto estivermos do nosso Poder Superior, menos necessitaremos de rodear-nos de outras pessoas. Começamos a encontrar um espírito dentro de nós que é o nosso companheiro permanente, à medida que continuamos a explorar e a aprofundar a nossa relação com um Poder superior a nós próprios. Compreendemos que estamos espiritualmente ligados a algo maior do que nós.

Só por hoje: Vou buscar conforto no meu contato consciente com um Poder Superior. Nunca estou sozinho.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Olhando no Espelho

Olhando no Espelho                                                     

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda.

"Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: - "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?"

O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: - "O que é que há com ele?"

O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.

O menino se animou e disse: - "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!" O dono da loja respondeu: -"Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."

O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: - "Eu não quero que você o dê para mim.

Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total."

O dono da loja contestou: - "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."

Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu: - "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."

Muitas vezes desprezamos as pessoas com as quais convivemos diariamente, simplesmente por causa dos seus "defeitos", quando na verdade, somos tão iguais ou pior que elas e sabemos que essas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem não pelo que elas podem fazer, mas pelo que são.
 

Fonte:(Autorizado por www.netmarkt.com.br)

 

 

Força, fé e esperança,

Clayton Bernardes

Ministério da Justiça recebe nesta terça posicionamento sobre a descriminalização da maconha no Brasil

Ministério da Justiça recebe nesta terça posicionamento sobre a descriminalização da maconha no Brasil 

UOL - Blog de Jamildo
Associação Brasileira do Estudo do álcool e Outras Drogas (ABEAD) terá audiência na Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad/MJ) para formalizar seu posicionamento sobre a descriminalização da maconha no Brasil.

Nesta terça-feira, dia 28 de maio, às 10h, os diretores da ABEAD, Carlos Salgado e Sérgio de Paula Ramos, serão recebidos pelo Secretário do Senad, Vitore André Zílio Maximiano.

A ABEAD organizou um comitê de especialistas para debater o tema da descriminalização do uso de drogas. O comitê elaborou um posicionamento cientificamente embasado, que será oferecido para ampla divulgação à comunidade e também será apresentado ao Poder Público como subsídio para a formação de nova legislação. Nesta edição o foco recaiu sobre a maconha.

O comitê reuniu-se em 19 de abril de 2013, na cidade de São Paulo, com o objetivo de revisar políticas de alta tolerância, onde se aplicou a descriminalização da maconha. Foram examinados históricos recentes do processo de descriminalização em sete países, representando as duas Américas, Oceania e a Europa. Dados epidemiológicos e oficiais de Portugal, Holanda, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos da América, Uruguai e Austrália.

As conclusões mais relevantes de cada país relativos à descriminalização da maconha serão expostos para embasar as perspectivas para o Brasil diante da possibilidade de plena descriminalização do uso da maconha.

O comitê da ABEAD produziu algumas recomendações sobre o tema.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Dia Mundial Sem Tabaco

Dia Mundial Sem Tabaco                                                                                          

Correio 24 Horas
Um único cigarro possui mais de 4 mil substâncias tóxicas, das quais 60 são comprovadamente cancerígenas, causando pelo menos 14 tipos diferentes de câncer. No próximo dia 31 de maio, as comemorações do Dia Mundial Sem Tabaco completam 26 anos, com o intuito de alertar a população para os números expostos e sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

A data, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), traz o tema “Proibição de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco” na campanha deste ano. No Brasil, a Lei 12.546 de dezembro de 2011 ampliou para os locais de venda a restrição da propaganda de produtos do segmento, que já existia desde 2000 nos meios de comunicação (jornais, televisão, rádio). O patrocínio de eventos culturais e esportivos também está proibido.

A psicóloga Ilana Pinsky é uma das responsáveis pelo projeto “Publicidade de Tabaco no Ponto de Venda”, promovido pela Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas (ABEAD). “Iniciativas como essa estão alinhadas com o nosso objetivo, que é participar efetivamente da discussão e elaboração de políticas públicas de prevenção e tratamento do uso de tabaco”, enfatiza.

De acordo com Ilana, existem diversas pesquisas comprovando que a publicidade é, de fato, percebida pelos adolescentes e contribuem para a construção cognitiva acerca de determinada marca. “Especialmente quando os maços de cigarro estão dispostos ao lado de doces, balas e revistas. A exposição estratégica torna o ambiente amigável à iniciação e ajuda a normalizar o produto perante os jovens”, ressalta.

A idade média de iniciação é de 15 anos, e 90% dos tabagistas começam a fumar antes dos 19. A especialista em tabagismo da ABEAD, Sabrina Presman, explica que o uso do tabaco envolve três tipos de dependências: física, psicológica e comportamental. “Existem diversos métodos para deixar de fumar. O importante é procurar um especialista para encontrar a melhor maneira para abandonar o vício”.

Os processos variam desde parada abrupta até a gradual, que reduz o número de cigarros por dia. “Vários fatores influenciam na escolha do método, como motivação, receios e sintomas de ansiedade. O mais importante é a pessoa marcar uma data para que seja seu primeiro dia de ex-fumante”, conta a psicóloga.

Sabrina ainda alerta sobre o cigarro eletrônico, produto que tem a comercialização proibida no Brasil. “Apesar de os fabricantes informarem que a fumaça emitida pelo aparelho é apenas vapor d’água, o cartucho interno contém nicotina, substância que causa dependência”, explica.

A Anvisa se baseou na falta de evidências de que o dispositivo eletrônico tenha alguma utilidade no processo de cessação do tabagismo. Além disso, se apoiou na constatação da agência americana que regula drogas, alimentos e tabacos, de que o produto contém substâncias cancerígenas e nicotina, embora ainda não se saiba exatamente quanto desses compostos é absorvido. “Definitivamente, não é um tratamento para deixar de fumar”, finaliza Sabrina.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)