Tabagismo: sete métodos que ajudam a parar de fumar
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Quem já tentou sabe que largar o cigarro não é fácil. No entanto, os dados do Ministério da Saúde mostram uma luz no fim do túnel: de acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% em 2012. Essa é a primeira vez que esse índice fica abaixo dos 15%.
Vários métodos podem ser utilizados para deixar de fumar, desde a parada abrupta até o suporte de produtos à base de nicotina, as chamadas terapias de reposição. "Vários fatores influenciam na escolha do método, como motivação, medos sobre parar de fumar e sintomas de ansiedade", afirma a psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead).
Segundo a especialista, um tratamento efetivo envolve a abordagem de três aspectos: físico, psicológico e comportamental. "Além de contornar a abstinência (físico), é preciso desvincular o cigarro de emoções como alegria ou tristeza (psicológico) e de hábitos como tomar café ou dirigir (comportamental)", diz. Só uma avaliação médica criteriosa é capaz de indicar qual o tratamento ideal para cada paciente. Está interessado e quer saber mais sobre os métodos disponíveis? Confira as orientações dos especialistas:
Chicletes de nicotina
As gomas de mascar feitas à base de nicotina devem ser utilizadas quando o paciente estiver com sintomas de abstinência ou vontade intensa de fumar. "Aos serem mastigados, os chicletes liberam nicotina gradualmente, e esta é absorvida pela mucosa oral, com pico em 20 minutos", explica o cardiologista Roberto Cury, do Laboratório Pasteur, em São Paulo. Nesse caso, a ação da nicotina no organismo é diferente de quando é inalada com a fumaça do cigarro, pois será depositada na corrente sanguínea em doses pequenas com o objetivo de controlar o vício. A psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), diz que um fator importante para que o uso desses chicletes seja eficaz é sua técnica de utilização. "Eles não devem ser mastigados como um chiclete comum, e sim mascados algumas vezes até que o sabor da nicotina fique aparente, e após isso deve-se depositar o chiclete entre a gengiva e a bochecha até que o gosto desapareça", afirma. "O mesmo ciclo de mastigar e depositar o chiclete deve ser repetido até que se completem 30 minutos de uso, quando ele deve ser desprezado."
O cardiologista Roberto afirma que os chicletes de nicotina são contraindicados para pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular, má dentição ou gengivite e gestantes. "No caso das futuras mães, sabe-se que a nicotina está associada ao nascimento de bebês de baixo peso, devendo ser excluída toda a nicotina da gestação", afirma a psicóloga Sabrina. "Entretanto, a utilização das terapias de reposição de nicotina, como adesivos e chicletes, ainda é mais segura que continuar fumando." Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômito, dor abdominal, cefaleia, tosse, excesso de salivação e irritação da mucosa da orofaringe. Além disso, ingerir líquidos enquanto masca a goma pode "lavar" a nicotina bucal, tornando o produto ineficaz.
Pastilhas de nicotina
Parecidas com os chicletes, as pastilhas de nicotina também liberam a substância gradativamente, devendo ser usadas em baixo na língua. "As pastilhas exigem uma dose maior para pacientes que fumam o primeiro cigarro em menos de 30 minutos após acordar", afirma o cardiologista Roberto. Por não exigir mastigação, ele pode ser usado em pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular ou má dentição, mas as demais contraindicações são as mesmas do chiclete. "As pastilhas de nicotina podem ser usadas por até três meses e os efeitos colaterais são similares ao da goma." O ideal é que a pastilha seja movida de um lado para o outro da boca até se dissolver completamente, sendo utilizada quando o paciente sentir vontade de fumar, não excedendo a quantidade diária indicada na bula.
Adesivos de nicotina
Com o objetivo de aumentar ainda mais as taxas de abstinência ao tabaco, foram desenvolvidos os adesivos de nicotina transdérmica. "Eles devem ser usados constantemente e trocados a cada 24 horas, sem interferir nas atividades do indivíduo", explica a especialista em tabagismo Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que eles estão indicados para todas as pessoas que querem largar o tabagismo, não possuindo nenhuma contraindicação formal, com a ressalva para gestantes. O uso dos adesivos de reposição deve ser feito durante 45 a 90 dias, sendo que a dosagem depende de quantos cigarros a pessoa fumava por dia. Entre os efeitos colaterais estão a presença de irritações na pele, que podem impedir a continuidade do tratamento. "Efeitos colaterais mais comuns devido ao uso durante a noite são insônia e pesadelos, nestes casos o adesivo deve ser retirado antes de dormir", alerta o cardiologista.
Spray nasal de nicotina
O spray nasal libera uma solução aquosa com nicotina na mucosa nasal com rápida absorção e pico de 10 minutos, quando comparada ao chiclete e pastilha. Seu uso é recomendado por até três meses. Ele deve ser ministrado a uma ou duas doses por hora, sem exceder o número de cinco doses por hora ou 40 doses por dia. "Seus efeitos colaterais mais comuns são irritação nasal e da orofaringe, rinite e lacrimejamento, sendo que 94% dos usuários apresentam algum sinal de irritação nasal nos primeiros dois dias", afirma o cardiologista Roberto. No entanto, nenhum desses efeitos justifica a suspensão do tratamento. O produto pode ser usado em conjunto com outras formas de reposição, conforme indicação médica. ?A maioria dos pacientes usa em média 15 doses por dia, diminuindo o número de doses com o passar do tempo?, diz Sabrina.
Bupropiona
Originalmente um antidepressivo, essa medicação foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) para tratamento do tabagismo. Seu efeito no combate ao tabaco foi descoberto em estudos para verificar seus efeitos contra a depressão, nos quais os participantes declaravam diminuição do desejo de fumar. Diferente das terapias de reposição de nicotina citadas acima, os fumantes devem iniciar o uso da bupropiona uma semana antes da abstinência. "Ela é administrada por meio de comprimidos via oral e age no sistema nervoso central, não sendo recomendado que a pessoa fume durante o tratamento", explica o cardiologista Roberto. Os efeitos colaterais mais comuns são insônia, agitação, boca seca e dor de cabeça. Os especialistas lembram que a bupropiona pode ser usada em conjunto com outras terapias de reposição, como o chiclete de nicotina, mas independente de ser ministrada individualmente ou não, pede o acompanhamento médico.
Parada abrupta
Algumas pessoas optam por não usar qualquer tipo de terapia ou medicamento para cessar o vício, optando apenas pela parada imediata - que consiste em marcar uma data para largar o vício e, chegado o dia, não ter qualquer cigarro guardado e interromper seu uso. "É importante nessa situação que o paciente receba acompanhamento psicológico, para atingir com sucesso a abstenção do tabagismo sem reincidência do vício", explica Roberto Cury. Os principais efeitos colaterais da parada imediata podem ser ganho de peso e ansiedade.
Parada gradual
O método de parada gradual consiste em diminuir o número de cigarros com o passar dos dias ou então retardar a hora do primeiro cigarro. "Com a parada gradual, você tem um risco menor de abstinência, mas o sucesso muitas vezes é dependente do acompanhamento médico e psicológico", diz o cardiologista Roberto. A redução varia conforme a quantidade que o paciente fuma. "Um fumante de 30 cigarros por dia, por exemplo, pode reduzir cinco cigarros a cada dia, cessando completamente após uma semana", explica Sabrina Presman. Ou então, uma pessoa que começa a fumar às 9h vai atrasando em duas horas o seu primeiro cigarro a cada dia, chegando ao sétimo dia sem cigarros. "A estratégia gradual não deve durar mais de duas semanas, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar", explica Sabrina. O mais importante é marcar uma data para que seja seu primeiro dia de ex-fumante.
Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa, pois todos os derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, cigarrilhas, narguilé, entre outros) fazem mal à saúde. Ao sinal de dificuldades, o paciente pode optar por terapias de reposição de nicotina associado à parada gradual.
