segunda-feira, 29 de abril de 2013

EUA divulgam estratégia antidrogas focada na saúde pública

EUA divulgam estratégia antidrogas focada na saúde pública 

Terra
Os Estados Unidos divulgaram nesta quarta-feira sua estratégia antidrogas para 2013, que inclui ampliar os fundos e o acesso a programas de tratamento e saúde mental para mais de 60 milhões de pessoas até 2020 por meio da reforma da saúde.

O documento, que a Agência Efe teve acesso antes de ser apresentado na Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland), propõe que as políticas antidrogas se baseiem na "ciência e não na política", por considerar que a questão "não é só um assunto da justiça criminal mas também uma grande preocupação de saúde pública".

"A principal mensagem é que estamos nos focando totalmente em um modelo de saúde pública e na importância de tratar pessoas com problemas com drogas, porque não podemos solucionar este problema por meio de prisões nem mediante a legalização das drogas", disse à Efe o diretor Departamento Nacional de Drogas da Casa Branca, Gil Kerlikowske, horas antes de apresentar a estratégia ao lado de outros especialistas.

"Esperamos que com a solicitação de fundos do presidente Obama e a reforma da saúde milhões de pessoas receberão a ajuda que necessitam e isso nos ajudará a reduzir os custos do sistema judiciário", acrescentou Kerlikowske. O diretor destacou ainda que a reforma da saúde de 2010 exige que as seguradoras cubram tratamentos de viciados.

Entre mais de cem de medidas contra o consumo de drogas nos EUA, o plano inclui um aumento de US$ 1,5 bilhão em fundos federais em relação a 2012 para programas de prevenção e tratamento de dependentes.

Em 2011, dos 21,6 milhões de americanos a partir dos 12 anos de idade que necessitavam ajuda pelo consumo de álcool ou drogas ilícitas, só 2,3 milhões (10,8%) receberam tratamento.

Por isso, a estratégia procura ampliar o tratamento entre grupos vulneráveis, como veteranos de guerra e estudantes universitários, entre outros.

Segundo dados oficiais, os Estados Unidos investiram US$ 9,2 bilhões em programas de tratamento e prevenção no ano fiscal de 2012. Para o exercício de 2014, Obama solicitou US$ 10,5 bilhões para programas de prevenção e tratamento do abuso de drogas.

O documento, que tem 104 páginas divididas em sete capítulos, enfatiza o combate "inteligente" contra o crime derivado do consumo de drogas e afirma que os enfratores não violentos devem participar de programas de tratamento e não ir para a prisão.

A estratégia prevê reformas do sistema de judiciário, incluindo tribunais para dependentes e programas para reduzir as taxas de encarceramento, além de programas comunitários.

O Departamento Nacional de Drogas assegurou que a ênfase na prevenção, em particular entre os jovens, rende mais frutos, levando em conta que cada dólar investido neste tipo de programa significa uma economia de até US$ 18 no tratamento de dependentes.

Em prol da "responsabilidade compartilhada", o documento destacou a urgência de continuar a cooperação na luta antidrogas com o México e a América Central, para que os progressos registrados com esses países "não resultem no deslocamento da ameaça do narcotráfico para o Caribe".

A estratégia também ressalta a necessidade de combater o abuso de remédios, incluindo analgésicos, muitos dos quais contêm opiácios que causam dependência. Em 2010, mais de 38.300 americanos morreram em função de overdose de remédios comprados com receitas médicas.

Em geral, o consumo de drogas nos EUA desceu substancialmente nos últimos 30 anos, em parte pela cooperação entre as autoridades locais, estaduais, federais e internacionais.

O consumo da cocaína caiu 50%, enquanto o de metanfetaminas desceu quase um terço desde 2006. No entanto, o uso da heroína aumentou de 373.000 pessoas em 2007 para 620.000 em 2011.

Segundo o documento, para alguns dependentes o caminho rumo à heroína começa com o uso de opiáceos vendidos com receita médica.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

SÓ POR HOJE 29-04...

Meditação do Dia

Segunda, 29 de Abril de 2013


"E se..."
"O viver só por hoje alivia o peso do passado e o medo do futuro. Aprendemos a tomar as acções que forem necessárias e deixar os resultados ao cuidado do nosso Poder Superior." Texto Básico, p. 105

Durante a nossa adicção activa, o medo do futuro e daquilo que pudesse acontecer era uma realidade para muitos de nós. E se fossemos presos? E se perdêssemos o emprego? E se enviuvássemos? E se fossemos à falência? E assim por diante... Não era raro passarmos horas, dias até, a pensar no que poderia acontecer-nos. Construíamos conversas inteiras e cenários, antes mesmo de algo acontecer, e depois traçávamos o nosso caminho em função de "e se..." Ao agirmos assim, estávamos a preparar-nos para uma série de frustrações. Ao ouvirmos o que se diz nas reuniões, aprendemos que viver no presente, e não no mundo do "e se", é a única forma de pôr fim às nossas previsões de desgraças e tristezas. Só podemos lidar com aquilo que seja real hoje, e não com as nossas terríveis fantasias do futuro. Vir a acreditar que o nosso Poder Superior tem apenas o melhor guardado para nós é uma forma de combatermos esse medo. Ouvimos dizer nas reuniões que em cada dia o nosso Poder Superior não nos dará mais do que aquilo com que possamos lidar. E sabemos por experiência própria que, se pedirmos, o Deus em que viemos a acreditar tomará certamente conta de nós. Mantemo-nos limpos em situações adversas ao praticarmos a nossa fé nos cuidados de um Poder superior a nós mesmos. Cada vez que o fizermos, teremos menos medo dos "e se" e estaremos mais à vontade com aquilo que de facto é.

Só por hoje: Encararei o futuro positivamente e com fé no meu Poder Superior.
 
 
fORÇA, FÉ E ESPERANÇA,
Clayton Bernardes

domingo, 28 de abril de 2013

REFLEXÃO DIÁRIA - 28 DE ABRIL

REFLEXÃO DIÁRIA - 28 DE ABRIL


DOIS "MAGNÍFICOS PADRÕES"

Todo o progresso de A.A. pode ser expressado em apenas duas palavras: humildade e responsabilidade. Todo o nosso desenvolvimento espiritual pode ser medido, com precisão, conforme nosso grau de adesão a estes magníficos padrões.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 271


Conhecer e respeitar as opiniões, talentos e prerrogativas dos outros, e aceitar estar errado, mostra-me o caminho da humildade.
Praticar os princípios de A.A. em todos os meus assuntos me leva a ser responsável. Respeitar estes preceitos dá crédito à Quarta Tradição - e a todas as outras Tradições da Irmandade.
Alcoólicos Anônimos tem desenvolvido uma filosofia de vida cheia de motivações válidas, rica dos mais altos e relevantes princípios e valores éticos, uma maneira de vida que pode ser estendida além dos limites da população alcoólica. Para honrar estes preceitos, preciso somente rezar e cuidar de cada companheiro como se cada um fosse meu irmão.

Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Estudo aponta que sabor da cerveja faz as pessoas beberem mais

Estudo aponta que sabor da cerveja faz as pessoas beberem mais 

Um estudo realizado pela Universidade de Indiana, nos EUA, apontou que o sabor da cerveja libera uma substância química - a dopamina - no cérebro que faz com que as pessoas queiram beber mais.

Segundo a pesquisa, o gosto da cerveja - mesmo sem qualquer efeito de álcool(o cidadão está sóbrio) - pode desencadear a produção de dopamina no cérebro mais do que outras bebidas. Além disso, pessoas com histórico familiar de alcoolismo também apresentaram níveis mais altos de dopamina.

O Dr. David Kareken, vice-diretor do Centro de Pesquisa de Álcool Indiana, comentou o resultado do estudo. "Nós acreditamos que este é o primeiro experimento em seres humanos para mostrar que o sabor de uma bebida alcoólica sozinha, sem qualquer efeito inebriante do álcool, pode provocar esta atividade da dopamina nos centros de recompensa do cérebro", disse.

O estudo mapeou os cérebros de 49 homens, depois de beber cerveja e ingerir uma bebida esportiva. Os resultados revelaram atividade significativamente com mais dopamina no gosto de cerveja do que no isotônico.

Os participantes também disseram que desejavam a cerveja depois de provar uma pequena amostra e não tiveram a mesma resposta com a bebida esportiva. Cada homem foi submetido a 15 ml de sua cerveja preferida por 15 minutos, para que eles não sentissem os efeitos do álcool.

Devido aos resultados, Dai Stephens, professor de psicologia experimental da Universidade de Sussex, descreveu o estudo como "uma primeira demonstração convincente em humanos que o sabor de uma bebida tem tais efeitos sobre o cérebro" e acrescentou: "Enquanto sugestivo, as conclusões não podem com certeza serem atribuídas ao condicionamento. No entanto, em maior quantidade, o estudo também sugere que nem todos os bebedores de cerveja mostrem o mesmo efeito"

Peter Anderson, professor do uso da substância, política e prática, da Universidade de Newcastle, acrescentou: "É sabido que todos os tipos de gostos, incluindo sabor, cheiro, imagens e hábitos levam ao desejo de beber.

"Esse desejo muitas vezes parece ser dependente da dose - onde sente-se mais desejo quando o consumo médio é maior. Este trabalho demonstra que o gosto só tem impacto sobre as funções cerebrais associadas com o desejo. Isto não é surpreendente - se com os aumentos de desejo, ele tem de ter impacto sobre as funções cerebrais".

"No que diz respeito ao efeito de histórico familiar, isso é muito difícil de avaliar e saber o que isso significa, pois não podemos ter a exatidão de um efeito o quão forte ele pode ser", completou.

David Linden, professor de neurociência translacional, Cardiff University, disse ainda que: "Estamos muito longe de compreender os processos biológicos que contribuem para o risco de abuso de álcool".

E acrescentou: "O abuso do álcool é um importante problema de saúde pública, e que seria de grande interesse para ter marcadores de predisposição ao consumo problemático para permitir uma intervenção precoce. Porém, os efeitos apresentados são pequenos e os resultados devem ser considerados como preliminares", concluiu.

O estudo, realizado pelo Dr. Brandon Oberlin e outros cinco da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, foi publicado na revista Neuropsychopharmacology.
Autor:
OBID Fonte: Daily Mail



Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
 

O buraco !


O buraco !

Aquela cidade não era habitada por pessoas, mas por buracos.

Buracos viventes.

Havia buracos ostentosos, de mármore e buracos humildes, de tijolos.

Um dia chegou uma nova moda: o importante é o interior, não o exterior!

E foi assim que os buracos começaram a se encher de coisas...

De ouro e jóias.

Outros, mais práticos, de eletrodomésticos.

Alguns, de arte ou instrumentos musicais.

Os intelectuais encheram-se de livros.

A maioria dos buracos encheu-se a tal ponto que não cabia mais nada e para solucionar a situação, começaram a alargar-se.

Mas um pequeno buraco percebeu que se todos fizessem o mesmo, em pouco tempo a cidade se transformaria em um único buraco...

E todo mundo perderia a sua identidade.


Teve então uma idéia: pensou que uma outra forma de aumentar a sua capacidade seria aprofundar-se em lugar de alargar-se.

Mas percebeu que isso ser-lhe-ia impossível por causa de tantas coisas que ele já continha!

Decidiu, então, esvaziar seu conteúdo.

Primeiro teve medo do vazio, mas quando percebeu que não existia outra possibilidade, assim o fez.

Um dia, de tão profundo, achou água. Nunca antes outro buraco tinha achado água!

Nesse lugar quase nem chovia e a água extra permitiu que as paredes do buraco se cobrissem de verde, e assim, chamaram-no O Manancial.

Os outros buracos queriam a água, mas quando perceberam que teriam que se esvaziar, preferiram continuar a alargar e encher-se de coisas inúteis.

Outro buraco, no outro lado da cidade,conseguiu esvaziar e chegar à água, criando assim um oásis.

Os dois buracos perceberam que a água que tinham achado era a mesma.

Tinham, então, um novo ponto de contato...

A comunicação profunda que só conseguem entre si aqueles que tem a coragem de esvaziar-se de seus conteúdos e buscar, no fundo do seu ser, aquilo que têm para dar e compartilhar.

Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 28-04...

Meditação do Dia

Domingo, 28 de Abril de 2013


Quem é que de facto melhora?
"Podemos também usar os passos para melhorar as nossas atitudes. Foram as nossas melhores ideias que nos meteram em problemas. Reconhecemos a necessidade de mudar." Texto Básico, p. 62

Quando entrámos em recuperação, a maioria de nós tinha pelo menos uma pessoa que detestava. Achávamos que ela era a pessoa mais mal educada e detestável do programa. Sabíamos que havia algo que podíamos fazer, um princípio qualquer de recuperação que podíamos praticar para ultrapassar aquilo que sentíamos por essa pessoa - mas o quê? Pedimos orientação ao nosso padrinho ou madrinha. Se calhar garantiram-nos, com um sorriso nos lábios, que se continuássemos a voltar, veríamos essa pessoa melhorar. Isso fez sentido. Acreditávamos que os passos de NA funcionavam nas vidas de todos. Se resultaram para nós, poderiam resultar também para essa pessoa "horrenda". O tempo foi passando, e chegou uma altura em que notámos que aquela pessoa não nos parecia tão mal educada ou detestável como antes. Ela tomara-se, na verdade, francamente tolerável, talvez até simpática. Sentimos um agradável choque quando realizámos quem é que de facto melhorara. Dado que fomos voltando, dado que continuámos a trabalhar os passos, a nossa percepção dessa pessoa tinha mudado. A pessoa que nos incomodava tomara-se "tolerável" porque nós próprios havíamos desenvolvido alguma tolerância; tornara-se "simpática" porque nós próprios havíamos desenvolvido a capacidade para amar. Por isso, quem é que na verdade melhora? Nós! À medida que praticamos o programa, construímos uma visão totalmente nova daqueles à nossa volta, ao construirmos uma visão nova de nós próprios.

Só por hoje: À medida que eu melhoro, também os outros irão melhorando. Hoje vou praticar tolerância e tentar amar aqueles que eu encontrar.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

sexta-feira, 26 de abril de 2013

REFLEXÃO DIÁRIA - 26 DE ABRIL

REFLEXÃO DIÁRIA - 26 DE ABRIL


FELICIDADE NÃO É O PONTO PRINCIPAL

Não acho que a felicidade ou a infelicidade seja o ponto principal. Como enfrentamos os problemas que chegam a nós?
Como aprendemos através deles, e transmitimos o que aprendemos aos outros, se é que querem aprender?
NA OPINIÃO DO BILL, p. 306


Na minha busca "para ser feliz" mudei de empregos, casei e me divorciei, tentei curas geográficas e me endividei - financeiramente, emocionalmente e espiritualmente. Em A.A. estou aprendendo a crescer. Ao invés de exigir que pessoas, lugares e coisas me façam feliz, posso pedir a Deus que me faça aceitar a mim mesmo. Quando um problema me domina, os Doze Passos de A.A. me ajudam a crescer através da dor. O conhecimento que ganho pode ser um presente para outros que sofrem do mesmo problema. Como disse Bill: "Quando chega a dor, se espera que aprendamos a lição com boa vontade, e ajudamos os outros a aprenderem. Quando a felicidade chega, a aceitamos como uma dádiva e agradecemos a Deus por obtê-la".


Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes