segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Perguntas freguentes e suas respostas!!!!


1)      Como se prevenir da transmissão do vírus da aids através de agulhas e seringas?


Para o uso de medicamentos injetáveis, seja na farmácia, no hospital ou posto de saúde, ou em casa, deve-se exigir sempre seringas e agulhas descartáveis novas, ou certificar-se de que a agulha e a seringa de vidro foram devidamente esterilizadas.

Pessoas que tomam drogas injetáveis também não devem compartilhar agulhas e seringas. Na verdade, o melhor seria parar de usar drogas, mas, quando isso não for possível, cada pessoa deveria ter sua própria seringa e não compartilhá-la com ninguém.

Autor: ECOS - Comunicação em Sexualidade
Fonte: http://www.adolec.br/adolecfaq/index.php?action=artikel&cat=1&id=13&artlang=pt-br

2) O que é tolerância à drogas?


A tolerância acontece quando o organismo acaba por se acostumar ou fica tolerante à droga, ou seja, a droga faz a cada dia menos efeito. Assim para se obter o que se deseja, é preciso ir aumentando cada vez mais as doses.


Autor: Centro Brasileiro de Drogas Psicotrópicas - CEBRID/UNIFESP
g=pt-b

3)Ouvi dizer que existem tipos de usuários/as de drogas. O que é isso?


A UNESCO, um órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), que trabalha com educação e cultura, distingue quatro tipos de usuários de drogas:

experimentador – é aquele que experimenta alguma droga para saber como é que é o efeito, por que deseja ter novas experiências, porque o grupo pressiona, por conta da publicidade que se faz, etc. Na grande maioria dos casos, o contato com a substância não passa das primeiras experiências;

ocasional – é aquele que utiliza de uma ou outra droga, só de vez em quando. Nesse caso, não existe a dependência e a relação com as pessoas continua normalmente.

Habitual - é quando se utiliza frequentemente de drogas e em suas relações pessoais e profissionais já começam a aparecer problemas. Já está correndo riscos de ficar dependente e seria importante que já procurasse por algum tipo de ajuda.

dependente – é aquele que vive pela droga e para a droga, quase exclusivamente. Como seus vínculos com as pessoas já está muito ruim, passa, muitas vezes, a ser isolado e marginalizado.

Autor: Comunicação em Sexualidade - ECOS

Fonte:http://www.adolec.br/adolecfaq/index.php?action=artikel&cat=2&id=90&artlang=pt-br

4) Tenho um sobrinho que está, ao que parece, dependente de crack. Quais são os sintomas que demonstram


Sei que nos casos em que o usuário põe em risco a própria vida, a família pode interná-lo à sua revelia. Não seria o caso?

Dependência química é um padrão de uso geralmente intenso que envolve um descontrole sobre a quantidade ou a freqüência com que se consome álcool ou outras drogas, geralmente com um desejo forte (muitas vezes irresistível) de utilizar a substância. Existem critérios bem definidos para se caracterizar a presença dessa condição.

Esses critérios levam em conta a idéia de que a pessoa que consome drogas não pode ser classificada unicamente em dependente ou não-dependente. Existem padrões individuais de consumo que variam de intensidade e gravidade, fazendo com que não exista um consumo absolutamente isento de riscos. A dependência pode ser originada pelo consumo de qualquer substância que produz sensações prazerosas e sua gravidade é determinada pelo tempo e intensidade do consumo, pelas características individuais do usuário e pelo ambiente sócio-cultural.

Um dos sinas para avaliar a dependência do crack seria a presença de sintomas de abstinência. Estes podem ser: necessidade de utilizar a droga novamente, desgaste físico, prostração e depressão profunda. Contudo, para confirmar o diagnóstico de dependência química é preciso fazer uma avaliação com um profissional especializado.

Há vários motivos que estimulam o indivíduo a procurar ajuda e desejar a mudança. Sentir que a família o pressiona ao tratamento, a chegada de prejuízos sociais (possível perda do emprego, condenação por contravenções penais, perdas afetivas) e clínicos são alguns deles. O tratamento forçado, em algumas ocasiões, pode ser eficaz pois a pressão pode ser fonte de motivação e estimular a mudança. Pacientes que chegam para o tratamento por pressões externas podem acabar percebendo que a abstinência lhes traz ganhos muito maiores que os tinham quando usavam drogas.

Vale lembrar que a internação não é a única forma de tratamento, pelo contrário, pode apenas fazer parte dele. Basicamente, os resultados de uma internação são a melhoria das condições gerais de saúde do paciente (alimentação, sono, etc.), a desintoxicação com supervisão médica, a aplicação de medicamentos para alívio dos sintomas da síndrome de abstinência e a terapia psicológica individual ou grupal. Desintoxicar significa eliminar a droga do organismo e não remover a dependência.
Fonte: Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas)/Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein

 
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 04-02...


Meditação do Dia

Segunda, 04 de Fevereiro de 2013


A questão não está só em nos sentirmos bem
"Para nós a recuperação é mais do que apenas prazer." Texto Básico, p. 50

Na nossa adicção activa, muitos de nós sabiam exactamente como nos iriam sentir de um dia para o outro. Bastava ler o rótulo da garrafa ou saber o que estava no pacote. Planeávamos os nossos sentimentos, e todos os dias o nosso objectivo era sentirmo-nos bem. Em recuperação, podemos sentir seja o que for de um dia para o outro, até mesmo de um minuto para o outro. De manhã podemos sentir-nos cheios de energia e felizes, e depois à tarde, estranhamente, tristes e em baixo. Dado que já não planeamos de manhã os nossos sentimentos para o dia, podemos acabar por ter sentimentos algo inconvenientes, tais como sentirmo-nos cansados de manhã e acordados quando são horas de nos deitarmos. Claro que há sempre a possibilidade de podermos sentir-nos bem, mas não é essa a questão. Hoje, a nossa principal preocupação não é sentirmo-nos bem, mas aprender a compreender e a lidar com os nossos sentimentos, sejam eles quais forem. Fazemos isto trabalhando os Passos e partilhando os nossos sentimentos com os outros.

Só por hoje: Vou aceitar os meus sentimentos, sejam eles quais forem, tal como são. Vou praticar o programa e aprender a viver com os meus sentimentos.

 Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Humildade é fundamental!!!!!!!!!!!!!!!!!


Quando estamos em processo de recuperação, pensamos que tudo que queremos e acreditamos irá acontecer porque estamos fazendo tudo que o programa nos sugere para uma recuperação plena, e então acreditamos que a partir dessa tal recuperação tudo será diferente, ou seja, teremos tudo em nossas mãos.

Só que esquecemos que antes do processo de recuperação nuca tivemos nada em nossas mãos e não dávamos valor em nada e em ninguém que estava a nossa volta. Tínhamos o dom de fazer sofrer todos que estavam mais próximos e quando nos falavam de DEUS a primeira coisa que fazíamos era ironizar as pessoas e o próprio DEUS.

 Ao passar por esse tratamento que nos trará a recuperação, começamos a cobrar das pessoas mais atenção, respeito, achando que todos têm a obrigação de nos entender ou que todas as portas se abram como se fossemos as melhores pessoas do mundo.

Não somos as melhores e nem as piores pessoas do mundo, somos pessoas como outra qualquer que tem problemas e frustrações, alegrias e tristezas, mas temos um problema a mais que é a ADICÇÃO, que nos limita em algumas ações e por essa limitação devemos estar mais atentos e vigilantes com algumas situações a nossa volta que poderá nos levar a velha vida de desleixo e descaso.

Temos que lutar por vaga de emprego, vaga na faculdade, provar a todo o momento que não estamos mentindo, lidar com desconfiança e cobrança além da cota, mas, tudo isso é reflexo das atitudes passadas.

São nessas horas que o equilíbrio e a serenidade que buscamos em recuperação devem ser colocados em prática.

É importante saber que nada virá como prêmio por causa de nossa recuperação, talvez tenhamos certa dificuldade com alguns assuntos ou de nos deparar com alguma situação incomoda, mas, essas coisas fazem parte de nossas vidas.

Não podemos esperar somente as coisas boas que a vida pode nos proporcionar, até porque a vida não é feita só de coisas boas, temos que estar atentos às dificuldades e supera-las cada uma há seu tempo. A humildade é fundamental para esse processo porque nos fará querer algo menor e se por ventura algo maior vier estaremos preparados a não nos envaidecer e não voltarmos a ser os mesmos de antes.

 

Força, fé e esperança,

Clayton Bernardes.

 

 

Reflexão diária 03-02...


REFLEXÃO DIÁRIA - 3 DE FEVEREIRO


PREENCHENDO UMA LACUNA

Bastava para o caso fazermo-nos uma lacônica pergunta: "Creio agora ou estou disposto a crer, que exista um Poder maior a mim mesmo?" Uma vez que um homem possa responder que crê ou quer acreditar, asseguramos-lhe, enfaticamente que está no caminho certo do êxito.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 70


Sempre fui fascinado com o estudo dos princípios científicos. Eu estava emocional e fisicamente distante das pessoas enquanto procurava o Conhecimento Absoluto. Deus e espiritualidade eram exercícios acadêmicos, sem significado. Eu era um moderno homem de ciência, o conhecimento era o meu Poder Superior. Colocando as equações na posição correta, a vida era apenas outro problema para resolver.
Mas meu ego interior estava morrendo pela solução proposta pelo meu homem exterior para os problemas da vida, e a solução sempre foi o álcool.
Apesar de minha inteligência, o álcool tornou-se meu poder superior. Foi através do amor incondicional que emana das pessoas do A.A. e das reuniões, que fui capaz de descartar o álcool como meu poder superior.
A grande lacuna estava preenchida. Não estava mais sozinho e separado da vida. Tinha encontrado um verdadeiro Poder Superior a mim mesmo, tinha encontrado o amor de Deus. Existe somente uma equação que realmente me importa agora: Deus está em A.A.


Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes

Só por hoje 03-02...


Meditação do Dia

Domingo, 03 de Fevereiro de 2013


Precisamos uns dos outros
"Qualquer pessoa pode juntar-se a nós independentemente da idade, raça, sexo, crença, religião ou falta desta." Texto Básico, p. 10

A adicção fechou as nossas mentes a tudo aquilo que fosse novo ou diferente. Não precisávamos de nada, nem de ninguém. Não havia nada que valesse a pena descobrir nas pessoas que não fossem do nosso bairro, que fossem de outra raça ou etnia, ou de outra classe social ou económica. Talvez tenhamos pensado que diferente era sinónimo de mau. Em recuperação não podemos dar-nos ao luxo de ter essas atitudes. Viemos para NA porque as nossas melhores ideias não nos levaram a lado nenhum. Devemos abrir as nossas mentes para ver aquilo que funciona, não importa de onde venha, se quisermos crescer na nossa recuperação. Independentemente do meio de onde viemos, todos nós temos duas coisas em comum com os outros membros de NA, que não partilhamos com mais ninguém: a nossa doença e a nossa recuperação. Dependemos uns dos outros pela nossa experiência partilhada - e quanto maior ela for, melhor. Precisamos de todos os bocadinhos de experiência, de todas as diferentes perspectivas do nosso programa que encontramos, para enfrentarmos os muitos desafios de uma vida limpa. A recuperação nem sempre é fácil. É dos nossos amigos de NA que retiramos a força de que necessitamos para recuperar. Hoje, estamos gratos pela diversidade que existe nos nossos grupos, pois é nessa diversidade que encontramos a nossa força.

Só por hoje: Sei que quanto mais diversificada for a experiência do meu grupo, mais capaz ele será de me dar apoio nas diferentes situações que encontrar. Hoje, no meu grupo-base, vou receber adictos de todas as origens.

Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
 

Domingo com o PADRE OTAIR!!!!!!!


Todo ponto de vista é visto de um ponto

 

No decorrer de minha trajetória comunitária, seja como leigo ou sacerdote, pude constatar uma diversidade de atitudes e comportamentos que se contrapunham entre si nas relações interpessoais, dada a compreensão individual da realidade que cada ser humano possui e seu padrão de comportamento específico. Isto posto, considerarei alguns perfis e a maneira de atuação destes na comunidade/ sociedade, com objetivo de ampliar a compreensão sobre o universo do Eu e do Tu.

Observa-se que entre os membros de uma comunidade ou sociedade, há sempre aquelas pessoas cujas características estão associadas á passividade. São de um ritmo lento e dificilmente colocam suas opiniões. Acatam o que for decidido sem murmurar e, na maioria das vezes, assisti como espectadoras às discussões do grupo. Suas ações estão limitadas às ordens de uma liderança, preferem ser direcionados e não encontram dificuldades para executar.

Outra maneira de expressão dos indivíduos na vida comunitária é a de atividade intensa. Normalmente são rápidos e exigentes, dotados de muitas idéias e perfeccionistas assumidos. Por possuírem um padrão de rigidez próprio, acabam por exigir que os demais membros da comunidade/ sociedade ajam e pensem como eles. São de paciência curta e se irritam com a falta de ação e a lentidão dos companheiros. Esperam ansiosos os elogios alheios e são implacáveis diante do erro.

Entretanto, existe ainda outra maneira conhecida de agir na comunidade/sociedade: são os de postura moderada, os conciliadores. Esses procuram harmonizar os aspectos da individualidade de cada membro do grupo, com a intenção de encontrar um consenso de opiniões, freando a euforia dos mais acelerados e despertando os de comportamento passivo para o envolvimento e a participação. São dotados de grande habilidade política e também são afetados diretamente pela postura radical dos companheiros.

Dado isso, nos perguntamos: qual seria a melhor maneira de agir comunitariamente/ socialmente? Não podemos encarar a questão dizendo o que é certo ou errado; no entanto, há algumas atitudes que não estão em desuso. Estar aberto à novidade do outro e permitir que ela contribua para nosso crescimento. Conhecer a história pessoal de cada um e os motivos que o levaram a agir de tal modo. Entender que há pontos de vista diversos e que não somos o centro do universo. Reconhecer que não só ensinamos, mas também aprendemos. É essa postura humilde diante da vida que certamente nos faz melhores, e não permite que o distanciamento provocado pelo conflito de idéias acabe por menosprezar o que existe de mais humano entre nós, a relação com a alteridade.

                                                                               Pe  Otair Cardoso

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Reflexão diária 01-02...

REFLEXÃO DIÁRIA - 1 DE FEVEREIRO


ALVO: SANIDADE

 "... o Segundo Passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num Poder Superior a mim mesmo, mas certamente tenho essa crença agora".
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 23


"Viemos a acreditar". Eu acreditava da boca para fora quando sentia vontade ou quando pensava que ficaria bem. Eu realmente não confiava em Deus. Não acreditava que Ele se preocupava comigo. Continuei tentando mudar as coisas que eu não podia mudar. Aos poucos, de má vontade, comecei a colocar tudo nas mãos Dele, dizendo: "Você é onipotente, então tome conta disto". Ele tomou. Comecei a ter respostas para os meus problemas mais profundos, algumas vezes nas horas mais inesperadas: dirigindo para o trabalho, comendo um lanche, ou quando estava quase adormecido. Percebi que eu não tinha pensado naquelas soluções - um Poder Superior a mim mesmo as estava dando.
Eu vim a acreditar.

Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
,