Cigarro eletrônico
A comercialização do cigarro eletrônico é proibida no Brasil. Segundo a especialista em tabagismo Sabrina Presman, o cartucho interno desses produtos contém nicotina, a mesma substância dos cigarros comuns que causa dependência, apesar de os fabricantes alegarem que a fumaça é apenas vapor d?água. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não há evidências de que o dispositivo tenha alguma utilidade no processo de cessação do tabagismo. "Como se trata de um produto não regulamentado, não há como saber de fato quais são as substâncias presentes nesses cigarros nem se elas podem trazer malefícios", explica Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que existem pesquisas sobre o cigarro eletrônico que não mostraram benefício a longo prazo, mas sim problemas e dificuldades respiratórias nos usuários.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Jovens alertam sobre os perigos das drogas
Jovens alertam sobre os perigos das drogas
Jornal da Manhã
Estudantes do 7º ano elaboram material informativo e promovem palestras para os alunos do 6º ano com o objetivo de conscientizar sobre o problema do crack em PG
Na edição do dia 17 de maio do Jornal da Manhã, a coluna GiroPolicial trazia a informação “PG é incluída em programa contra o crack”. O assunto levou os alunos do 7º ano do Colégio Estadual Ana Divanir Boratto, em Ponta Grossa, a refletirem sobre os usuários da droga no município e sobre colegas que abandonaram a escola por esse motivo. A discussão, mediada pelo professor de Arte, Everton dos Santos Oliveira, e pela professora de Língua Portuguesa, Josiane Kieras, resultou numa ação grandiosa: os jovens organizaram material de exposição e palestras para os estudantes mais novos, nas turmas do 6º ano.
Os alunos do 7º ano ´C` elaboraram cartazes mostrando os malefícios de cinco drogas: álcool, tabaco, maconha, cocaína e crack. Vídeos também foram exibidos para melhor exemplificar como as drogas podem prejudicar a vida dos usuários e de seus familiares. Inclusive, um dos alunos solicitou à diretora da colégio, professora Neide de Oliveira, que os vídeos fossem apresentados aos pais doas alunos. “O que nos leva a concluir que essa problemática do uso de drogas está muito mais próxima de nossos ´pequenos` do que podemos supor”, alerta a diretora.
Para finalizar a mobilização, os alunos do 7º ano D estão ensaiando uma peça teatral, sob orientação do professor Everton, retratando o drama real de um ex-colega do colégio que era um excelente e dedicado aluno e acabou abandonando os estudos por estar viciado em crack.
Com este trabalho, os professores conseguiram abordar um tema delicado entre os jovens: o problema que envolve o tráfico de drogas e usuários no próprio bairro [Vila Borato], motivando-os a conversar com os familiares a respeito. Além disso, eles compreenderam a importância da educação para evitar o contato com drogas.
“Através dessa atividade, os alunos se conscientizaram que precisam orientar os colegas mais novos, pois mais vale prevenir do que remediar, até porque o tratamento para se livrar das drogas é bastante complexo e são poucos os que têm determinação e força para largá-las”, colocam os professores responsáveis.
A diretora do colégio elogiou bastante a iniciativa dos alunos e chama a atenção dos professores: “Esta é a idade certa para orientarmos os jovens porque estão na fase da curiosidade sobre as drogas e também sofrem assédio por parte de traficantes e conhecidos usuários. Quanto mais cedo expusermos esses assuntos tão sérios a nossos alunos, melhor”, reforça.
>> Problema do crack
Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu são os cinco municípios paranaenses incluídos no programa “Crack, é Possível Vencer”. Trata-se de um Plano Nacional de repressão ao uso de crack. A pactuação das cidades ao programa aconteceu em maio pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração do CAPS 24 horas do Boqueirão, em Curitiba.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Jornal da Manhã
Estudantes do 7º ano elaboram material informativo e promovem palestras para os alunos do 6º ano com o objetivo de conscientizar sobre o problema do crack em PG
Na edição do dia 17 de maio do Jornal da Manhã, a coluna GiroPolicial trazia a informação “PG é incluída em programa contra o crack”. O assunto levou os alunos do 7º ano do Colégio Estadual Ana Divanir Boratto, em Ponta Grossa, a refletirem sobre os usuários da droga no município e sobre colegas que abandonaram a escola por esse motivo. A discussão, mediada pelo professor de Arte, Everton dos Santos Oliveira, e pela professora de Língua Portuguesa, Josiane Kieras, resultou numa ação grandiosa: os jovens organizaram material de exposição e palestras para os estudantes mais novos, nas turmas do 6º ano.
Os alunos do 7º ano ´C` elaboraram cartazes mostrando os malefícios de cinco drogas: álcool, tabaco, maconha, cocaína e crack. Vídeos também foram exibidos para melhor exemplificar como as drogas podem prejudicar a vida dos usuários e de seus familiares. Inclusive, um dos alunos solicitou à diretora da colégio, professora Neide de Oliveira, que os vídeos fossem apresentados aos pais doas alunos. “O que nos leva a concluir que essa problemática do uso de drogas está muito mais próxima de nossos ´pequenos` do que podemos supor”, alerta a diretora.
Para finalizar a mobilização, os alunos do 7º ano D estão ensaiando uma peça teatral, sob orientação do professor Everton, retratando o drama real de um ex-colega do colégio que era um excelente e dedicado aluno e acabou abandonando os estudos por estar viciado em crack.
Com este trabalho, os professores conseguiram abordar um tema delicado entre os jovens: o problema que envolve o tráfico de drogas e usuários no próprio bairro [Vila Borato], motivando-os a conversar com os familiares a respeito. Além disso, eles compreenderam a importância da educação para evitar o contato com drogas.
“Através dessa atividade, os alunos se conscientizaram que precisam orientar os colegas mais novos, pois mais vale prevenir do que remediar, até porque o tratamento para se livrar das drogas é bastante complexo e são poucos os que têm determinação e força para largá-las”, colocam os professores responsáveis.
A diretora do colégio elogiou bastante a iniciativa dos alunos e chama a atenção dos professores: “Esta é a idade certa para orientarmos os jovens porque estão na fase da curiosidade sobre as drogas e também sofrem assédio por parte de traficantes e conhecidos usuários. Quanto mais cedo expusermos esses assuntos tão sérios a nossos alunos, melhor”, reforça.
>> Problema do crack
Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu são os cinco municípios paranaenses incluídos no programa “Crack, é Possível Vencer”. Trata-se de um Plano Nacional de repressão ao uso de crack. A pactuação das cidades ao programa aconteceu em maio pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração do CAPS 24 horas do Boqueirão, em Curitiba.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Reflexão do dia 6 de Junho
Reflexão do dia 6 de Junho
tudo o que fazemos é tentar
Será que ele pode levá-la embora, todas elas?
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS PG. 96
Ao fazer o Sexto Passo, lembrei que estou lutando por alcançar um "progresso espiritual". Alguns de meus defeitos de caráter ficarão comigo pelo resto de minha vida, mas muitos foram suavizados ou eliminados. Tudo que o Sexto Passo pode de mim é que me torne disposto a nomear meus defeitos, reconhecer que são meus e estar disposto a me livrar daqueles que puder, só por hoje. Quando cresço no programa, muitos dos meus defeitos tornam-se mais censuráveis para mim que anteriormente, portanto, preciso repetir o Sexto Passo para que possa ser mais feliz comigo mesmo e manter minha sobriedade.
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
Só por hoje.06-06...
Meditação do Dia
Quinta, 06 de Junho de 2013
A recuperação não se dá de um dia para o outro
"Os Doze Passos de Narcóticos Anónimos são um processo progressivo de recuperação demonstrado nas nossas vidas diárias." Texto Básico, p. 111
Após algum tempo em recuperação poderemos ver-nos confrontados com aquilo que pareça ser problemas pessoais inultrapassáveis, sentimentos de raiva, e desespero. Quando compreendemos aquilo que se passa, poderemos queixar-nos: "Mas tenho-me esforçado tanto! Julgava que estava..." Curado, talvez? Não tanto. Vez após vez ouvimos dizer que a recuperação é um processo contínuo e que nunca estaremos curados. Mas por vezes acreditamos que se trabalharmos suficientemente os passos, se rezarmos o suficiente, ou se formos a suficientes reuniões, eventualmente... Bom, talvez não curados, mas seremos algo! E nós somos "algo". Estamos a recuperar - a recuperar da adicção activa. Não importa aquilo que tenhamos atravessado no processo dos passos, haverá sempre mais. Aquilo de que não nos lembrámos, ou que não julgámos importante, no nosso primeiro inventário, certamente que virá ao de cima mais tarde. Vez após vez procuraremos o processo dos passos para lidarmos com aquilo que nos preocupe. Quanto mais utilizarmos este processo mais iremos confiar nele, pois conseguimos ver os resultados. Somos transportados da raiva e do ressentimento para o perdão, da negação para a honestidade e a aceitação, e da dor para a serenidade. A recuperação não se dá de um dia para o outro, e nunca estará completa. Mas cada dia traz algumas melhoras e a esperança de que haverá mais amanhã.
Só por hoje: Vou fazer aquilo que possa pela minha recuperação hoje, e manter a esperança no seu processo contínuo.
Só por hoje: Vou fazer aquilo que possa pela minha recuperação hoje, e manter a esperança no seu processo contínuo.
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Saiba um pouco mais sobre Anfetaminas.
Anfetaminas
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas”, com “menos sono”, “elétricas” etc.
São chamadas de “rebite”, principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados. Também são conhecidas como “bola” por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico.
Nos Estados Unidos, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” (gelo).
Outra anfetamina, metilenodioximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, apresenta um consumo crescente nos Estados Unidos.
As anfetaminas, são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas, e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes comerciais, temos um grande número desses medicamentos, conforme mostra a tabela a seguir.
Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas tipo anfetamina, vendidos no Brasil.
Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF – 2002/2003.
* Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. Nos Estados Unidos é cada vez mais usado sob o nome de ICE.
Efeitos no cérebro:
As anfetaminas agem de maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono), inapetência (perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando “ligada”.
Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou, ainda, uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin® ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.
A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo; se nova dose for tomada as energias voltam, embora com menos intensidade. De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de suas capacidades, esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E, o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois nem consegue realizar as tarefas que normalmente fazia anteriormente ao uso dessas drogas.
Efeitos sobre outras partes do Corpo:
As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos olhos produzindo dilatação (midríase); esse efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam aumento do número de batimentos do coração (taquicardia) e da pressão sangüínea. Também pode haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem acompanhamento médico, ou ainda que se utilizam de doses excessivas.
Efeitos Tóxicos:
Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez), todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem surgir comportamentos diferentes do normal: fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela – é o chamado delírio persecutório Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa, pode ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sangüíneos) e taquicardia. Essas intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes, durante a intoxicação, a temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode levar a convulsões.
Finalmente, trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Esse achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam dessas drogas.
Aspectos Gerais:
Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber, com o tempo, que a cada dia a droga produz menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa tomar a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1 a 2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40 a 60 comprimidos diariamente. Esse é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga. Por outro lado, o tempo prolongado de uso também pode trazer uma sensibilização do organismo aos efeitos desagradáveis (paranóia, agressividade etc.), ou seja, com pequenas doses o indivíduo já manifesta esses sintomas.
Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e pára de tomar apresentaria sinais dessa interrupção da droga, ou seja, se teria uma síndrome de abstinência. Ao que se sabe, algumas podem ficar nessas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, não é regra geral.
Informações sobre consumo:
O consumo dessas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do ensino fundamental e do ensino médio das dez maiores capitais do País, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes, sendo mais comum entre as meninas.
Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.
Fonte: CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas
Livreto Informativo Sobre Drogas Psicotrópicas - Anfetaminas
São chamadas de “rebite”, principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados. Também são conhecidas como “bola” por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico.
Nos Estados Unidos, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” (gelo).
Outra anfetamina, metilenodioximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, apresenta um consumo crescente nos Estados Unidos.
As anfetaminas, são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas, e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes comerciais, temos um grande número desses medicamentos, conforme mostra a tabela a seguir.
Nomes comerciais de alguns medicamentos à base de drogas tipo anfetamina, vendidos no Brasil.
Dados obtidos do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF – 2002/2003.
| Anfetamina | Produtos (nomes comerciais) vendidos em farmácias |
| Dietilpropiona ou Anfepramona | Dualid S®; Hipofagin S®; Inibex S®; Moderine® |
| Fenproporex | Desobesil-M® |
| Mazindol | Fagolipo®; Absten-Plus® |
| Metanfetamina | Pervitin®* |
| Metilfenidato | Ritalin |
Efeitos no cérebro:
As anfetaminas agem de maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono), inapetência (perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando “ligada”.
Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou, ainda, uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin® ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.
A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo; se nova dose for tomada as energias voltam, embora com menos intensidade. De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de suas capacidades, esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E, o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois nem consegue realizar as tarefas que normalmente fazia anteriormente ao uso dessas drogas.
Efeitos sobre outras partes do Corpo:
As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos olhos produzindo dilatação (midríase); esse efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam aumento do número de batimentos do coração (taquicardia) e da pressão sangüínea. Também pode haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem acompanhamento médico, ou ainda que se utilizam de doses excessivas.
Efeitos Tóxicos:
Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez), todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem surgir comportamentos diferentes do normal: fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela – é o chamado delírio persecutório Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa, pode ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sangüíneos) e taquicardia. Essas intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes, durante a intoxicação, a temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode levar a convulsões.
Finalmente, trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Esse achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam dessas drogas.
Aspectos Gerais:
Quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber, com o tempo, que a cada dia a droga produz menos efeito; assim, para obter o que deseja, precisa tomar a cada dia doses maiores. Há até casos que de 1 a 2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40 a 60 comprimidos diariamente. Esse é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga. Por outro lado, o tempo prolongado de uso também pode trazer uma sensibilização do organismo aos efeitos desagradáveis (paranóia, agressividade etc.), ou seja, com pequenas doses o indivíduo já manifesta esses sintomas.
Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e pára de tomar apresentaria sinais dessa interrupção da droga, ou seja, se teria uma síndrome de abstinência. Ao que se sabe, algumas podem ficar nessas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, não é regra geral.
Informações sobre consumo:
O consumo dessas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do ensino fundamental e do ensino médio das dez maiores capitais do País, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes, sendo mais comum entre as meninas.
Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.
Fonte: CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas
Livreto Informativo Sobre Drogas Psicotrópicas - Anfetaminas
Café pode causar distúrbios mentais e síndrome de abstinência
Café pode causar distúrbios mentais e síndrome de abstinência
Quem já abusou de refrigerante, café ou energético sabe que o excesso de cafeína pode fazer mal ao estômago ou lhe privar de uma boa noite de sono. Contudo, de acordo com a nova edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (um manual referência para psicólogos e psiquiatras no tratamento de doenças mentais), exagerar nessa substância pode ter efeitos ainda mais sérios: transtorno mental temporário – e síndrome de abstinência também.
Entre os sintomas do excesso estão inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e ritmo cardíaco alterado (e, em níveis extremos, morte). Quem sofre cinco ou mais desses sintomas pode estar com intoxicação por cafeína, e cortar (ou reduzir drasticamente) o consumo traz suas próprias complicações – como fadiga, dor de cabeça, dificuldade em se concentrar e depressão leve.
Há quem questione a inclusão da intoxicação e da abstinência no manual, alegando que é exagero. O psicólogo Alan Budney, que participou da elaboração da edição mais recente do documento, justifica a escolha.
“A cafeína invade nossa sociedade cada vez mais. Assim, há preocupação suficiente para considerar esse tópico com seriedade, mesmo que seja, provavelmente, uma das questões mais controversas enfrentadas pelo nosso grupo de trabalho”, diz.
Discussões como essa podem levar algumas pessoas a perguntar “afinal de contas, café faz bem ou faz mal?“, mas vale lembrar que os riscos não necessariamente eliminam os benefícios, e que o alerta feito é direcionado especialmente a quem consome cafeína em excesso.
Autor:
OBID Fonte: Hype Science
Quem já abusou de refrigerante, café ou energético sabe que o excesso de cafeína pode fazer mal ao estômago ou lhe privar de uma boa noite de sono. Contudo, de acordo com a nova edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (um manual referência para psicólogos e psiquiatras no tratamento de doenças mentais), exagerar nessa substância pode ter efeitos ainda mais sérios: transtorno mental temporário – e síndrome de abstinência também.
Entre os sintomas do excesso estão inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e ritmo cardíaco alterado (e, em níveis extremos, morte). Quem sofre cinco ou mais desses sintomas pode estar com intoxicação por cafeína, e cortar (ou reduzir drasticamente) o consumo traz suas próprias complicações – como fadiga, dor de cabeça, dificuldade em se concentrar e depressão leve.
Há quem questione a inclusão da intoxicação e da abstinência no manual, alegando que é exagero. O psicólogo Alan Budney, que participou da elaboração da edição mais recente do documento, justifica a escolha.
“A cafeína invade nossa sociedade cada vez mais. Assim, há preocupação suficiente para considerar esse tópico com seriedade, mesmo que seja, provavelmente, uma das questões mais controversas enfrentadas pelo nosso grupo de trabalho”, diz.
Discussões como essa podem levar algumas pessoas a perguntar “afinal de contas, café faz bem ou faz mal?“, mas vale lembrar que os riscos não necessariamente eliminam os benefícios, e que o alerta feito é direcionado especialmente a quem consome cafeína em excesso.
Autor:
OBID Fonte: Hype Science
França recomenda proibição de cigarro eletrônico em local fechado
França recomenda proibição de cigarro eletrônico em local fechado
Um dossiê de 200 páginas e 28 recomendações sobre cigarros eletrônicos foi entregue ao Ministério da Saúde da França na última terça-feira. O estudo, comandado por Bertrand Dautzenberg, presidente do órgão francês de prevenção ao tabagismo, foi encomendado pelo governo do país.
Entre as sugestões do documento estão a proibição do uso em locais fechados, a interdição aos menores de 18 anos e o fim da publicidade.
Proibidos no Brasil, os cigarros eletrônicos têm mais de 500 mil usuários na França, que são atraídos pela ideia de se livrar do tabagismo ou de fumar sem o ônus causado pelo cigarro comum.
O dispositivo eletrônico contém um refil com uma solução de nicotina, que é vaporizada e inalada como se fosse a fumaça do cigarro. Segundo o dossiê, ainda não é possível saber as consequências do uso prolongado do produto. O estudo recomenda o incentivo a pesquisas e sugere reduzir o limite de concentração de nicotina de 20 para 18 mg/ml.
Segundo Dautzenberg, os cigarros eletrônicos podem ser uma entrada para o tabagismo. Uma pesquisa feita por ele mostrou que 64% dos adolescentes entre 12 e 14 anos que haviam experimentado o dispositivo nunca fumaram cigarros convencionais.
Autor:
OBID Fonte: Folha de SP
Um dossiê de 200 páginas e 28 recomendações sobre cigarros eletrônicos foi entregue ao Ministério da Saúde da França na última terça-feira. O estudo, comandado por Bertrand Dautzenberg, presidente do órgão francês de prevenção ao tabagismo, foi encomendado pelo governo do país.
Entre as sugestões do documento estão a proibição do uso em locais fechados, a interdição aos menores de 18 anos e o fim da publicidade.
Proibidos no Brasil, os cigarros eletrônicos têm mais de 500 mil usuários na França, que são atraídos pela ideia de se livrar do tabagismo ou de fumar sem o ônus causado pelo cigarro comum.
O dispositivo eletrônico contém um refil com uma solução de nicotina, que é vaporizada e inalada como se fosse a fumaça do cigarro. Segundo o dossiê, ainda não é possível saber as consequências do uso prolongado do produto. O estudo recomenda o incentivo a pesquisas e sugere reduzir o limite de concentração de nicotina de 20 para 18 mg/ml.
Segundo Dautzenberg, os cigarros eletrônicos podem ser uma entrada para o tabagismo. Uma pesquisa feita por ele mostrou que 64% dos adolescentes entre 12 e 14 anos que haviam experimentado o dispositivo nunca fumaram cigarros convencionais.
Autor:
OBID Fonte: Folha de SP
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