quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Só por hoje 05-02...

Meditação do Dia

Quarta, 05 de Fevereiro de 2014


Volta, que isto resulta!
"Estamos gratos por termos sido tão bem recebidos nas reuniões, fazendo-nos sentir confortáveis." II Texto Básico, p. 94

Lembram-se de como nos sentimos assustados quando entrámos na nossa primeira reunião de NA? Mesmo que tenhamos ido com um amigo, muitos de nós lembram-se de como foi difícil ir a essa primeira reunião. Então o que é que nos fez voltar? Muitos de nós têm recordações gratificantes do acolhimento que receberam e de como isso os fez sentir confortáveis. Quando levantámos a mão como recém-chegados, abrimos a porta para que outros membros se aproximassem de nós e nos dessem as boas-vindas. Por vezes, a diferença entre aqueles adictos que saem da sua primeira reunião e nunca mais voltam a NA e os adictos que ficam à procura de recuperação é um simples abraço de um membro de NA. Quando já estamos limpos há algum tempo, é fácil afastarmo-nos do desfile de recém-chegados - afinal de contas, já vimos tantos a entrar e a sair. Mas os membros com algum tempo limpo podem fazer a diferença entre um adicto que não volta e o adicto que continua a voltar. Ao oferecermos o nosso número de telefone, um abraço, ou darmos apenas as boas-vindas calorosas, estendemos a mão de Narcóticos Anónimos ao adicto que ainda sofre.

Só por hoje: Lembro-me do acolhimento que recebi quando cheguei a NA. Hoje, vou expressar a minha gratidão dando um abraço a um recém-chegado.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Grêmio é primeiro clube a aderir a campanha contra o crack

Grêmio é primeiro clube a aderir a campanha contra o crack                                                                                                 

Terra
Grêmio é primeiro clube a aderir a campanha contra o crack

O Grêmio oficializou na tarde desta quinta-feira a parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria na campanha “Craque que é craque não usa crack”, na luta contra as drogas. A assinatura dos termos de compromisso aconteceu na tarde desta quinta-feira, no Salão Nobre do Olímpico, pelo presidente Fábio Koff e pelo presidente da associação, Antônio Geraldo da Silva. A parceria é uma iniciativa inédita da entidade com clubes de futebol.

A solenidade aconteceu na presença de todo o elenco do time sub-20, do centroavante Barcos e de dirigentes do clube. Foi o Pirata e destaque dos juniores, o atacante Luan, autor do gol do empate com o Brasil, de Pelotas, nesta quarta-feira. Ambos vestiram uma camiseta com os dizeres da campanha.

- Grêmio não fica indiferente a um projeto com este engajamento e desta natureza. Os meninos aqui presentes talvez não tenham a dimensão da imagem que eles transmitem. Nós representamos oito milhões de apaixonados e temos orgulho e nos sentimos gratificados por sermos o primeiro clube integrado nesse projeto – destacou o presidente Fábio Koff.

A ideia da ABP é formar conselheiros que tenham influência dentro das comunidades carentes de Porto Alegre, para que eles passem os malefícios que a droga pode causar. O Tricolor entra com o uso de imagem dos atletas para ajudar a causa da campanha.

- O Barcos utilizando essa camiseta atinge muitas pessoas. As crianças olham o ídolo e falam: “ele diz para não usar drogas”. Isso acontece. É muito importante para o Grêmio se integrar nessa campanha. É muita satisfação em ser o primeiro clube a aderir – destacou Silva.

Entre as ações programadas pela parceira está a visita a escolas públicas por parte de jogadores profissionais, atletas da base, dirigentes e médicos do Grêmio para falarem a respeito de como o esporte pode ser uma forma de manter os jovens afastados da droga. Complementarmente, a Arena deverá receber faixas alusivas à campanha, que terá divulgação nas mídias oficiais do clube.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Estudo aponta que usar maconha aumenta as chances de ter filhos viciados

Estudo aponta que usar maconha aumenta as chances de ter filhos viciados                                                                                             


Correio Braziliense
Especialistas, contudo, ressaltam a importância de mais pesquisas

Os que defendem a legalização da maconha argumentam que se trata de liberdade individual. Nem tanto, segundo um estudo recente, publicado na revista especializada

Neuropsychopharmacology. Os pesquisadores da Faculdade de Medicina Mount Sinai, de Nova York, encontraram evidências de que o consumo da droga na adolescência está associado a uma probabilidade maior de os descendentes se tornarem dependentes de drogas. O experimento foi realizado com ratos, mas a principal autora, Yasmin Hurd, professora de psiquiatria, farmacologia e química biológica, acredita que o resultado pode influenciar as políticas de liberação da cannabis.

Anteriormente, Hurd havia constatado, também em camundongos, que a exposição precoce à maconha aumenta o risco de, na idade adulta, se buscar compensações químicas para satisfazer o cérebro em drogas mais pesadas. Agora, ela resolveu investigar se o consumo teria implicações para as gerações futuras, mesmo sem exposição direta à substância psicoativa.

“Estudos evidenciam que o uso de drogas, incluindo maconha, por parte dos pais, traz prejuízos aos filhos. Mas essas pesquisas levam em consideração o consumo durante a gestação e na época da concepção. Queríamos saber se o uso de drogas antes disso poderia trazer implicações negativas à descendência”, explica Hurd. O resultado da pesquisa indicou que ratinhos cujos pais tiveram contato com a principal substância psicotrópica da maconha, o THC, durante a adolescência tinham mais riscos de exibir comportamentos compulsivos e de buscar a autoadministração de heroína.

Isso acontece, explica Hurd, por causa da epigenética. Esse conceito se refere a características transmitidas à geração seguinte sem que tenha havido uma modificação no DNA. Alguns estudos têm fornecido evidências fortes de que o vício pode ser hereditário. Nesses casos, os pais com genes que os tornam mais propensos a serem dependentes passam essas variantes aos filhos. A epigenética, diferentemente, está associada à exposição ambiental.

Pesquisas com gêmeos, que têm DNA praticamente idêntico, mostram como as experiências exercem uma influência tão grande sobre o indivíduo quanto a sequência de genes. Substâncias como tabaco, álcool e outras drogas imprimem suas marcas no material genético do indivíduo. Sem provocar mutações — alterações na ordem das letras —, elas promovem mudanças químicas nas moléculas do DNA. Essas características adquiridas pelos genes podem ser transmitidas aos filhos.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Reflexão diária 04-02-2014

Reflexão diária 04-02-2014
 
"Às vezes A.A. é aceito com maior dificuldade pelos que perderam ou rejeitaram a fé do que pelos que nunca a tiveram, pois acham que já experimentaram a fé e esta não lhes serviu. Experimentaram viver com fé e sem fé."
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES
 
 
Tão convencido estava de que Deus tinha me abandonado que ao final tornei-me provocador, embora soubesse que não devia agir assim, e mergulhei numa última bebedeira. Minha fé tornou-se amarga e não foi por coincidência. Aqueles que já tiveram uma grande fé atingem o fundo com mais dificuldade.
Levou tempo para que minha fé reacendesse, mesmo tendo vindo para A.A. Estava intelectualmente agradecido por sobreviver a queda tão vertiginosa, mas meu coração sentia-se endurecido. Ainda assim, persisti com o programa de A.A.; as alternativas eram muito tristes! Continuei assistindo as reuniões e, aos poucos, minha fé foi ressurgindo.

Força, fé e esperança
Clayton Bernardes

Só por hoje 04-02...

Meditação do Dia

Terça, 04 de Fevereiro de 2014


A questão não está só em nos sentirmos bem
"Para nós a recuperação é mais do que apenas prazer." Texto Básico, p. 50

Na nossa adicção activa, muitos de nós sabiam exactamente como nos iriam sentir de um dia para o outro. Bastava ler o rótulo da garrafa ou saber o que estava no pacote. Planeávamos os nossos sentimentos, e todos os dias o nosso objectivo era sentirmo-nos bem. Em recuperação, podemos sentir seja o que for de um dia para o outro, até mesmo de um minuto para o outro. De manhã podemos sentir-nos cheios de energia e felizes, e depois à tarde, estranhamente, tristes e em baixo. Dado que já não planeamos de manhã os nossos sentimentos para o dia, podemos acabar por ter sentimentos algo inconvenientes, tais como sentirmo-nos cansados de manhã e acordados quando são horas de nos deitarmos. Claro que há sempre a possibilidade de podermos sentir-nos bem, mas não é essa a questão. Hoje, a nossa principal preocupação não é sentirmo-nos bem, mas aprender a compreender e a lidar com os nossos sentimentos, sejam eles quais forem. Fazemos isto trabalhando os Passos e partilhando os nossos sentimentos com os outros.

Só por hoje: Vou aceitar os meus sentimentos, sejam eles quais forem, tal como são. Vou praticar o programa e aprender a viver com os meus sentimentos.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Frases para sua semana!!!!

... "Se, em meio às adversidades, persevera o coração com serenidade, com alegria e com paz, isto é amor." (Santa Teresa de Jesús)

... "Tudo é possível até que se prove impossível. E ainda assim o impossível pode sê-lo apenas por um momento." (Pearl S. Buck)
... Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.(André Luiz)
... Os defeitos dos outros não devem nos incomodar, mas sim nos ensinar.
... Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.(Cora Coralina)
... "As drogas roubam da vida as sensações e alegrias que são de certo modo, as únicas razões de se viver" (L.Ron Hubbar)
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Relação entre perfis de bebedores de álcool e energéticos e comportamentos de beber de risco

Relação entre perfis de bebedores de álcool e energéticos e comportamentos de beber de risco 
                                                                                            

Muitos estudos referem-se ao beber pesado episódico (BPE) – padrão de consumo de álcool que corresponde à ingestão de cinco ou mais doses* para homens e quatro ou mais para mulheres, em um período de duas horas – como sendo um dos principais problemas de saúde entre universitários. Ainda, consumir a mistura de álcool com bebidas energéticas (AMED, da sigla: alcohol mixed with energy drinks) é uma prática frequente entre jovens e vem sendo foco de pesquisas devido à sua associação com o aumento do risco de BPE, que, por sua vez, expõe o indivíduo a maiores riscos à saúde e prejuízos acadêmicos. Por conta disso, um estudo visou: a) identificar perfis distintos de bebedores de AMED com base em expectativas, atitudes e crenças normativas referentes ao uso de álcool e energéticos; e b) estabelecer relações entre esses perfis e o comportamento de beber de risco.

A pesquisa foi realizada com 387 alunos do primeiro ano de uma universidade pública norte-americana, de ambos os sexos, com média de idade de 19 anos, e que relataram consumir bebidas alcoólicas na época da pesquisa. A coleta de dados ocorreu em dois momentos: uma avaliação inicial e um seguimento no ano seguinte. Foram coletadas informações referentes a expectativas, atitudes e crenças normativas relacionadas ao consumo da mistura de bebidas alcoólicas com energéticos, e também sobre a frequência do uso de AMED, ocasiões de BPE e consequências relacionadas ao uso de bebidas alcoólicas. Com relação às crenças normativas, verificaram-se aquelas sobre a visão que o indivíduo possui da quantidade ingerida pelos amigos (crenças descritivas) e crenças sobre aprovação ou reprovação de seus amigos em relação ao próprio uso (crenças cautelares).

A partir desses dados foi possível estabelecer quatro perfis de usuários de AMED, com as seguintes denominações e características:


ocasional (54% dos entrevistados): indivíduos com expectativas, atitudes e crenças normativas neutras em relação ao uso de AMED;
contra (30%): indivíduos com expectativas e atitudes negativas sobre o uso de AMED;
a favor (5%): indivíduos com expectativas neutras, mas atitudes e crenças normativas positivas;
influência do grupo (11%): indivíduos com expectativas e atitudes moderadamente negativas, mas que acreditam que seus amigos consomem AMED em grandes quantidades.

Os pesquisadores puderam estabelecer algumas relações entre os perfis de usuários encontrados e o comportamento de beber de risco: em comparação ao perfil “contra”, o perfil “a favor” foi identificado como sendo o de maior risco, por ter sido o perfil que mais fez o uso de AMED (quase 2 ocasiões de consumo por semana), apresentou maior frequência de BPE (3 vezes por semana) e relatou mais consequências decorrentes do consumo de álcool (23% dos indivíduos com este perfil relataram tais consequências). O oposto foi observado para os usuários com perfil “contra”, que apresentaram comportamento de beber de menor risco, com menores taxas de uso de AMED (menos de 1 ocasião de consumo por semana), ocasiões de BPE (2 vezes por semana) e consequências (14%) que os demais perfis.

Um dado interessante foi em relação ao perfil “influência do grupo”. Apesar de não relatarem expectativas e as atitudes positivas em relação ao uso de AMED, apresentaram um consumo frequente dessa mistura (cerca de 1 ocasião de uso por semana), o que sugere que a percepção do indivíduo sobre o consumo de AMED por seus amigos pode ser um fator ainda mais importante que as próprias expectativas e atitudes do indivíduo.

Verificou-se também que o consumo de AMED seria um comportamento de risco independente e distinto do BPE. Este, por sua vez, esteve fortemente associado às consequências relatadas pelos jovens, independentemente da frequência de uso de AMED.

A partir desses resultados, os autores propõem que informações sobre o uso da combinação de álcool e energéticos, o BPE e riscos associados sejam considerados no desenvolvimento e implementação de futuras intervenções com os jovens. Além disso, os dados encontrados também auxiliarão para que as intervenções possam ser direcionadas e específicas a cada um dos perfis de risco identificados.
Fonte:CISA - Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool