segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lei seca: 5% dos testados no bafômetro são presos

Lei seca: 5% dos testados no bafômetro são presos                                                                                             

Diário do Grande ABC
O número de motoristas submetidos a testes de bafômetro na região triplicou nos quatro primeiros meses do ano, em comparação ao mesmo período de 2012. Apesar do aumento da fiscalização, só 5% das medições resultaram em prisão por excesso de álcool no sangue.

Os dados são da Polícia Militar. De janeiro a abril, 432 condutores sopraram o etilômetro - contra 140 no mesmo período do ano passado - e 22 deles foram detidos em flagrante por apresentaram seis ou mais decigramas de álcool por litro de sangue.

Nos quatro primeiros meses de 2012, 15 pessoas haviam sido enquadradas no artigo 306 do CBT (Código Brasileiro de Trânsito, o que representa 10% do total de submetidos ao etilômetro.

De acordo com o coronel Mauro Cezar dos Santos Ricciarelli, responsável pela Polícia Militar nas sete cidades da região, a proporção caiu pela metade porque a Lei Seca tornou-se mais rígida e fiscalização aumentou, inibindo parte dos condutores. "De janeiro a abril realizamos 384 bloqueios policiais exclusivos para essa finalidade, e em pontos alternados. O objetivo não é apenas punir, mas também a educação no trânsito. Os motoristas estão mais atentos a isso", afirmou.

Em dezembro, a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a proposta que tornou a Lei Seca mais rígida. Após a modificação, além do bafômetro, passam a ser considerados vídeos, depoimento policial, testes clínicos e outros testemunhos para atestar que o motorista não tem condições de conduzir o veículo por conta do uso de bebida alcoólica ou substâncias psicoativas.

A multa aplicada ao motorista flagrado sob efeito de qualquer quantidade de álcool passou de R$ 957,65, para R$ 1.915,30. Para o médico Dirceu Rodrigues Alves, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o número de condutores detidos em flagrante é baixo em comparação ao total de testes realizados. "Cinco por cento são muito pouco. Estatísticas apontam que 52% dos motoristas profissionais fazem uso de álcool de forma crônica ou social."

Entre os condutores que dirigem apenas para o deslocamento pessoal, o número de pessoas que possuem algum grau de dependência alcoólica varia entre 12% e 17%, informa Rodrigues Alves. "Outro erro é o fato de que as blitze são feitas somente à noite. O alcoólatra bebe de dia também, mas acaba não sendo fiscalizado", critica.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

REFLEXÃO DIÁRIA 20 DE MAIO

REFLEXÃO DIÁRIA 20 DE  MAIO
 
UM DIA DE CADA VEZ
Acima de tudo, faça-o um dia de cada vez.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 11
       

Por que engano a mim mesmo dizendo-me que devo ficar sem beber somente um dia, quando sei perfeitamente bem que nunca mais posso beber em minha vida? Não estou me enganando, porque um dia de cada vez é provavelmente a única maneira, pela qual eu posso alcançar o objetivo a longo prazo de permanecer sóbrio.
Se eu determino que nunca mais vou beber na vida, me coloco numa certa condição. Como posso ter certeza de não mais beber, quando não tenho idéia do que me espera no futuro?
Na base de um dia de cada vez, tenho certeza de que posso ficar sem beber por um dia. Assim, fico numa condição de confiança. No final do dia tenho a recompensa da realização. A realização me faz sentir bem e faz com que eu queira mais.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 20-05...

Meditação do Dia

Segunda, 20 de Maio de 2013


Sair do isolamento
"Damos por nós a fazer coisas que nunca pensámos fazer, e a gostar de fazê-las." Texto Básico, p. 113

A adicção activa manteve-nos isolados por muitas razões. No início evitávamos a família e os amigos, para que eles não descobrissem que andávamos a usar. Alguns de nós evitavam todas as pessoas que não fossem adictas, temendo os jogos moralistas e as repercussões legais. Deitámos abaixo quem tivesse vidas "normais", com famílias e passatempos; chamávamos-lhes "caretas", acreditando que nunca iríamos conseguir gozar os prazeres simples da vida. Por fim acabámos por evitar até outros adictos, pois não queríamos dividir as nossas drogas. As nossas vidas estreitaram-se, e as nossas preocupações ficaram confinadas à manutenção diária da nossa doença. Hoje as nossas vidas estão muito mais preenchidas. Apreciamos as actividades com outros adictos em recuperação. Temos tempo para as nossas famílias. E descobrimos muitas outras coisas que nos dão prazer. Que mudança em relação ao passado! Podemos viver a vida tão intensamente como as pessoas "normais" que antigamente desprezávamos. A alegria voltou às nossas vidas, uma dádiva de recuperação.

Só por hoje: Posso encontrar prazer nas rotinas simples da vida.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

domingo, 19 de maio de 2013

Domingo com Padre Otair!!!!!!!!!


A CAPACIDADE DE REORIENTAR-SE

  Pe Otair Cardoso da Cruz

Entre os ditos populares, encontramos muitas expressões que apontam para a realidade comportamental como sendo algo imutável, isto é, impossível de ser modificado; por exemplo: “Pau que nasce torto nunca se endireita”, ou ainda, “Burro velho não pega trote”. Esse tipo de compreensão, oriundo da sabedoria popular, sinaliza para uma descrença na mudança do sujeito, em razão da reprodução contínua de comportamentos inadequados na sua atuação social.

Não há dúvidas de que nessa forma de saber popular encontram-se aspectos de extrema relevância para a vida em sociedade. No entanto, não podemos desconsiderar o fluxo livre do desenvolvimento e as novas conquistas científicas que ampliam nossos horizontes e nos permitem encontrar outros significados para a compreensão das expressões de comportamento, manifestados socialmente.

Diante do exposto, e em posição de discordância com os jargões populares supracitados, compreendemos que a “crença” ou a ideia cristalizada de que é impossível a mudança de pessoas contraventoras, não se ajusta na sua totalidade ao ser humano. Pensar assim é desconsiderar o potencial existente, em cada pessoa, bem como as possibilidades de reorientação e ressignificação de sua estrutura comportamental.

Não é incomum encontrarmos pessoas que aparentam ter desistido de si mesmas e que se consideram um “caso perdido”. Entretanto, não podemos esquecer que, no decorrer do desenvolvimento dessas pessoas, inúmeros direitos lhes foram negados, tais como o afeto e o carinho necessários, a estimulação adequada para o descobrir e aprender, um ambiente harmonioso e não hostil e turbulento, a paz e a tranquilidade, ao invés de agressões e violências, o incentivo à autonomia, ao contrário dos rótulos seguidos de palavras de baixo calão, a  que normalmente estiveram expostos.

Desse modo, entendemos que a percepção negativa que o sujeito elaborou sobre si mesmo, ratificada no embate com os diferentes núcleos sociais, reforça a falsa ideia de que ele “nasceu assim, cresceu assim e vai ser sempre assim”. Isso não é verdade! A mudança é um aspecto inerente ao ser humano e não há possibilidade de pensá-lo, senão dentro desta dinâmica de mudança impelida pela natureza.

Não queremos, com essa maneira de tratar o problema, descartar as dificuldades de ordem psiquiátrica existentes, como um fator complicador na implementação das mudanças. Ao contrário, sabemos que elas inspiram cuidados; porém, até mesmo nestes casos a busca é pela melhora do sujeito, cujo intuito é explorar ao máximo o que ele é capaz de oferecer dentro de um processo de intervenção.

A decisão de mudança impele o sujeito a tomar posse de suas habilidades e limitações. E a consciência de que ela é necessária, o leva a empreender esforços para não reincidir nas mesmas atitudes ou comportamentos que lhe causaram transtornos.

É possível, sim, desenvolver um estilo de vida eficiente de interação social e estabelecer relações construtivas e assertivas quando, da parte do sujeito, há o desejo de mudança. Não podemos assumir o papel de protagonistas na história e na vida de nenhuma pessoa, mas, também não sejamos antagonistas, manifestando nossa pouca credibilidade na transformação do mesmo. Sejamos coadjuvantes, no sentido de dar suporte para que elas brilhem e apresentem, para nós, o que eles possuem de melhor. Deixemos de olhar para as nossas transgressões, como sendo o fim último, e valorizemos, antes, o poder que temos para reorientar e resinificar - mesmo que a duras penas - a nossa maneira de olhar, compreender e atuar no palco da vida.

Reflexão diária 19 Maio

 
Reflexão diária 19 Maio
 
 
DANDO SEM RESTRIÇÕES
E ele sabe bem que sua própria vida ficou enriquecida, como um dividendo extra por dar ao outro, sem exigir qualquer retribuição.
NA OPINIÃO DO BILL, p. 69
 

O conceito de dar sem restrições foi difícil de entender quando vim para o Programa pela primeira vez. Tinha suspeitas quando os outros queriam me ajudar. Pensava: “Que eles vão querer de volta?” Mas logo aprendi a alegria de ajudar outro alcoólico, e entendi porque eles estavam ali no começo à minha disposição.
Minhas atitudes mudaram e eu desejava ajudar aos outros.
Algumas vezes ficava ansioso, quando queria que eles conhecessem as alegrias da sobriedade, que soubessem que a vida pode ser linda.
Quando minha vida está repleta do amoroso Deus do meu entendimento e dou este amor para meu companheiro alcoólico, sinto uma riqueza em especial que é muito difícil de explicar.
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 19-05...

Meditação do Dia

Domingo, 19 de Maio de 2013


Um inventário de crescimento
"Revemos as nossas atitudes passadas e o nosso comportamento presente, a fim de vermos aquilo que queremos manter e aquilo que queremos deitar fora." Texto Básico, p.34

À medida que cada dia chega ao fim, muitos de nós reflectem sobre as vinte e quatro horas que passaram, pensando em como poderiam viver de um modo diferente no futuro. É fácil os nossos pensamentos ficarem presos em coisas mundanas: mudar o óleo do carro, manter a sala-de-estar limpa, ou esvaziar o caixote do lixo. Por vezes é preciso um esforço especial para desviarmos os nossos pensamentos da rotina do dia-a-dia, em direcção a um caminho mais elevado. Uma simples questão pode facilitar-nos a vida: O que é que achamos que o nosso Poder Superior quer para nós amanhã? Talvez precisemos de melhorar o nosso contacto, consciente mas algo inconstante, com o Deus da nossa concepção. Se calhar temo-nos sentido desconfortáveis no nosso emprego ou na nossa relação, aguentando apenas graças ao medo. Podemos estar a esconder algum defeito de carácter mais complicado, com medo de o partilharmos com o nosso padrinho ou madrinha. A questão está em sabermos as áreas da nossa vida em que queremos realmente crescer. À medida que cada dia finda, descobrimos os benefícios de passarmos alguns momentos com o nosso Poder Superior. Podemos começar a reflectir sobre aquilo em que o nosso programa de crescimento espiritual mais beneficiará no dia de amanhã. Pensamos nas áreas em que temos crescido recentemente, e definimos as áreas que continuam a precisar de ser trabalhadas. Não haverá forma mais adequada de se acabar o dia.

Só por hoje: Vou pôr de lado algum tempo no fim do dia para comunicar com o meu Poder Superior. Vou rever o dia que passou, meditando sobre aquilo que se coloca entre mim e a vontade do meu Poder Superior para a minha vida.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

sábado, 18 de maio de 2013

Acreditar e Agir

Acreditar e Agir 


Um viajante ia caminhando em solo distante, as margens de um grande lago de águas cristalinas.

Seu destino era a outra margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte.

A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.

Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pôde observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra "acreditar" e no outro "agir".

Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou as razões daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro respondeu pegando o remo chamado "acreditar" e remando com toda força, o barco então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava.

Em seguida, pegou o remo "agir" e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultâneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, a outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:

- Esse porto se chama "auto-confiança". Simultâneamente, é preciso "acreditar" e também "agir" para que possamos alcançá-lo.

Fonte: Site: antidroga.com



Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes