sábado, 8 de junho de 2013

Só por hoje 08-06...

Meditação do Dia

Sábado, 08 de Junho de 2013


O único requisito
"Este programa oferece esperança. Tudo o que precisas de trazer contigo é o desejo de parar de usar e estares disposto a experimentar um novo modo de vida." IP no 16, Para o recém-chegado

De tempos a tempos questionamos se estaremos a "fazer as coisas bem" em Narcóticos Anónimos. Estaremos a ir a suficientes reuniões? Estaremos a utilizar o nosso padrinho ou madrinha, ou a trabalhar os passos, ou a partilhar, ou a ler, ou a viver de forma "certa"? Damos valor à irmandade de adictos em recuperação, pois não sabemos o que faríamos sem ela. E se a forma como praticamos o nosso programa estiver "errada"? Isso fará de nós "maus" membros de NA? Poderemos lidar com as nossas inseguranças revendo a nossa Terceira Tradição, que nos assegura que "o único requisito para se ser membro é um desejo de parar de usar". Não existe qualquer regra que diga que temos de ir a estas tantas reuniões, ou a reuniões específicas, ou trabalhar os "passos" desta forma a este ritmo, ou viver as nossas vidas para agradar a estas pessoas, a fim de permanecermos membros bem vistos em NA. É verdade que, se quisermos o tipo de recuperação que vemos em membros que respeitamos, iremos querer praticar o tipo de programa que tornou a sua recuperação possível. Mas NA é uma irmandade de liberdade; trabalhamos o programa da melhor forma para nós, e não para os outros. O único requisito para se ser membro é um desejo de parar de usar.

Só por hoje: Vou olhar para o programa que estou a praticar, à luz da minha própria recuperação. Vou praticar esse programa o melhor que puder.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Saiba mais sobre o lança-perfume!

Lança-Perfume

Antigamente o lança-perfume era a coqueluche dos salões - até mesmo as crianças ganhavam tubinhos para se divertirem nos bailes. Hoje em dia é considerado entorpecente pela vigilância sanitária, e seu uso é crime. Com fabricação proibida no Brasil, ele aparece por ocasião do carnaval, contrabandeado de outros países sul-americanos, como Argentina , Paraguai , Uruguai e etc, pois lá seu consumo não é considerado crime.
O lança-perfume é um solvente inalante. Solvente significa substância capaz de dissolver coisas e inalante é toda substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca. Via de regra, todo o solvente é uma substância altamente volátil, isto é, se evapora muito facilmente sendo daí que pode ser inalada.

Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, acetona , colas, tintas, benzina, tiners, propelentes, gasolina, removedores, vernizes, etc., contém estes solventes. Todos estes solventes ou inalantes são substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarbonetos, tais como o tolueno, xilol, n-hexana, acetato de etila, tricloroetileno, etc.

No Brasil é a droga mais usada pelos adolescentes, depois do Álcool. A primeira experiência geralmente ocorre em casa , segundo a já citada pesquisa do Cebrid. Como o acesso é fácil, o adolescente começa inalando esmaltes, acetona, removedores e ate o corretivo "Carbex" (no colégio) .

A Trip
Uma cheirada profunda com a boca em um pedaço de tecido embebido pelo solvente, ou no próprio tubo. Imediatamente uma sensação de euforia e excitação, uma incontrolável dificuldade de se entender o que estão falando ao seu redor, seguido de um barulhinho constante, semelhante a um apito, ou assobio ("piiiiiiiiii"). O início do efeito, após a aspiração, é bastante rápido, normalmente de segundos a minutos (em, no máximo de 5 a20 minutos já desapareceu); assim o usuário repete as aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo. Passado o efeito, vem uma ressaca, eventualmente semelhante a do álcool.

Efeitos
Os efeitos os solventes vão desde um estimulo inicial, com muita excitação e aceleração das batidas cardíacas, até uma depressão, podendo também surgir processos alucinatórios. Eles afetam a respiração, causando a sensação de estrangulamento e asfixia. Dor de cabeça também é um sintoma comum. Vários autores dizem que os efeitos dos solventes (qualquer que sejam) lembram aqueles do álcool sendo, entretanto, que este último não produz alucinações. Depois o sistema nervoso central pode sofrer uma sobrecarga que leva a pessoa a desmaiar ou ate entrando em coma, é o chamado "Teto".

Dentre esses efeitos dos solventes o mais predominante é a depressão do cérebro. Sabe-se que a aspiração repetida, dos solventes pode levar a destruição de neurônios (as células cerebrais) causando lesões irreversíveis do cérebro. Além disso, pessoas que usam solventes cronicamente apresentam-se apáticas, têm dificuldade de concentração e déficit de memória, lesões da medula óssea, do fígado, dos rins e dos nervos periféricos que controlam os nossos músculos.

Os solventes tornam o coração humano mais sensível a uma substância que o nosso corpo fabrica, a adrenalina, que faz o número de batimentos cardíacos aumentar. Esta adrenalina é liberada toda vez que o corpo humano tem que exercer um esforço extra, por exemplo, correr, praticar certos esportes, pular de pára-quedas etc.
Assim, se uma pessoa inala um solvente e logo depois faz esforço físico, o seu coração pode sofrer, pois ele está muito mais sensível à adrenalina liberada por causa do esforço, podendo levar a morte por síncope cardíaca.

Abstinência
Os inalantes ou delirantes não causam dependência física, mas, o mesmo não se pode afirmar da psicológica e da tolerância. Depois de absorvidos pela mucosa pulmonar, essas substâncias são levadas para o sistema nervoso central, fígado, rins, medula óssea e cérebro, causando neste último o bloqueio da transmissão nervosa. Para os indivíduos já viciados, a síndrome de abstinência, embora de pouca intensidade, está presente na interrupção abrupta do uso dessas drogas, aparecendo ansiedade, agitação, tremores, câimbras nas pernas, insônia e perda de outros interesses que não seja o de usar solvente. A tolerância pode ocorrer, embora não tão dramática quanto de outras drogas.

Saiba um pouco mais...

Uma versão tupiniquim do lança- perfume é um produto muito conhecido pelos adolescentes, é o "cheirinho" ou "loló" ou ainda " cheirinho da loló". Este é um preparado clandestino, à base de clorofôrmio mais éter.
Mas sabe-se que quando estes "fabricantes" não encontram uma daquelas duas substâncias misturam qualquer outra coisa em substituição, o que traz complicações quando se tem casos de intoxicação aguda por esta mistura.
Um outro inalante do gênero é poppers. Vendido em sex shops europeus, e com a propriedade de aguçar a excitação, é usado principalmente por gays que o aspiram no momento do orgasmo. É raro no Brasil. São vários os tipos de inalantes, os mais simples e baratos são os mais utilizados, e podem ser:
gasolina, adesivos, fluido para isqueiro, acetona, cola de sapateiro, massa plástica clorofórmio, lança perfume ,éter, spray para cabelos e desodorantes.
Fonte: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID

Câncer de pulmão tem diagnóstico tardio

Câncer de pulmão tem diagnóstico tardio                                                                                             

Mais da metade das pessoas com câncer de pulmão já tem metástase no momento do diagnóstico, segundo um levantamento do A.C. Camargo Cancer Center com 944 pacientes cujo tumor foi encontrado entre 2000 e 2007.

Para esses pacientes, a chance de sobrevida após cinco anos é menor do que 3%. De acordo com o estudo, enquanto 56% descobriram o câncer de pulmão nesse estágio mais avançado, só 22,3% tiveram a doença detectada em fase inicial. O diagnóstico precoce levou a 70% de sobrevida após cinco anos.

Números semelhantes são vistos em outras instituições. Segundo o oncologista clínico Gilberto de Castro Jr., do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), entre 2010 e 2011, 71% dos diagnósticos de câncer de pulmão feitos pela unidade já apresentavam metástase. A sobrevida média desses pacientes foi de apenas sete meses.

O que colabora para o diagnóstico tardio é o fato de o câncer de pulmão ter um comportamento agressivo e não provocar sintomas específicos, segundo o cirurgião oncologista Jefferson Luiz Gross, diretor do Núcleo de Pulmão e Tórax do A.C. Camargo, em São Paulo.

"Por ter fumado por muito tempo, a pessoa já tem sintomas como tosse, pigarro ou falta de ar, por isso é mais difícil de perceber."

Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de mama, que tem estratégias definidas para a detecção precoce, ainda não existe um consenso em relação ao tumor de pulmão.

Gross observa que um estudo, publicado na revista "New England Journal of Medicine" em 2011, constatou que a realização de exames de imagem periódicos é capaz de reduzir a mortalidade pela doença em 20%. A pesquisa avaliou mais de 53 mil pessoas com alto risco para o câncer de pulmão.

Nos Estados Unidos, esse trabalho norteou uma recomendação feita pela Associação Americana de Cirurgia Torácica, segundo a qual pessoas com idades entre 55 e 79 anos, que tenham fumado o equivalente a um maço ao dia por 30 anos, devem fazer uma tomografia anual. "Mas o resultado não é aceito de maneira universal. A aplicação seria muito difícil", diz Gross.

Outra preocupação, de acordo com o médico, é o risco de a pessoa que receber um resultado bom no exame sentir-se autorizada a continuar fumando.

O pneumologista Ricardo Henrique Meirelles, do Inca (Instituto Nacional de Câncer), afirma que a medida mais eficaz de prevenção ainda é o controle do tabagismo. "Em termos de saúde pública, não existem evidências de que o rastreamento seja eficaz", diz Meirelles.

SEM TABACO

O levantamento do A.C. Camargo foi lançado por ocasião do Dia Mundial sem Tabaco", comemorado na última sexta-feira. Em São Paulo, o InCor (Instituto do Coração) sedia uma exposição que reúne informações sobre o impacto do cigarro na saúde (av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44, das 8h às 22h, até 30 de junho).
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OEA tenta redefinir combate às drogas apesar da resistência dos EUA

OEA tenta redefinir combate às drogas apesar da resistência dos EUA                                                                                                

G1
Vinte e seis chanceleres e delegados participam de debate na Guatemala.
Ao menos 14 países querem implementar nova política contra as drogas.

Os chanceleres da OEA analisam nesta quarta-feira (5) na Guatemala novas estratégias para enfrentar o narcotráfico, embora os Estados Unidos insistam em sua política antidrogas e rejeitem alternativas como a descriminalização.

Vinte e seis chanceleres e delegados de 34 países-membros ativos da Organização dos Estados Americanos (OEA), reunidos na colonial Antigua Guatemala, a 45 km da capital, debatem mecanismos que vão do fortalecimento da cooperação em segurança até a polêmica descriminalização e legalização das drogas.

Uma discussão que ocorre pela primeira vez desde que, há quatro décadas, o governo dos Estados Unidos lançou a chamada guerra contra as drogas, baseada na repressão e na perseguição policial e militar.

"Acabou o tabu de muitas décadas", disse o secretário-geral da OEA, Miguel Insulza, ao inaugurar o 43º período de sessões da Assembleia Geral, que conta com a participação do secretário americano de Estado, John Kerry.

À frente de uma delegação composta pelos funcionários que executam a política antidrogas dos Estados Unidos, Kerry se reunirá nesta quarta-feira com os chanceleres de Colômbia e Peru, países que são os maiores produtores de cocaína do mundo, e com o da Venezuela, o principal crítico de Washington na América Latina.

A reunião "permitirá a transmissão direta para o governo do presidente (Barack) Obama da visão que o governo da Venezuela tem do que devem ser as relações entre nossos dois governos", afirmou em Caracas o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Os chanceleres também têm sobre a mesa o longamente discutido processo de reformas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), acusada pela Venezuela e por seus aliados, como Bolívia, Equador e Nicarágua, de se curvar aos interesses dos Estados Unidos.

Um difícil consenso
As discussões dos chanceleres não se anunciam nada fáceis. Pela primeira vez desde que Richard Nixon lançou, no início da década de 1970, a chamada "guerra contra as drogas", suas estratégias são questionadas na América Latina, diante da violência provocada pelo tráfico e pelo consumo de cocaína.

Ao menos 14 países querem implementar uma nova política contra as drogas, incluindo os de América Central, Uruguai, Colômbia e México, indica o governo da Guatemala. Mas uma mudança de enfoque ainda precisa acontecer. O problema afeta os países envolvidos em todas as etapas - produção, consumo, tráfico -, embora com consequências diferentes e com respostas dos Estados igualmente diversas.

"O desafio que temos pela frente é grande", disse na noite de terça-feira na abertura da Assembleia o presidente guatemalteco, Otto Pérez, que no início de 2012 propôs abordar a descriminalização de drogas, quando o tema era discutido apenas entre ex-presidentes e acadêmicos.
A Guatemala, que forma com Honduras e El Salvador o Triângulo Norte, a zona mais violenta do mundo, deseja que esta Assembleia mantenha os debates sobre novas estratégias em alto nível, inclusive de presidentes.

Segundo fontes ligadas à reunião, essa proposta enfrenta resistências dos Estados Unidos. Kerry reafirmará aos chanceleres a estratégia antidrogas de Washington, segundo sua subsecretária adjunta para a região, Roberta Jacobson, que o acompanha, junto com o subsecretário encarregado do combate às drogas, William Brownfield, e o czar antidrogas Gil Kerlikowske.

"Sabemos que o consenso é construído passo a passo e, sob esta perspectiva, entendemos que em seu devido tempo conseguiremos estabelecer uma política regional feita na medida de nossas necessidades que nos permita enfrentar da melhor maneira os grandes desafios que temos pela frente", disse Pérez.

Para começar a discutir, os chanceleres têm um relatório elaborado pela OEA com base nas discussões realizadas na Cúpula das Américas de 2012, em Cartagena (Colômbia), que acolheu a ideia de Pérez de buscar alternativas. Também foram discutidas as experiências de países como o Uruguai, que quer legalizar a produção e a distribuição de maconha.


Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Reflexão do dia 7 de Junho

Reflexão do dia 7 de Junho
 
 
esperança a longo prazo
Visto que a maioria de nós nasceu com abundância de desejos naturais, não é de se admirar que, frequentemente deixemos que excedam de seu propósito. Quando nos impelem cegamente, ou quando, obstinadamente, exigimos que no dêem mais satisfações e prazeres do que é possível ou do que merecemos, estamos no ponto em que nos afastamos do grau de perfeição que Deus deseja para nós aqui na terra. Esta é a medida de nossos defeitos de caráter ou, se preferirmos, de nossos pecados.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES PG. 57
 
 
      Aqui é onde nasce a esperança a longo prazo e se ganha a perspectiva da natureza de minha doença e do caminho de minha recuperação. A beleza de A.A. repousa em saber que minha vida, com a ajuda de Deus, vai melhorar. A caminhada em A.A. torna-se mais rica, o entendimento se transforma em verdade, os sonhos tornam-se realidade - e o hoje é para sempre.
      Quando caminho para a luz de A.A., meu coração fica pleno da presença de Deus.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 07-06...

Meditação do Dia

Sexta, 07 de Junho de 2013


Alguém que acredite em mim
"Só por hoje, vou ter confiança em alguém de NA que acredite em mim e queira ajudar-me na minha recuperação." Texto Básico, p. 111

Nem todos nós chegamos a NA largando automaticamente as drogas. Mas se continuarmos a voltar, encontramos em NarcÓticos Anónimos o apoio de que precisamos para a nossa recuperação. Mantermo-nos limpos é fácil quando temos alguém que acredita em nós, mesmo quando nós não acreditamos em nós próprios. Mesmo aquela pessoa que esteja em constantes recaídas em NA tem geralmente um firme apoiante que está lá sempre, não importa o que aconteça. É imperativo que encontremos aquela pessoa, ou aquele grupo de pessoas, que acredite em nós. Quando lhes perguntamos se alguma vez iremos ficar limpos, irão sempre responder: "Sim, hás-de ficar limpo. Volta que isto resulta." Todos nós precisamos de alguém que acredite em nós, especialmente quando não conseguimos acreditar em nós próprios. Quando recaímos, minamos a nossa já abalada autoconfiança, por vezes de tal forma que começamos a sentirmo-nos totalmente desesperados. Nessas alturas precisamos do apoio dos nossos fiéis amigos de NA. Dizem-nos que esta poderá ser a nossa última recaída. Sabem por experiência que, se continuarmos a ir a reuniões, eventualmente iremos largar as drogas e manter-nos limpos. E difícil a muitos de nós acreditarmos em nós próprios. Mas quando alguém nos ama incondicionalmente, dando-nos o seu apoio não importa quantas vezes tenhamos recaído, a recuperação em NA torna-se um pouco mais real para nós.

Só por hoje: Vou encontrar alguém que acredite em mim. Vou acreditar nessa pessoa.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Álcool e seus problemas!!

Álcool
É a substância psicoativa mais antiga da humanidade. Consumo excessivo traz aplicações no sistema digestivo, podendo resultar em câncer na boca, faringe, laringe e esôfago, atrofia do cérebro, demência, icterícia, teleangioma (ruptura dos vasos sanguíneos da superfície), eritema palmar, varizes abdominais, fluído abdominal, atrofia testicular, pancreatite, edema de tornolzelos, tendência a sangramento fácil, tremor, aumento do braço, cirrose, vasos sanguíneos dilatados, coração aumentado e enfraquecido, etc. Afeta a capacidade intelectual, memória e destrói a vida social e afetiva do dependente.

Hepatites relacionadas ao álcool
Mais de 2 milhões de americanos sofrem de doenças do fígado relacionada ao álcool. Alguns desenvolvem hepatite alcoólica ou inflamação do fígado, como resultado de bebida intensa por longo-prazo. Seus sintomas são febre, icterícia (amarelamento exagerado da pele, olhos e urina escura) e dor abdominal. A hepatite alcoólica pode levar à morte se o indivíduo continuar a beber. Se para de beber, esta situação é freqüentemente reversível. Cerca de 10 a 20% de bebedores pesados desenvolvem cirrose alcoólica, ou degeneração do fígado. A cirrose alcoólica pode levar à morte se continuar a beber. Embora a cirrose não seja reversível, em se parando de beber, a chance de sobrevivência e a qualidade de vida da pessoa melhora consideravelmente. Os acometidos de cirrose, freqüentemente, sentem-se melhor e o funcionamento do fígado pode até melhorar, caso não bebam nada. Embora o transplante de fígado seja necessário como um último recurso, muitas pessoas com cirrose que param de beber talvez nunca precisem fazer transplante. E ainda, existe o tratamento para as complicações causadas pela cirrose.
Cardiopatias
Beber moderadamente pode trazer efeitos benéficos ao coração, especialmente entre aqueles com maior risco para ataques cardíacos, como homens acima de 45 anos e mulheres após a menopausa. Todavia, quantidades maiores que as moderadas, consumidas por anos aumenta o risco de hipertensão, cardiopatias, e alguns tipos de derrame.
Câncer
Quantidade maiores de bebidas alcoólicas a longo prazo aumenta o risco do desenvolvimento de certos tipos de câncer, especialmente no esôfago, boca, garganta e cordas vocais. As mulheres têm um risco ainda maior de desenvolver câncer de mama se beberem dois ou mais drinques por dia. A bebida também pode aumentar o risco de câncer de intestino.
Pancreatite
O pâncreas é o órgão que ajuda a regular os níveis de açúcar no corpo, produzindo insulina. O pâncreas também desempenha papel importante na digestão de diversos alimentos. Bebida intensa no longo-prazo pode levar à pancreatite (ou inflamação do pâncreas). Os sintomas são dor abdominal aguda e perda de peso, podendo ser até fatal.

Efeitos Crônicos do Álcool


Coração normal

Coração dilatado

Cérebro normal

Cérebro atrofiado

Pâncreas Normal

Pâncreas Inflamado
Assim como outras drogas causam dependência, o álcool reforça seu próprio consumo através da ativação do circuito de recompensa do cérebro. O álcool causa vários efeitos agudos, como por exemplo, a embriaguez, tendo como causa mais frequente a depressão do sistema nervoso central. Os efeitos agudos do álcool têm consequências significativas, incluindo a dificuldade de dicernimento. O consumo repetitivo de álcool pode induzir à tolerância, o que significa que a quantidade necessária para produzir o efeito desejado tem que ser progressivamente aumentada.
(Fonte: Como agem as drogas, Gesina L. Longenecker,PH.D. Quark books. Ilustrações de Nelson W.Hee)

Problemas de Nascença Relacionados ao Álcool
O álcool pode causar uma série de problemas de nascença, sendo o mais sério a síndrome fetal alcoólica (SFA). Crianças que nascem com problemas devido à bebida podem ter problemas de aprendizado e de comportamento para toda a vida. Os nascidos com SFA têm anormalidades físicas, comprometimento mental e problemas de comportamento. Como os cientistas não sabem exatamente a quantidade de álcool que causa este e outros problemas no nascimento, é melhor não beber álcool em hipótese alguma durante este período.

Bebida e Direção
Pode surpreendê-lo o fato de que mesmo pequena, a quantidade de bebida alcoólica pode comprometer a capacidade de dirigir um automóvel. Por exemplo, certas habilidades para dirigir, como virar o volante ao mesmo tempo que se dá atenção ao tráfego, podem ficar comprometidas por concentrações de álcool no sangue (CASs) tão mínimas como 0,02 por cento. (A CAS se refere à quantia de álcool no sangue). Um homem de 80 kg terá uma CAS de aproximadamente 0,04 por cento uma hora após ter consumido duas cervejas de 300 ml ou outros dois drinques padrão, de estômago vazio. E quanto mais álcool você consumir , mais comprometidas ficarão suas habilidades para dirigir. Embora a maioria dos estados norte-americanos estabeleçam o limite de CAS par a adultos que dirijam depois de beber entre 0,08 e 0,10 por cento, e no Brasil este limite é de 0,05 % o comprometimento das habilidades de direção começa em níveis bem menores.

Os efeitos sobre o cérebro são proporcionais à sua concentração no sangue:

Quantidade de bebida
Nível de álcool no sangue (g/l)
Alteração no organismo
Possibilidade de acidente
2 latas de cerveja
2 taças de vinho
1 dose de uísque

0,1 a 0,5
Mudança na percepção de velocidade e distância. Limite permitido por lei.
Cresce o risco
3 latas de cerveja
3 taças de vinho
1,5 dose de uísque
0,6 a 0,9
Estado de euforia, com redução da atenção, julgamento e controle
Duplica
5 latas de cerveja
5 taças de vinho
2,5 doses de uísque
1 a 1,4
Condução perigosa devido à demora de reação e à alteração dos reflexos.
É seis vezes maior
7 latas de cerveja
7 taças de vinho
3,5 doses de uísque
acima de 1,5
Motorista sofre confusão mental e vertigens. Mal fica em pé e tem visão dupla.
Aumenta 25 vezes
Obs: Dados referentes a uma pessoa de 70 quilos e que variam conforme a velocidade de ingestão da bebida e o metabolismo de cada indivíduo.
Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição