segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A tigela de madeira

A tigela de madeira  



Um senhor de idade foi morar com seu filho, a nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho. "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão." Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança: "O que você está fazendo?"

O menino respondeu docemente: "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer". O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
Fonte: www.momentos.com

 De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.

Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.

Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.

 Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".

Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.

Força, fé e esperança,
Clayton  Bernardes

Anvisa mantém prazo para proibição de cigarros com aditivos a partir de setembro

Anvisa mantém prazo para proibição de cigarros com aditivos a partir de setembro                                                                                                

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) confirmou na última quarta-feira, por meio de sua assessoria de imprensa, que o prazo para a proibição da fabricação de produtos derivados do tabaco com aditivos característicos, como mentol e cravo, entre outros, que conferem sabor e odor aos cigarros, começa a vigorar a partir de setembro deste ano.

A decisão unânime ocorreu durante reunião da diretoria colegiada da Anvisa e manteve a deliberação tomada no ano passado. A indústria terá seis meses, a partir de setembro, para encerrar a comercialização desses produtos no mercado, ou seja, até março de 2014.

A Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) entrara com recurso pedindo a extensão do prazo de adequação dos produtos. Os diretores da Anvisa entenderam, entretanto, que o prazo de 18 meses, dado em 2012 para que a indústria pudesse se adequar, foi suficiente.

Os diretores da agência não autorizaram a inclusão de 181 novos aditivos, solicitada pela indústria sob a alegação que são essenciais para o processo de produção e não confeririam sabor e odor ao cigarro. A Anvisa decidiu constituir um grupo de trabalho para avaliar se os aditivos são realmente fundamentais para o processo produtivo. O grupo deverá ser formado em até 30 dias e terá prazo de um ano para apresentar conclusões. "Enquanto isso, eles continuam proibidos", informou o órgão.

A diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Paula Johns, que esteve na a reunião aberta ao público ontem (30), entende, porém, que a não autorização para a inclusão de novos aditivos não significa que eles estejam proibidos. "Enquanto o grupo de trabalho não chegar a uma conclusão, eles [aditivos] continuam sendo utilizados no cigarro. Esta é a realidade", disse hoje (31) à Agência Brasil.

Na interpretação da diretora da ACT, ao dar o prazo de um ano para a discussão da lista de novos aditivos, a agência permitiu que os novos aditivos possam ser utilizados. "Eles estarão sob discussão por mais um ano e aí é que a Anvisa vai definir se eles estão autorizados ou proibidos". Nesse tempo, ela acredita que os novos aditivos continuarão sendo incluídos nos cigarros.

"Eu espero que, daqui a um ano, esses aditivos sejam incluídos na lista dos que estão proibidos hoje. Mas, agora, eles não estão". Reiterou que "o que não está proibido, está permitido". Para Paula Johns, a medida foi uma flexibilização da norma. Segundo ela, essa foi uma estratégia da indústria para protelar a entrada em vigor da legislação de prevenção ao tabagismo.

A ACT é uma organização não governamental (ONG) voltada à promoção de ações para a diminuição do impacto sanitário, social, ambiental e econômico gerado pela produção, consumo e exposição à fumaça do tabaco.

Atualmente, de acordo com a Anvisa, o único aditivo que pode ser adicionado ao tabaco é o açúcar, atendendo à justificativa da indústria de repor perdas naturais ocorridas durante o processo de secagem. A agência, entretanto, vai definir metodologias de referência e colocá-las à disposição da indústria para que ela tenha um padrão a ser seguido na adição do componente.
Autor:
OBID Fonte: Só Notícia

Livro destaca a combinação nociva entre o uso de drogas e o comportamento sexual

Livro destaca a combinação nociva entre o uso de drogas e o comportamento sexual                                                                                             

Saúde Plena
As disfunções sexuais também podem ser desencadeadas pelo uso crônico de substâncias psicoativas

Duas fontes de prazer que combinadas podem insuflar a dor. Sexo e drogas estão fortemente associados. Podem levar à iniciação sexual precoce, ao comportamento sexual de risco, a uma gravidez indesejada e até a violência sexual. As disfunções sexuais também podem ser desencadeadas pelo uso crônico de substâncias psicoativas: são mais comuns em dependentes químicos que na população geral.

Um dos pilares da qualidade de vida, espera-se que a maioria das pessoas tenha vida sexual saudável e satisfatória sem drogas. Os aspectos que envolvem essa perigosa combinação entre drogas e comportamento sexual, principalmente entre adultos jovens e adolescentes, é um dos temas abordados no recém-lançado livro Sexualidade: do prazer ao sofrer, da Editora Roca, organizado por Alessandra Diehl e Denise Leite Vieira.

Entre outros assuntos, elas mostram de que forma drogas como álcool e maconha têm efeitos mistos, interferindo na relação estímulo/percepção/reação sexual. Segundo a psiquiatra Alessandra Diehl, colaboradora da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (Inpad), as drogas podem interferir em qualquer estágio do ciclo de resposta sexual humano: desde o desejo até a resolução.

O Ecstasy, por exemplo, ganhou as festas na década de 1980 com a promessa de aumentar o interesse sexual, assim como a sensação de proximidade e intimidade com terceiros. Muitos usuários dizem sentir vontade de tocar as pessoas e que o efeito é mais sensorial que propriamente sexual. No entanto, há evidência científica de aumento de risco de sexo desprotegido e maior número de parcerias sexuais na vigência do uso.

Também há quem acredite que a maconha tenha capacidade de aumentar a libido, prolongar o orgasmo e favorecer o encontro sexual. “Não se sabe ao certo se esses efeitos seriam dose-dependentes ou não, ou seja, quanto maior o consumo, maior o efeito. Tudo indica que deve existir algo complicado nessa relação, apesar das polêmicas e controvérsias entre os apaixonados pela erva, que a glorificam”, explica a estudiosa.

Pesquisadores ainda estão em busca de respostas para entender o real papel da maconha na esfera sexual. Mas os poucos estudos disponíveis revelam que existe associação do uso da droga e aumento do número de parcerias sexuais, dificuldade de atingir o orgasmo para os homens e dificuldades de ereção. Outros estudos têm apontado desenvolvimento de infertilidade em ambos os gêneros.

LÍCITAS
Mas o comprometimento na sexualidade pode estar bem mais próximo. Já está comprovado que o cigarro leva à disfunção sexual em homens. As mulheres podem ter os mesmos efeitos. Já o álcool causa diminuição da libido e, em longo prazo, disfunção sexual, embora tenha efeito no processo de desinibição quando utilizado em baixas doses, às vezes facilitando o encontro sexual.

“O álcool tem efeitos tóxicos diretos sobre os testículos e ovários, além do fígado. Ele aumenta o catabolismo de testosterona e sua transformação em estrogênio, levando a disfunções sexuais após exposição e abuso crônico. Nas mulheres, pode interferir na lubrificação vaginal e na capacidade de atingir o orgasmo. A ação depressora do álcool também pode causar sonolência e diminuir o desejo sexual.”

MITO OU VERDADE?

MITO: O uso de estimulantes sexuais por indivíduos sem disfunção erétil não causa nada.
Jovens saudáveis têm feito uso recreativo de medicamentos para tratamento da disfunção erétil. Combinados com outras drogas, como Ecstasy, a tentativa é aumentar a autoconfiança, prolongar a excitação e melhorar o desempenho sexual. Acredita-se que isso pode provocar arritmias e quadros semelhantes a uma crise de pânico.

VERDADE: Cocaína em dose baixa pode aumentar tesão.
A cocaína talvez seja a droga mais emblemática na questão da sexualidade, pois os efeitos na atividade sexual são dose- dependentes e podem tanto gerar aumento do prazer e da intensidade do orgasmo quanto piorar o desempenho sexual. Os efeitos agudos da cocaína são estimulantes, mas a longo prazo ela provoca disfunções sexuais.

VERDADE: GHB é a droga do estupro.
Muitos tratam o gamahidroxibutirato (GHB) como ´rape drugs`, ou seja, uma droga do estupro por ser facilmente colocada em bebidas e utilizada para atos criminosos. Mas o uso do GHB também pode ser motivado, principalmente em homens, pelos seus efeitos de relaxamento, aumento da libido e da sonolência.

MITO: O Crystal não é uma droga perigosa com relação ao sexo.
O abuso de metanfetamina – Crystal, Meth ou Tina – tem gerado preocupações clínicas e psicológicas, especialmente entre homens que fazem sexo com homens. Intercurso anal desprotegido e compartilhamento de seringas, que expõem as pessoas ao risco de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, podem ocorrer por influência dessa droga.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Reflexão do dia 5 de Agosto

Reflexão do dia 5 de Agosto
 
      
ouvindo atentamente
Com que persistência apregoamos nosso direito de decidir sozinhos o que pensaremos e como agiremos.
OS DOZE PASSOS E AS DOZES TRADIÇÕES PG. 31
 
 
 
      Se aceito e atuo pelos conselhos daqueles que têm feito o programa funcionar para si, tenho chance para superar os limites do passado. Alguns problemas se reduzirão a nada. enquanto outros podem requerer uma ação paciente e bem pensada. Ouvindo atentamente quando os outros compartilham, pode-se desenvolver a intuição para tratar os problemas que surgem inesperadamente, Normalmente é melhor para mim evitar ações impetuosas. Assistir a uma reunião ou falar com um membro de A.A., geralmente reduz a tensão o bastante para trazer alívio a um sofredor desesperado como eu. Compartilhando problemas nas reuniões com outros alcoólicos com os quais me relaciono, ou em particular com meu padrinho, posso mudar aspectos das posições nas quais me encontro. Defeitos de caráter são identificados e começo a ver como eles trabalham contra mim. Quando coloco minha fé no poder espiritual do programa, quando confio em que outros me ensinem o que preciso fazer para ter uma vida melhor, descubro que posso confiar em mim mesmo para fazer o que é necessário.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 05-08...

Meditação do Dia

Segunda, 05 de Agosto de 2013


A forma dos nossos pensamentos
Ao moldarmos os nossos pensamentos segundo ideais espirituais, somos libertos, para nos tornarmos aquilo que queremos ser." Texto Básico, p. 117

A adicção moldou os nossos pensamentos à sua própria maneira. Não importa quais fossem, eles acabaram deformados pela nossa doença, assim que ela tomou o controle pleno das nossas vidas. A nossa obsessão com drogas, bem como connosco próprios, moldou o nosso estado de espírito, as nossas acções, e a própria forma das nossas vidas. Cada um dos ideais espirituais do nosso programa serve para endireitar uma ou outra das distorções do nosso pensamento que se desenvolveram durante a nossa adicção activa. A negação é contrabalançada pela admissão, os segredos pela honestidade, o isolamento pela irmandade, e o desespero pela fé num Poder Superior amantíssimo. Os ideais espirituais que encontramos em recuperação estão a restaurar a forma dos nossos pensamentos e das nossas vidas à sua condição natural. E qual é essa "condição natural"? Trata-se da condição que procuramos verdadeiramente para nós próprios, um reflexo dos nossos sonhos mais elevados. Como é que sabemos isso? Porque os nossos pensamentos estão a ser moldados em recuperação pelos ideais espirituais que encontramos na relação que desenvolvemos com o Deus que viemos a compreender em NA. Já não é mais a adicção a moldar os nossos pensamentos. Hoje, as nossas vidas estão a ser moldadas pela nossa recuperação e pelo nosso Poder Superior.

Só por hoje: Vou deixar que ideais espirituais moldem os meus pensamentos. Vou assim descobrir a forma do meu próprio Poder Superior.
 
Força, fé e esperança,
Clayton  Bernardes

domingo, 4 de agosto de 2013

Reflexão do dia 4 de Agosto

Reflexão do dia 4 de Agosto
 
 
sementes da fé
A fé é absolutamente necessária, porém a fé isolada não basta para nosso propósito. Porque podemos ter fé e ao mesmo tempo deixar Deus fora de nossas vidas.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES PG. 29
 
 
 
Quando criança sempre questionava a existência de Deus. Para um "pensador científico" como eu, nenhuma resposta resistia a uma dissecação completa, até que uma mulher muito paciente finalmente me disse: "você precisa ter fé".
Com esta simples declaração, as sementes de minha recuperação foram plantadas.
Hoje, quando pratico minha recuperação aparando as ervas daninhas do alcoolismo - lentamente estou deixando essas antigas sementes de fé crescer e florescer. Cada dia de recuperação, de ardente jardinagem, se integra mais em minha vida o Poder Superior de meu entendimento. Meu Deus tem estado sempre comigo através da fé, mas é de minha responsabilidade ter a disposição para aceitar a Sua presença.
Peço a Deus para me conceder a disposição para fazer a Sua vontade.
 
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 04-08...

Meditação do Dia

Domingo, 04 de Agosto de 2013


Quando é que um segredo não é um segredo?
"Os adictos tendem a viver vidas secretas. ... É um alívio enorme livrarmo-nos de todos os nossos segredos e partilharmos o peso do nosso passado." Texto Básico, p. 38

Já ouvimos dizer que "somos tão doentes quanto os nossos segredos". O que é que mantemos em segredo, e porquê? Mantemos em segredo aquilo que nos envergonha. Podemos agarrar-nos a essas coisas por não querermos entregá-las. Mas se há coisas que nos envergonham, será que não estaríamos mais à vontade se nos livrássemos delas? Alguns de nós agarram-se por outros motivos às coisas que os envergonham. Não é que não queiramos ver-nos livres delas; é mais porque achamos que não vamos conseguir. Elas perseguiram-nos durante tanto tempo, e tantas vezes tentámos livrar-nos delas, que desistimos de ter qualquer esperança de alívio. Mas elas continuam a envergonhar-nos, e mesmo assim mantemo-las em segredo. Precisamos de nos lembrar de quem somos: adictos em recuperação. Nós, que durante tanto tempo tentámos manter o nosso uso de drogas em segredo, encontramo-nos livres da obsessão e da compulsão para usar. Embora muitos de nós tenham gostado de usar até ao fim, nem por isso deixáram de querer recuperar. Não aguentávamos o preço que o nosso uso nos impunha. Quando admitimos a nossa impotência e procurámos a ajuda de outros, o peso do nosso segredo foi aliviado. O mesmo princípio aplica-se a quaisquer segredos que possam pesar-nos. Sim, somos tão doentes quanto os nossos segredos. Só quando os nossos segredos deixarem de ser segredos é que poderemos começar a sentir o alívio daquilo que nos envergonha.

Só por hoje: Os meus segredos só me manterão doente enquanto eu os mantiver secretos. Hoje vou falar com o meu padrinho ou madrinha acerca dos meus segredos.
 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes