Jovens dos países mais pobres são mais vulneráveis à propaganda de cigarro
Agência Brasil - Da Agência Lusa
Os jovens dos países mais pobres são mais vulneráveis à publicidade das empresas fabricantes de cigarro e correm o risco de ser fumantes prematuros, alerta hoje (1º) estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em geral, os produtores de cigarros expõem a população dos países com menos recursos econômicos a uma publicidade mais intensa e agressiva do que a dos que vivem em países com um nível de vida superior, acrescenta o relatório.
O estudo, que começou em 2005, é o primeiro a comparar os níveis de publicidade das empresas em 16 países.
A data de início do estudo coincide com a entrada em vigor da Convenção-Marco sobre o Tabaco, que, entre outros aspectos, inclui controle rigoroso da publicidade de cigarros.
Os dados mostram que apesar das proibições, a publicidade continuar a ser um aspecto fundamental na adesão de novos fumantes.
Os anúncios dirigem-se especialmente aos jovens, pois está demonstrado que se forem submetidos a uma maior publicidade, começam a fumar antes e continuam a fazê-lo quando adultos.
Uma maneira de atrair consumidores mais jovens é a forma como se vende o produto. Segundo o relatório, nos países mais pobres mais de 64% das lojas selecionadas vendem cigarro avulso, muito acima dos quase 03% de estabelecimentos que o fazem nos países desenvolvidos.
Essa fórmula de venda permite que as crianças e os adolescentes comprem o produto mais barato, já que, muitas vezes, não podem comprar um maço completo.
O relatório destaca ainda uma queda na venda de tabaco nos países desenvolvidos. Entre 2009 e 2012, observou-se que as nações mais pobres têm 81 vezes mais publicidade nas ruas que as mais avançadas.
Os peritos da OMS alertam que a publicidade é uma “ameaça iminente”.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Reflexão 02/12/15
SERENIDADE
02-12-2015
Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos...
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES
À medida que continuei indo às reuniões e praticando os Passos, algo começou a me acontecer. Me sentia confuso porque não estava seguro do que estava sentido, e então percebi que estava sentido serenidade. Era uma sensação agradável mas, de onde vinha? Então percebi que ele tinha vindo "... como resultado destes Passos".O programa pode não ser sempre fácil de praticar, mas precisei reconhecer que minha serenidade veio após praticar os Passos. Quando pratico os Passos em tudo que faço e os aplico em todos o meus negócios, descubro que estou acordado para Deus, para os outros e para mim mesmo. O despertar espiritual que desfruto como resultado de trabalhar os Passos, é a consciência de que eu não estou mais sozinho.
Saiba sobre a cocaína e seus males...
Cocaína
É uma das drogas ilegais mais consumidas no mundo.
A cocaína é um psicotrópico, pois age no Sistema Nervoso Central, isto é, sua atuação é no cérebro e na medula espinhal, exatamente nos órgãos que comandam os pensamentos e as ações das pessoas.
Há dois tipos de envenenamento pela cocaína: um caracterizado pelo colapso circulatório e, o outro, pela intoxicação do Sistema Nervoso Central - o cérebro, que é o órgão da mente.
A respiração, primeiro é estimulada e, depois decai. A morte advém devido ao colapso cardíaco.
As alucinações cocaínicas são terríveis: no início, um pouco de prazer, mas com o decorrer do tempo, o usuário pode ouvir zumbidos de insetos, queixando-se de desagradável cheiro de carrapatos; sente pequenos animais imaginários, como vermes e piolho, rastejando embaixo de sua pele, e as coceiras ou comichões quase o levam à loucura. Nos casos agudos de intoxicação, pode haver perfuração do septo nasal, quando a droga é aspirada ou friccionada nas narinas; e queda dos dentes, quando a fricção for nas gengivas.
A maneira como a cocaína é usada pode ter influência nos efeitos. Quanto mais rápido a cocaína é absorvida e enviada para o cérebro, maior será a euforia experimentada. O reforço do próprio uso e a possibilidade de efeitos colaterais também são maiores.
Cocaína na gravidez causa perda de neurônios em cérebro de bebêSegundo um estudo publicado no Journal of Comparative Neurology, o uso de cocaína durante a gravidez pode resultar na perda de mais de metade dos neurônios do córtex cerebral dos bebês. Os cientistas estudaram os cérebros de macacos rhesus, mas acadêmicos acreditam que a descoberta pode ter implicações para os seres humanos, no que se refere aos reais danos fisiológicos para o cérebro do bebê associados ao uso de cocaína pela mãe durante a gravidez. Metade dos oito macacos usados nos experimentos nasceu de mães que consumiram 20mg/Kg de cocaína por dia durante o segundo trimestre de gravidez. A outra metade não recebeu cocaína, mas teve alimentação e cuidados pré-natais similares. O estudo mostrou que o córtex cerebral dos macacos nascidos de mães que usaram a droga tinha cerca de 60% menos neurônios e era cerca de 20% menor do que aqueles do grupo controle. "Esse é o primeiro estudo que mostra claramente a possibilidade da cocaína afetar a estrutura cerebral. Ele mostra que isso pode ocorrer", disse Michael Lidow, do Programa de Neurociência da Universidade de Maryland, um dos autores do trabalho.
Fonte: site antidrogas.com.br
É uma das drogas ilegais mais consumidas no mundo.
A cocaína é um psicotrópico, pois age no Sistema Nervoso Central, isto é, sua atuação é no cérebro e na medula espinhal, exatamente nos órgãos que comandam os pensamentos e as ações das pessoas.
Há dois tipos de envenenamento pela cocaína: um caracterizado pelo colapso circulatório e, o outro, pela intoxicação do Sistema Nervoso Central - o cérebro, que é o órgão da mente.
A respiração, primeiro é estimulada e, depois decai. A morte advém devido ao colapso cardíaco.
As alucinações cocaínicas são terríveis: no início, um pouco de prazer, mas com o decorrer do tempo, o usuário pode ouvir zumbidos de insetos, queixando-se de desagradável cheiro de carrapatos; sente pequenos animais imaginários, como vermes e piolho, rastejando embaixo de sua pele, e as coceiras ou comichões quase o levam à loucura. Nos casos agudos de intoxicação, pode haver perfuração do septo nasal, quando a droga é aspirada ou friccionada nas narinas; e queda dos dentes, quando a fricção for nas gengivas.
A maneira como a cocaína é usada pode ter influência nos efeitos. Quanto mais rápido a cocaína é absorvida e enviada para o cérebro, maior será a euforia experimentada. O reforço do próprio uso e a possibilidade de efeitos colaterais também são maiores.
Mascar folhas de cocaína devagar e continuamente. As folhas de coca apresentam apenas o equivalente a 1% do seu peso de cocaína, portanto são engolidas quantidades relativamente pequenas ao mascar. Estes fatores contribuem para manter níveis baixos de cocaína no sangue e, portanto, significamente menos euforia do que a obtida com a cocaína através de outras formas. |
A cocaína extraída das folhas e purificada como um sal (hidroclorido). Nesta forma, a cocaína pode ser absorvida por inalação e pode ser injetada. A inalação (cheirar) produz níveis rápidos e também declives rápidos. Os níveis de cocaína no cérebro, suficientes para surtir efeitos, são atingidos de 3 a 5 minutos. Os efeitos da injeção intravenosa são ainda mais rápidos, menos de um minuto. |
Fumar produz efeitos em um tempo mais curto ainda do que o da injeção intravenosa, normalmente abaixo de 10 segundos. Duas formas de base para a cocaína têm sido usadas para fumar - "freebase" e "crack". Estas formas são quimicamente idênticas, mas são preparadas de forma diferente. "Freebase" refere-se a base isolada em éter depois de tratada com sal dissolvido em água com amônia. O éter é evaporada para obter uma droga muito pura e sólida. "Crack" refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio. Os pedaços grossos secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato. Os últimos estouram ou racham (crack) como diz o nome. ( Fonte: Como agem as drogas, Gesina L. Longenecker,PH.D. Quark books. Ilustrações de Nelson W.Hee) |
Tempo Necessário para alcançar o cérebro através de formas comuns de dependência
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Fumar | 6-8 segundos |
Injeção intravenosa | 10-20 segundos |
Cheirar | 3-5 minutos |
Mascar produz um nível mais baixo e estável da droga
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Fonte: site antidrogas.com.br
O Usuário e o Traficante
Folha de São Paulo - UOL
Dr. Dáuzio Varella
Quem usa trafica, mesmo que não se considere traficante. O usuário que nunca comprou ou cedeu droga ilícita para um amigo, que atire a primeira pedra.
Nesta coluna, sempre defendi a definição de critérios objetivos que permitam separar usuários de traficantes profissionais. Sem essa distinção, a decisão de prender ou soltar fica a critério do policial que faz a apreensão na rua, ocorrência sujeita a arbitrariedades, preconceitos sociorraciais e corrupção.
Promulgada em 2006, a lei que permitiria distinguir usuários daqueles que os exploram é vaga e imprecisa. Como consequência, pune com rigor os mais pobres, os negros e as mulheres, como demonstra a socióloga Juliana Carlos numa pesquisa recém-publicada pelo International Drug Policy Consortium, com sede em Londres.
A partir de um levantamento do Instituto Sou da Paz, a socióloga coletou os dados de 1.040 pessoas (88% homens) presas em flagrante por tráfico no Estado de São Paulo, num período de três meses (1 de abril a 30 junho de 2011).
Eram réus primários 52% dos homens e 62% das mulheres. O número de prisões efetuadas dentro de casa, sem ordem judicial, foi duas vezes maior no caso das mulheres.
As quantidades de maconha apreendidas variaram de 0,1 g a 242 kg; as de cocaína ficaram entre 0,2 g e 49,8 kg; e as de crack entre 0,1 g e 65,9 kg.
Os motivos para dar voz de prisão a pessoas flagradas com menos de um grama de maconha ou crack são desconhecidos. Na maioria das vezes, as únicas testemunhas da abordagem foram os próprios policiais; civis testemunharam apenas 22,5% dos casos.
Na cena do flagrante, o poder do policial é absoluto: se considerar que a quantidade apreendida é para uso pessoal, o suspeito será liberado sem formalidades; caso contrário, será preso, processado e condenado a penas que podem ir de 5 a 15 anos, de acordo com o Código Penal Brasileiro.
Outros países aplicam critérios mais objetivos, estabelecidos com base na quantidade apreendida. É permitida a posse de até 25 g de maconha em Portugal, 15 g na Austrália, 28 g nos Estados Unidos, 10 g no Paraguai, 5g no México, 200 g na Espanha. Em relação à cocaína, Portugal, Índia e Paraguai, permitem até 2 g; Holanda e Rússia até 0,5 g, Espanha até 7,5 g.
Se adotássemos as leis da Holanda, Bélgica, México ou Rússia, 9% das 1.040 pessoas presas na amostra estudada por Juliana Carlos não teriam ido para a cadeia. Em caso da adoção dos números australianos, permaneceriam em liberdade 41%; se fossem as leis espanholas, 69%.
Em 2011, ano em que a pesquisa foi realizada, a população carcerária do Estado de São Paulo era de 180 mil pessoas, das quais 52 mil cumpriam pena por tráfico.
Usando as estimativas mais conservadoras, se os dados obtidos no inquérito publicado valessem para a população inteira, teríamos deixado de aprisionar 9% (4.700 pessoas) dos que foram presos por porte de maconha e 22% (11.500) daqueles detidos com cocaína.
A autora conclui: "O ideal seria que a distinção entre usuários e traficantes fosse feita caso a caso, levando em conta todas as especificidades e circunstâncias. Entretanto, como esta publicação deixa claro, a aplicação apenas de critérios subjetivos num país marcado por desigualdades sociais e econômicas tão profundas, não resultou em aplicação justa e adequada da lei, conduziu à imposição de sentenças desproporcionais e ao aumento do número de prisões por pequenas contravenções".
Esse estudo é publicado em momento oportuno. O STF está prestes a julgar o recurso que propõe considerar inconstitucional o artigo que criminaliza o porte de drogas para uso pessoal.
Um levantamento realizado em 2012, entre brasileiros com mais de 18 anos, mostrou que 2,5% haviam fumado maconha nos últimos 12 meses, 1,7% consumido cocaína e 0,7% fumado crack, no mesmo período. Entre 2005 a 2012, o número de prisioneiros cumprindo sentenças por tráfico aumentou 320%.
Já está mais do que na hora de pensar o que a sociedade ganha ao trancafiar mulheres e homens surpreendidos com pequenas quantidades de droga.
Quanto custa manter tanta gente enjaulada? Quais as consequências de expor pequenos contraventores ao contato com facções criminosas organizadas?
Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Reflexão do dia 1 de Dezembro
PASSOS "SUGERIDOS"
Nosso Décimo Segundo Passo também diz que, como resultado da prática de todos os Passos, cada um de nós foi descobrindo algo que se pode chamar de "despertar espiritual"... O meio de que A.A. dispões em nosso preparo para a recepção desta dádiva está na prática dos Doze Passos de nosso programa.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES PG. 94 95
Eu lembro da resposta do meu padrinho quando lhe falei que os Passos eram "sugeridos". Ele replicou que eles são sugeridos da mesma maneira que, se você saltar de um avião com um pára-quedas, é "sugerido" que você puxe a corda para abri-lo e salvar a sua vida. Ele mostrou-me que era "sugerido"que eu praticasse os Doze Passos se quisesse salvar a minha vida. Assim eu tento me lembrar diariamente que tenho todo um programa de recuperação baseado em todos os Doze Passos "sugeridos".
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Drogas - uma prisão voluntária
Analisando um recurso da Defensoria Pública do estado de São Paulo, nossa Suprema Corte iniciou a votação que decidirá se o porte de drogas para consumo deve ser descriminalizado. A justificativa recursal é centrada no argumento de que o Estado não pode proibir o indivíduo de usar ou fazer algo que prejudique somente ele.
Na leitura dos votos proferidos até agora, nota-se claramente a divergência de pensamentos. O relator Gilmar Mendes votou no sentido de descriminalizar o porte para uso, seja qual for a droga. Já o ministro Edson Fachim decidiu que somente a maconha estaria livre da tipificação criminal. O magistrado Luís Roberto Barroso foi além; sustentou no voto o porte legal da maconha e seu plantio com fins de uso próprio – é difícil uma previsão do resultado final.
Os defensores alegam que em outros países o porte para uso foi liberado; portanto, devemos seguir o mesmo rumo. Isto não é parâmetro para justificar uma decisão de fortíssimo impacto na vida dos brasileiros. A nossa realidade social está anos-luz distante da Holanda, que já começa a revisar/endurecer sua abertura sobre as drogas. No Colorado (EUA), os acidentes de trânsito aumentaram com a liberação. Aqui não conseguimos sequer tratar os drogados – imagina isto sem rédeas.
Qual a quantidade máxima de substância alucinógena que o contaminado pode inalar/injetar e não ser incomodado por ninguém? Exemplo: se estiver trabalhando, dirigindo um carro ou mesmo pilotando um avião? Quem vai medir isto? Estudos científicos de credibilidade atestam que a fumaça desta erva marijuana é prejudicial nos chamados fumantes passivos. A saúde dos demais indivíduos não conta? Olhar para um viciado vai ser discriminação?
Aprendi em algum lugar que o juiz não é somente um intérprete da lei, mas também o julgador que enxerga os fins sociais que a ela se aplicam, maiormente diante de uma decisão que pode tornar pior ainda o sanatório das drogas no Brasil. Vamos ser legalistas, mas ainda é tempo de enxergar um pouco mais.
Fonte:
Walter Filho
walterfilhop@hotmail.com
Promotor de justiça
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