sexta-feira, 19 de julho de 2013

Reflexão do dia 19 de Julho

Reflexão do dia 19 de Julho
      
...falso orgulho...
Muitos de nós, que nos havíamos considerado religiosos, despertamos para as limitações desta atitude. Recusando colocar Deus em primeiro lugar, havíamos nos privado de Sua ajuda.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES PG. 67
 
 
 
      Muitas noções falsas operam no falso orgulho. A necessidade de orientação para viver uma vida decente é satisfeita pela esperança experimentada na irmandade de A.A. Aqueles que trilharam este caminho por muitos anos, um dia de cada vez, dizem que uma vida centrada em Deus tem possibilidades ilimitadas para o crescimento pessoal. Sendo assim, muita esperança é transmitida pelos veteranos em A.A.
      Agradeço ao meu Poder Superior por deixar-me saber que Ele funciona através de outras pessoas, e agradeço a Ele por nossos servidores de confiança na Irmandade, que ajudam os novos membros a rejeitar falsos ideais e a adotar aqueles que levam à vida de compaixão e confiança. Os veteranos em A.A. desafiam os novos a "despertar-se" - assim eles podem "vir a acreditar". Peço a Deus que me ajude em minha descrença.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cientistas curam dependência do álcool em ratos por meio de bloqueio da memória

Cientistas curam dependência do álcool em ratos por meio de bloqueio da memória                                                                                             

Zero Hora
Aplicação de medicamento evitou recaídas durante duas semanas em roedores alcoólatras

Para um alcoólatra em recuperação, as recordações associadas ao consumo do álcool, como o cheiro característico de bares e o som do gelo estralando no copo, estão entre as maiores ameaças à sobriedade. E se o acesso a essas lembranças pudesse ser bloqueado?

Com o uso de um medicamento geralmente fornecido a pacientes transplantados, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, reduziram a incidência de recaídas em ratos pelo bloqueio da memória associada ao hábito de beber.

Por diversas semanas, os pesquisadores permitiram que ratos se fartassem de bebidas alcoólicas. Depois os roedores passavam 10 dias abstinentes e eram expostos a apenas uma gota de álcool – o suficiente para despertar a lembrança do hábito de beber.

Com exames de imagem cerebrais, os pesquisadores identificaram os mecanismos neurais responsáveis por desencadear a memória, conhecidos como via de sinalização de mTORC1. Em seguida, os ratos receberam rapamicina, medicamento conhecido por bloquear essa via. Os ratos que receberam o medicamento estavam significativamente menos propensos ao consumo de bebidas alcoólicas.

– Uma aplicação apenas do medicamento evitou recaídas durante duas semanas – afirmou Dorit Ron, neurologista da universidade e um dos autores do estudo, publicado no periódico Nature Neuroscience. É difícil afirmar quanto tempo os ratos permaneceriam sem álcool, acrescentou o cientista, porque o estudo foi encerrado após duas semanas.

A rapamicina é administrada normalmente a pacientes transplantados para inibir o sistema imunológico e é regulamentada nos Estados Unidos. Entretanto, mais estudos são necessários para determinar se o medicamento pode ajudar as pessoas a ficarem longe do álcool, afirmou Ron, acrescentando que a droga também possui efeitos colaterais importantes, incluindo o aumento da suscetibilidade a infecções.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

O drama dos codependentes

O drama dos codependentes 

InfosurHoy
Mais de 10 milhões de familiares e amigos dos 2,6 milhões de dependentes químicos em cocaína e crack no país enfrentam o martírio da codependência.

Por trás de um dependente químico, há pelo menos outras quatro pessoas que também precisam de tratamento, de acordo com a Federação de Amor-Exigente (FEAE), que reúne 920 grupos de apoio para familiares de usuários de drogas no Brasil e países vizinhos.

Chamadas de codependentes, essas pessoas que são afetadas indiretamente pela droga costumam viver em função do viciado, têm sentimento de culpa, baixa auto-estima e sentem-se úteis quando estão entregues aos problemas dele.

A codependência não figura no Código Internacional de Doenças (CID), explica Carlos Salgado, psiquiatra e conselheiro da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead).

Mas os sintomas se encaixam nas psicopatologias, capítulo 10 do CID.

“Os codependentes têm, por exemplo, ansiedade e depressão. Em caso extremo, a busca por prescrições para controlar o problema pode levar ao atoleiro de bendiazepínicos”, adverte o médico.

Em alguns casos, Salgado só trata o paciente se os codependentes também forem tratados. O médico adverte que a aura de sofrimento pode ir além da família e atingir amigos, colegas de trabalho e até o chefe do dependente.

“É possível atender o paciente sozinho, mas se tiver a presença da família, o resultado é mais efetivo”, diz.

Brasil: Dez milhões de codependentes

Em todo o Brasil, 2,6 milhões de pessoas são usuárias de cocaína ou crack, segundo o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em outras palavras, o país tem mais de 10 milhões de codependentes destas drogas.

A cada semana, 3.000 codependentes procuram a FEAE em busca de ajuda.

“Os codependentes são, em sua maioria, mulheres”, constata Arlete Lugo, 66, coordenadora da FEAE em Porto Alegre. “Elas se perguntam: ‘Onde foi que eu errei?’. A culpa vira justificativa para não fazer nada.”

Arlete lembra que, nos grupos de apoio, o foco é a mudança de atitude e a maior cooperação entre os familiares.

“As participantes expõem suas angústias e medos nos encontros e falam coisas que não falariam na frente das sogras ou filhos”, diz Claudia Schossler Sá, 48, que fundou há um ano, em Porto Alegre, o Grupo de Esposas de Toxicômanos e Alcoolistas em Recuperação (Gestar).

O Gestar também prepara as mulheres para as visitas mensais às comunidades terapêuticas.

Membro do Gestar, a estudante Andiara Almeida Telles, 20, visitou recentemente o namorado na na comunidade terapêutica Fazenda Senhor Jesus, em Viamão, a 44 km da capital gaúcha. Ele sofrera uma recaída depois de três anos de abstinência.

No local, Andiara se deparou com a cerimônia de graduação de sete internos, que tinham acabado de cumprir nove meses de tratamento. A emoção entre os familiares transbordava.

“Naquele momento, comecei um novo ciclo de expectativa sobre a nova tentativa de recuperação do meu namorado”, diz Andiara, que luta para reduzir a ansiedade diante do problema do parceiro. “Sofria quando ele saía com amigos e não atendia o celular. Isso é doença.”

Como uma nova gestação

Os nove meses que o filho de 24 anos vai passar na Fazenda Senhor Jesus são encarados como uma gestação pela técnica de enfermagem Patrícia Leite do Amaral, 40.

“Eu estou engravidando de novo e disse a ele: ‘Estou do teu lado e não espero ter um aborto’”, lembra Patrícia.

Por causa da luta do filho contra o crack, Patrícia parou de trabalhar e assumiu os cuidados com a neta Isabella, de 10 meses, filha de Guilherme.

Uma semana depois que o jovem iniciou o tratamento na fazenda, o celular de Patrícia tocou de madrugada. Ela pensou que fosse a polícia ou o Instituto Médico Legal.

“O coração não relaxa. Era apenas minha mãe”, conta.

Patrícia decidiu se tratar com um psiquiatra e frequentar um grupo de apoio enquanto a neta está na creche.

“Assumi o posto de mãe da minha neta e de dependente. A Patrícia mulher e profissional ficou de lado”, lamenta. “Mas não quero que meu filho se sinta culpado. Ele tem de lutar contra a doença que é o vício.”

‘A gente fica impotente’

O casal Patrícia Uchoa e Alexandre Carlos, ambos de 53 anos, perdeu a conta das internações do filho Rafael, 30.

“O uso de drogas é mais complicado para a família do que para o dependente”, diz Carlos.

Além dos pais, quatro irmãos, os avós paternos e maternos e a filha de 8 anos estão na “órbita” de Rafael.

“É como se um buraco se abrisse na sua frente. A gente fica impotente diante do vício”, desabafa a mãe.

Os pais perceberam a gravidade do problema quando o filho, viciado há mais de 15 anos, passou a “sumir” com objetos de casa para comprar crack. Mas Carlos ignorava a realidade e continuava a dar dinheiro ao filho.

“Em vez de uma atitude colaborativa, o pai adota uma ação que desorganiza as defesas do filho”, aponta o psiquiatra Carlos Salgado. “Isso acontece porque é difícil lidar com o problema. O resultado é essa ambivalência: ao mesmo tempo em que sabe do problema do filho, o pai facilita o acesso ao dinheiro que será usado para comprar drogas.”

A família, que já cancelou férias pagas para ir atrás de Rafael, assegura que hoje não deixa compromissos de lado quando ele sofre recaídas.

Patrícia conta que “deixou de viver a doença do filho”, mas fica alerta quando ele não atende o celular.

“Não existe ex-pai ou ex-mãe”, diz ela. “Nunca vamos deixar de ser codependentes.”
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Só por hoje 18-07...

Meditação do Dia

Quinta, 18 de Julho de 2013


A dádiva do desespero
"A nossa doença voltava sempre à superfície ou continuava a progredir até que, em desespero, procurámos ajuda em Narcóticos Anónimos." Texto Básico, p. 15

Quando pensamos em desespero, vemos uma situação indesejável: uma pobre alma, de roupas sujas, a agarrar-se furiosa a algo que anseia profundamente, um ar de desespero no seu olhar. Pensamos em animais perseguidos, em crianças com fome e em nós próprios antes de encontrarmos NA. Contudo, foi o desespero que sentimos antes de chegarmos a NA que nos forçou a aceitar o Primeiro Passo. As nossas ideias haviam-se esgotado, e ficámos, por isso, abertos a novas. A nossa insanidade havia finalmente submergido o nosso muro de negação, obrigando-nos a ser honestos quanto à nossa doença. Os nossos melhores esforços para controlar haviam-nos cansado; ficámos, por isso, dispostos a render-nos. Havíamos recebido a dádiva do desespero e, como resultado, pudemos aceitar os princípios espirituais que nos permitem recuperar. O desespero é aquilo que leva, por fim, muitos de nós a pedir ajuda. Uma vez chegados a esse ponto, podemos dar meia volta e começar de novo. Tal como o animal desesperado e perseguido procura um abrigo seguro, nós também procuramos um: em Narcóticos Anónimos.

Só por hoje: A dádiva do desespero tem-me ajudado a tornar-me honesto, com uma mente aberta e boa-vontade. Sinto-me grato por essa dádiva, pois tornou a minha recuperação possível.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Reflexão do dia 18 de Julho

Reflexão do dia 18 de Julho
 
      
gratidão pelo que tenho
Durante este processo de aprendizagem a respeito de humildade, o resultado mais profundo de todos foi a mudança de nossa atitude sobre Deus.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES PG. 67
 
 
      Hoje minhas preces consistem principalmente em dizer obrigado" ao meu Poder Superior por minha sobriedade e pela maravilhosa generosidade de Deus, mas preciso também pedir ajuda e força para colocar em prática a Sua vontade na minha vida. Não preciso pedir a Deus a cada minuto para me socorrer de situações em que me coloco por não fazer a Sua vontade. Agora minha gratidão parece estar ligada diretamente à humildade. Enquanto tenho humildade para ser grato pelo que tenho. Deus continua me abastecendo.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Queimando dinheiro

Queimando dinheiro 

Zero Hora
Fonte de múltiplas doenças, o cigarro também prejudica a saúde financeira dos fumantes.

Fator de risco para uma coleção de doenças — câncer, enfisema pulmonar, derrame cerebral e enfermidades cardiovasculares —, o tabagismo também causa sérios estragos na saúde financeira das famílias.

Conforme pesquisa recente do Ibope, o cigarro faz parte de um novo grupo de produtos que integra a cesta de consumo da classe C — extrato social responsável por 38,7% das compras do brasileiro.

Entre a população das classes D e E, os cigarros representam 13 % dos gastos, e esse percentual vem aumentando, com tendência a se igualar ao consumo de produtos de mercearia e vestuário.

Segundo o pneumologista e sanitarista Alberto José de Araújo, membro das comissões de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e da Associação Médica Brasileira, o gasto com o cigarro chegam a comprometer um quarto da renda de uma pessoa que ganha um salário mínimo.

— Escravizados pela dependência, muitos fumantes não percebem que, se deixassem de gastar seu dinheiro com cigarro, poderiam investir em bens essenciais, como uma melhor alimentação, melhor qualidade de vida. Também poderiam planejar viagens, adquirir geladeira, TV — diz Araújo.

A situação tende a se agravar com os reajustes no preço do cigarro, que subiu 16% no final de 2012 em 20 Estados e deve aumentar mais 13%, em 2014, e 10%, em 2015.

Mas há um efeito positivo: aliado a medidas como a restrição à publicidade e à adoção de ambientes livres de fumo, o aumento do preço do cigarro contribui ano a ano para a queda no número de fumantes.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 1989 aproximadamente 35% dos brasileiros fumavam. Em 2008, o índice havia caído para 17,2%. Em 1989, cerca de 43% dos homens e 27% das mulheres fumavam. Em 2008, havia caído para aproximadamente 23% e 14% respectivamente. Os principais fatores para a redução foram:

— 46% resultou diretamente do aumento das taxas sobre os produtos derivados de tabaco

—14% se deve às leis de restrição do cigarro em ambientes fechados

—14% devido à restrição de publicidade

—10% se deve aos programas de tratamento contra o tabagismo

— 8% às advertências sbre saúde nas embalagens de cigarros

—6% às campanhas na mídia contra o fumo.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Abuso de drogas no ambiente de trabalho: um problema perigoso e caro

Abuso de drogas no ambiente de trabalho: um problema perigoso e caro                                                                                             

Administradores
Custos podem ser medidos em detrimento de absenteísmo, acidentes, sinistros de seguros de saúde, perda de produtividade, o moral dos funcionários, roubo e mortes.

Sabe-se que o consumo de álcool e drogas por funcionários podem causar muitos problemas, além do custo ocasionado pela perda da produtividade, lesões, e seguro saúde, ou seguro acidente de trabalho.

Esta perda para as empresas ocasionada pelo abuso de álcool e de drogas por funcionários, acaba tendo um custo elevado, em 2012 já representava mais de R$ 71 bi ao ano (Economia. estadão, 2012) em auxilio acidente, e as noticias tornam-se mais desastrosas ao saber que o Brasil, ocupa hoje o 1° lugar no consumo de Crack (G1, 2013).

Estes números surpreendentes culminam com a empresa desviando recursos que poderiam ser investidos em seu crescimento, para tratar deste problema.

Segundo o NCADI (órgão internacional) “os custos podem ser medidos em detrimento de absenteísmo, acidentes, sinistros de seguros de saúde, perda de produtividade, o moral dos funcionários, roubo e mortes”.

E o órgão complementa que de acordo com as estatísticas, o consumo de tais substâncias entorpecentes culminam com:

Baixa produtividade;
Permanecem mais tempo doentes;
São mais propensos a se machucar ou a outros;
São cinco vezes mais propensos a apresentar pedidos de indenização.
Indo além, normalmente quem “bebe” acaba faltando ao trabalho em função da ressaca.

Bebedores ocasionais também representam um problema e de acordo com um artigo do Christian Science Monitor, os tidos como aqueles que bebem socialmente são responsáveis ​​pela maior parte da perda de produtividade, e neste estudo também se constatou que eram os gestores, e não os colaboradores, que eram a maioria dos responsáveis por tais perdas.

E o pior é que a equipe acaba sofrendo com isto, onde a sua própria produtividade é afetada por causa da bebida de um colega de trabalho.

Um dos passos que o governo brasileiro tomou para tentar minimizar este problema é o conhecido Projeto Recomeço, que alguns engraçadinhos apelidaram de “Bolsa Crack”, sendo este um passo importante para minimizar o problema com as drogas.

Já convivi com profissionais que iam trabalhar bêbados, inclusive alguns utilizavam-se do álcool em horário de expediente, chegavam atrasados, faltavam e tinham em seu hálito o famoso “bafo de onça”, em um dos casos a empresa conseguiu recuperar o funcionário, em outros culminaram com a demissão.

O fato é que as empresas no geral acabam não conseguindo lidar com este tipo de situação, e o funcionário problemático se não o é demitido, é pelo grau parentesco ou devido a escassez de mão de obra, afinal, o objetivo “lucro” ainda é a primazia organizacional.

O fato é que em situações extremas, que envolvam colaboradores que passam por situações desta natureza, o papel do gestor de pessoas é fundamental, pois as práticas voltadas a melhoria da qualidade de vida, aliada a ações que visem o bem comum, incluindo-se nesta a visão global por parte de todos os empregados, irão servir para garantir a recuperação deste colaborador e por conseqüência uma empresa mais humanizada.

Por fim, a empresa é quem deve escolher entre encarar como custo ou investimento para ações desta natureza, e independente de qual for a escolha, o fato é que são vidas, e por si só já merecem uma oportunidade.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)