Unifesp: 58% das famílias com dependentes bancam tratamento
O Estado de S. Paulo
Segundo levantamento, divulgado nesta terça-feira, 28 milhões de pessoas vivem com um viciado em drogas no Brasil
Pesquisa inédita feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o tratamento de dependentes químicos é, na maioria das vezes, financiado pelos próprios familiares. O trabalho entrevistou 3.142 famílias de todo o País que tinham entre seus integrantes usuários em tratamento. Desse grupo, 58% pagavam do próprio bolso a internação dos pacientes.
O trabalho revelou ainda que o impacto da terapia afetou de forma drástica ou fortemente quase metade dos entrevistados (45% deles). "Com o estudo, quisemos dar voz a essas famílias, que também sofrem com essa doença crônica, mas estão esquecidas, sobretudo pelos serviços públicos", afirmou o coordenador do trabalho, o psiquiatra da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas, Ronaldo Laranjeira.
Atualmente, 28 milhões de pessoas vivem no Brasil com um dependente químico. "É um problema muito próximo de todos nós. Mas, ao mesmo tempo, poucos dão a importância devida", completa.
O fato de a maior parte das famílias arcar com o pagamento é uma prova do abandono, avalia Laranjeira. "A informação é deficiente, os serviços, escassos", observou.
A lacuna, completa, está estampada na pesquisa. Dos familiares entrevistados, 50% não sabem o que são os Centros de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas, unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de dependentes químicos. E dos que conhecem, 46% nunca haviam procurado um CAPS.
"Os relatos impressionam: `as vezes familiares recorrem aos serviços, dizendo que o dependente está em casa descontrolado, ameaçando todos. A resposta que ouvem é que não há nada a ser feito, enquanto o usuário não comparecer, por conta própria, ao serviço de atendimento", relata Laranjeira. Ele avalia que o mínimo que poderia ser feito é um serviço de aconselhamento para familiares, mesmo que por telefone. "Atualmente, o serviço se limita a dar endereços sobre postos de atendimento. Isso não resolve", assegura.
A tensão se reflete na própria qualidade de vida dos familiares. De acordo com a pesquisa, esse grupo tem um risco maior para desenvolver problemas de saúde. "Eles apresentam significativamente mais sintomas físicos e psicológicos que a média da população", conta Laranjeira.
Dos entrevistados, 58% disseram que os problemas enfrentados com familiares usuários de drogas afetaram o trabalho ou estudos. Dos ouvidos, 47% relataram ainda que a vida social havia sido prejudicada em decorrência dos problemas enfrentados com o familiar usuário de drogas.
A maioria (80%) dos entrevistados era do sexo feminino. A maior parte das pessoas ouvidas (46,5%) eram mães dos usuários de drogas. "Geralmente são elas as grandes envolvidas. Elas que ficam à frente no tratamento", disse Laranjeira.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Projeto leva esperança de recomeço a 100 dependentes
Projeto leva esperança de recomeço a 100 dependentes
Uniad
O ano de 2014 começa para o barman F.C. com a esperança de uma vida melhor e longe do crack. Dependente químico desde os 16, o jovem conseguiu nesta segunda-feira (30) a centésima e última vaga para participar do programa do governo estadual que dá a comunidades terapêuticas R$ 1.350 mensais para tratamento de dependentes de crack.
Apelidado pela população de "bolsa crack" , o convênio se chama "Cartão Recomeço", pois oferece as entidades um cartão por usuário, com a quantia a ser gasta no tratamento do vício. O objetivo é conseguir outras 400 vagas para continuidade do programa em Campinas em 2014. O rapaz conta que começou a consumir maconha aos 16 anos, influenciado pelos amigos. "Ia para barzinho, via as pessoas e os meus amigos fumando e bebendo e quis experimentar também".
Ele diz que usava a droga em poucas quantidades no início, mas com o tempo o consumo passou a ser diário e maior. Aos 18 anos, F.C. passou a utilizar cocaína e três anos depois partiu para o crack.
"Com 18 anos, eu tinha emprego, tinha um carro, tinha uma namorada, mas logo fui perdendo tudo para o crack. Teve momentos que eu parecia um mendigo", relata. Ele conta que já passou por uma internação, mas alguns meses depois de sair da clínica teve uma recaída.
Família
As perdas não foram apenas para ele, como para toda a família. A mãe, M.A.D, de 51 anos, que driblou as dificuldades do final do ano para realizar os exames necessários para a aquisição do Cartão Recomeço e internação do filho, conta que a família adoeceu com ele.
"É uma batalha muito difícil porque a droga tira o caráter da pessoa. Ela perde a consciência do que faz. Hoje não temos nada em casa, moramos em uma casa simples e com poucos objetos, porque ele vendeu para sustentar o vício ou eu tive que vender para pagar dívidas dele com traficante" . Duas casas estão entre os bens que ela precisou se desfazer para pagar as dívidas.
Mas nem a mãe nem o filho pretendem desistir da batalha contra as drogas. F.C diz que deseja se livrar do vício definitivamente. "Quero parar de usar porque isso não é vida. Você sobrevive à base da droga. Esse tratamento vai ser um recomeço para mim. Quero começar o quanto antes", afirma. Em busca da recuperação do filho, M.A.D enfrentou muitos obstáculos e vê o cartão como um prêmio.
"Fui à Defensoria Pública, a todos os lugares onde havia possibilidade de tratamento para ele, mas sempre tinha um empecilho. O cartão é como um prêmio. Vou precisar estar sempre do lado dele e tenho fé que ele vai conseguir se recuperar", afirma.
O primeiro acesso ao programa foi no dia 9 de dezembro. Antes de conseguir a vaga, F.C passou por uma bateria de exames e avaliação médica. A internação será na instituição Padre Haroldo, única em Campinas que está apta a receber os pacientes pelo sistema até o momento, e está marcada para a primeira semana de janeiro. O tratamento deve durar seis meses.
"Estamos em um período onde alguns serviços não funcionam, mas essa mãe fez de tudo para conseguir a vaga do filho e a rede de saúde está começando a entender que o dependente não pode esperar", afirmou o coordenador do programa em Campinas, Nelson Hossri Neto.
Pioneira
Campinas foi a primeira cidade a participar do programa Cartão Recomeço, antes mesmo da Capital. Segundo Nelson Hossri Neto, coordenador de Prevenção às Drogas e responsável pelo programa em Campinas, o projeto piloto previa apenas 12 vagas, mas foi ampliado para 50 e depois para 100 vagas. Todas elas foram oferecidas entre 23 de setembro e 30 de dezembro. O último cartão foi entregue ontem para F.C. O objetivo e conseguir 400 vagas para o ano de 2014. "Fechamos o ano com 100 vagas garantidas para dependentes de álcool, cocaína crack e outras drogas" , afirma.
Entre as pessoas que já foram beneficiadas com o Cartão Recomeço, 14 delas tiveram alta terapêutica e não precisaram completar os seis meses de tratamento. "O cartão está vinculado a entidade. Se a pessoa recebe alta e tiver uma recaída, ela pode voltar dentro desse prazo de seis meses para continuar o tratamento", explica Hossri. Ele afirma ainda que outras 203 pessoas estão realizando exames. "Estamos aguardando a Secretaria de Desenvolvimento do Estado entregar os novos cartões, de 101 a 200", afirma.
Não necessariamente as pessoas que estão passando por exames receberão o cartão, algumas serão encaminhadas para grupos de amparo, onde receberão aconselhamento, apoio psicológico e de assistência social. "E a nossa expectativa é chegar a um total de 500 atendimentos com o Cartão Recomeço em Campinas até o final de 2014, que é um número considerável para atender a demanda da cidade, especialmente dos moradores de rua". Estima-se que Campinas têm 700 moradores de rua e cerca de 80% deles são dependentes de álcool ou crack, que são as duas drogas mais baratas.
O programa em Campinas também tem como objetivo ampliar o número de entidades cofinanciadas. "Mais uma entidade já foi aceita e está credenciada. A partir do ano que vem ela vai atender os dependentes por meio do programa. Vai disponibilizar 20 vagas" , completa.
SERVIÇO
A Coordenadoria de Prevenção às Drogas atende, das 9h às 12h e das 13h às 16h, na Rua Barreto Leme, 1.550, Centro. Entre os serviços oferecidos estão palestras preventivas, atendimento individual e em grupo, encaminhamento para outros serviços, orientação e aconselhamento, além de encaminhamento para o programa Cartão Recomeço. O telefone para contato é (19) 3282-9209.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Uniad
O ano de 2014 começa para o barman F.C. com a esperança de uma vida melhor e longe do crack. Dependente químico desde os 16, o jovem conseguiu nesta segunda-feira (30) a centésima e última vaga para participar do programa do governo estadual que dá a comunidades terapêuticas R$ 1.350 mensais para tratamento de dependentes de crack.
Apelidado pela população de "bolsa crack" , o convênio se chama "Cartão Recomeço", pois oferece as entidades um cartão por usuário, com a quantia a ser gasta no tratamento do vício. O objetivo é conseguir outras 400 vagas para continuidade do programa em Campinas em 2014. O rapaz conta que começou a consumir maconha aos 16 anos, influenciado pelos amigos. "Ia para barzinho, via as pessoas e os meus amigos fumando e bebendo e quis experimentar também".
Ele diz que usava a droga em poucas quantidades no início, mas com o tempo o consumo passou a ser diário e maior. Aos 18 anos, F.C. passou a utilizar cocaína e três anos depois partiu para o crack.
"Com 18 anos, eu tinha emprego, tinha um carro, tinha uma namorada, mas logo fui perdendo tudo para o crack. Teve momentos que eu parecia um mendigo", relata. Ele conta que já passou por uma internação, mas alguns meses depois de sair da clínica teve uma recaída.
Família
As perdas não foram apenas para ele, como para toda a família. A mãe, M.A.D, de 51 anos, que driblou as dificuldades do final do ano para realizar os exames necessários para a aquisição do Cartão Recomeço e internação do filho, conta que a família adoeceu com ele.
"É uma batalha muito difícil porque a droga tira o caráter da pessoa. Ela perde a consciência do que faz. Hoje não temos nada em casa, moramos em uma casa simples e com poucos objetos, porque ele vendeu para sustentar o vício ou eu tive que vender para pagar dívidas dele com traficante" . Duas casas estão entre os bens que ela precisou se desfazer para pagar as dívidas.
Mas nem a mãe nem o filho pretendem desistir da batalha contra as drogas. F.C diz que deseja se livrar do vício definitivamente. "Quero parar de usar porque isso não é vida. Você sobrevive à base da droga. Esse tratamento vai ser um recomeço para mim. Quero começar o quanto antes", afirma. Em busca da recuperação do filho, M.A.D enfrentou muitos obstáculos e vê o cartão como um prêmio.
"Fui à Defensoria Pública, a todos os lugares onde havia possibilidade de tratamento para ele, mas sempre tinha um empecilho. O cartão é como um prêmio. Vou precisar estar sempre do lado dele e tenho fé que ele vai conseguir se recuperar", afirma.
O primeiro acesso ao programa foi no dia 9 de dezembro. Antes de conseguir a vaga, F.C passou por uma bateria de exames e avaliação médica. A internação será na instituição Padre Haroldo, única em Campinas que está apta a receber os pacientes pelo sistema até o momento, e está marcada para a primeira semana de janeiro. O tratamento deve durar seis meses.
"Estamos em um período onde alguns serviços não funcionam, mas essa mãe fez de tudo para conseguir a vaga do filho e a rede de saúde está começando a entender que o dependente não pode esperar", afirmou o coordenador do programa em Campinas, Nelson Hossri Neto.
Pioneira
Campinas foi a primeira cidade a participar do programa Cartão Recomeço, antes mesmo da Capital. Segundo Nelson Hossri Neto, coordenador de Prevenção às Drogas e responsável pelo programa em Campinas, o projeto piloto previa apenas 12 vagas, mas foi ampliado para 50 e depois para 100 vagas. Todas elas foram oferecidas entre 23 de setembro e 30 de dezembro. O último cartão foi entregue ontem para F.C. O objetivo e conseguir 400 vagas para o ano de 2014. "Fechamos o ano com 100 vagas garantidas para dependentes de álcool, cocaína crack e outras drogas" , afirma.
Entre as pessoas que já foram beneficiadas com o Cartão Recomeço, 14 delas tiveram alta terapêutica e não precisaram completar os seis meses de tratamento. "O cartão está vinculado a entidade. Se a pessoa recebe alta e tiver uma recaída, ela pode voltar dentro desse prazo de seis meses para continuar o tratamento", explica Hossri. Ele afirma ainda que outras 203 pessoas estão realizando exames. "Estamos aguardando a Secretaria de Desenvolvimento do Estado entregar os novos cartões, de 101 a 200", afirma.
Não necessariamente as pessoas que estão passando por exames receberão o cartão, algumas serão encaminhadas para grupos de amparo, onde receberão aconselhamento, apoio psicológico e de assistência social. "E a nossa expectativa é chegar a um total de 500 atendimentos com o Cartão Recomeço em Campinas até o final de 2014, que é um número considerável para atender a demanda da cidade, especialmente dos moradores de rua". Estima-se que Campinas têm 700 moradores de rua e cerca de 80% deles são dependentes de álcool ou crack, que são as duas drogas mais baratas.
O programa em Campinas também tem como objetivo ampliar o número de entidades cofinanciadas. "Mais uma entidade já foi aceita e está credenciada. A partir do ano que vem ela vai atender os dependentes por meio do programa. Vai disponibilizar 20 vagas" , completa.
SERVIÇO
A Coordenadoria de Prevenção às Drogas atende, das 9h às 12h e das 13h às 16h, na Rua Barreto Leme, 1.550, Centro. Entre os serviços oferecidos estão palestras preventivas, atendimento individual e em grupo, encaminhamento para outros serviços, orientação e aconselhamento, além de encaminhamento para o programa Cartão Recomeço. O telefone para contato é (19) 3282-9209.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Reflexão do dia 15 de Janeiro
Reflexão do dia 15 de Janeiro
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um recurso interior desconhecido
Com poucas exceções, nossos membros descobrem que tinham tocado num recurso interior desconhecido, o qual eles em breve identificam com sua própria concepção de um Poder Superior a eles mesmos.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS PG. 194
Desde os meus primeiros dias em A.A. enquanto lutava pela sobriedade, encontrei esperança nessas palavras de nossos cofundadores. Muitas vezes ponderei sobre a frase: "Eles tocaram num recurso interior desconhecido". Como? Perguntava a mim mesmo, posso encontrar o Poder dentro de mim, quando sou tão impotente? No tempo certo, como os co-fundadores prometeram. despertou em mim; sempre tive a escolha entre a bondade e o mal, entre o altruísmo e o egoísmo, entre a serenidade e o medo. Esse Poder Superior a mim mesmo é uma dádiva original que eu não reconhecia até conseguir uma sobriedade diária vivendo através dos Doze Passos de A.A.
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
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Só por hoje 15-01...
Meditação do Dia
Quarta, 15 de Janeiro de 2014
Medo
"Começamos a sentir-nos confortáveis com o nosso Poder Superior como fonte de força. À medida que aprendemos a confiar neste Poder; começamos a ultrapassar o nosso medo de viver. " Texto Básico, p. 29
Dado que somos impotentes, viver em vontade própria constitui uma experiência assustadora e desconcertante. Em recuperação, entregámos em segurança a nossa vontade e as nossas vidas aos cuidados do Deus da nossa concepção. Quando erramos no nosso programa, quando perdemos o contacto consciente com o nosso Poder Superior, começamos a assumir de novo o controlo das nossas vidas, recusando os cuidados do Deus da nossa concepção. Se não tomarmos uma decisão diária de entregar as nossas vidas aos cuidados do nosso Poder Superior, podemos sentir-nos esmagados pelo nosso medo da vida. Ao trabalharmos os Doze Passos, descobrimos que a fé num Poder superior a nós mesmos ajuda a aliviar-nos dos nossos medos. À medida que nos aproximamos de um Deus amantíssimo, tornamo-nos mais conscientes do nosso Poder Superior. E quanto mais conscientes estivermos dos cuidados de Deus para nós, menores serão os nossos medos. Quando nos sentimos assustados perguntamos a nós mesmos, "Este medo será um sinal o de falta de fé na minha vida? Terei tomado de novo o controlo, para descobrir apenas que a minha vida continua desgovernada?" Se respondermos afirmativamente a estas perguntas, poderemos vencer o nosso medo ao entregarmos a nossa vontade e as nossas vidas de volta aos cuidados do Deus da nossa concepção.
Só por hoje: Vou confiar nos cuidados do meu Poder Superior para aliviar o meu medo da vida.
Só por hoje: Vou confiar nos cuidados do meu Poder Superior para aliviar o meu medo da vida.
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Vamos salvar vidas!!!!
Entre em contato conosco e nos ajude a salvar quem sofre no uso abusivo de ÁLCOOL e DROGAS, nós da Clínica Santa Edwiges estamos de portas abertas para receber seu ente querido e ajuda-lo a ter uma nova visão de vida através de nossas terapias, reuniões de grupo, atendimento médico e psicológico, terapia ocupacional, educação física entre outras atividades que dará uma outra perspectiva de viver por meio da mudança de comportamento.
Força, fé e esperança,
Clayton Bernardes (0xx34)9791-6095
Coordenador Terapêutico
O silêncio
O silêncio
Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos,
aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores....
Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo,, complete a sua tarefa.
Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu .
Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.
Paulo Roberto Gaefke
Fonte:(Autorizado por www.netmarkt.com.br)
aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores....
Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo,, complete a sua tarefa.
Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu .
Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.
Paulo Roberto Gaefke
Fonte:(Autorizado por www.netmarkt.com.br)
Diálogo e orientação na luta contra o álcool
Diálogo e orientação na luta contra o álcool
Diário do Nordeste
Os riscos do consumo de bebidas alcoólicas devem ser abordados dentro de casa e em ambiente escolar
Para um número substancial de brasileiros, o contato inicial com a bebida alcoólica ocorre em casa, aos 13 anos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2012).
O papo em família é vital para que o consumo de bebidas alcoólicas deixe de ser um tema tabu. A ilustração está na cartilha "Papo em família - Como falar sobre bebidas alcoólicas com menores de 18 anos" (Ambev e Maurício de Sousa Produções)
O estudo realizado pelo instituto americano Internacional Center for Alcohol Policies (ICAP) confirma que 46% dos jovens provaram álcool pela primeira vez no conforto familiar. No entanto, o consumo de álcool por adolescentes ainda é considerado um tabu para muitos pais. Apesar de 98% encararem o tema como relevante, um terço deles ainda não conversaram com os filhos por não saber como abordar o assunto.
Papo sério
Diante dessa realidade, a Ambev, em parceria com a Maurício de Sousa Produções, criou o projeto "Papo em família". Por meio de cartilha, tirinhas, webséries e gibis com personagens da Turma da Mônica, o objetivo é fornecer uma ferramenta para que as famílias levem o tema para dentro de casa, assim como os professores para as salas de aula.
Com base em estudos de instituições internacionais e em pesquisas do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), o projeto teve conteúdo desenvolvido e adaptado à realidade brasileira, com o auxílio de especialistas. São eles a psicóloga e educadora Rosely Sayão; o psiquiatra e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da USP, Arthur Guerra de Andrade; o professor da Unifesp e fundador da Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e Outras Drogas, Dartiu Xavier da Silveira; o cientista social e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Edemilson Antunes de Campos; e a médica especialista em prevenção e saúde coletiva, Bettina Grajcer.
A cartilha "Papo em família - Como falar sobre bebidas alcoólicas com menores de 18 anos" oferece dicas, ilustrações e exemplos que facilitam a abordagem do tema. De acordo com a faixa etária a qual se destina, as histórias são estreladas por personagens de Maurício de Sousa: Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem e Turma da Tina.
Até o fim de 2014, a iniciativa pretende chegar a 21 ONGs e alcançar cerca de cinco milhões de pessoas. O material está à disposição das secretarias de educação, órgãos e instituições interessados.
No entanto, os pais costumam se preocupar mais com as drogas ilícitas, diz a médica Bettina Grajcer. "As pessoas não veem que a bebida está mais próxima do cotidiano dos jovens. Existe uma cultura do ´tudo bem consumir´. A dificuldade é perceber que a bebida faz parte da nossa cultura, mas que há o momento certo para ela", defende.
Segundo a médica, os pais esquecem de dar o exemplo. "Eles não sabem como abordar, confiam nos filhos achando que eles saberão tomar as decisões corretas, no entanto não reconhecem a hora certa de falar sobre o tema. A dica é começar o quanto antes, usando qualquer oportunidade. Não dá pra perder o vínculo com o filho durante um tempo e querer retomar depois. Os pais têm que estar próximos, estabelecendo limites", diz.
Limite responsável
O consumo consciente também começa pelas ações praticadas pelos pais, ressalta o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade. "O exemplo não é a melhor forma de ensinar para alguém, é a única. Se nós não conseguirmos dar um exemplo, dificilmente as outras ações vão ter algum sucesso".
A opinião é defendida pela jornalista Bárbara Gancia, que também colaborou no desenvolvimento da cartilha e luta contra o alcoolismo desde a infância. "Muitos pais não querem ter o trabalho de ensinar, de apontar limites. Querem apenas ser amigos dos filhos".
Bárbara tem 56 anos e comemora seis longe do álcool. Lembra que teve seu primeiro porre aos três, justamente por conta de descuidos que os pais podem evitar. Curiosa em provar restos de bebida em copinhos, durante uma festa em família, acabou ficando embriagada. Gancia diz que o segundo e terceiro porre vieram aos seis e nove anos e que seus pais não perceberam. "Achavam que eu era louca, problemática. Não olhavam para mim como uma pessoa que tinha uma doença definida pela OMS como incurável, progressiva e mortal. Naquela época o perfil do alcoólatra era de quem passava o dia na rua bebendo e não de alguém que bebia em casa".
Por conta de sua história de vida, Gancia é a favor de uma conscientização, desde a infância, contra o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos. "A questão reside na tolerância da combinação criança/adolescente com poder bebericar uma caipirinha, achando que ´um gole de bebida não faz mal´. Faz sim. O corpo da criança e do jovem está em desenvolvimento e não combina com ingestão de álcool. Criança e menores de 18 anos não podem beber álcool e não se discute mais".
Lançamento
Cartilha "Papo em Família ". Disponível para download pelo site: www.ambev.com.br/papoemfamilia
Histórias de vida e superação passam pelo AA
São 39 anos e três meses sem beber. Uma vitória e tanto para José C, 69 anos. "Meu primeiro contato com a bebida foi com 14, 15 anos. Tomei Martini com refrigerante, por influência da turma. Achei muito doce e preferi partir para o álcool puro. Saí da festa carregado pelos amigos. No outro dia amanheci com o vômito sobre o meu corpo e, a partir daí, começou a minha decadência", relembra.
Na época, José morava com um tio, em Teresina (PI). A bebida, que no início era companheira dos fins de semana, passou a fazer parte do seu dia a dia. Preocupado, o tio conseguiu que um amigo arranjasse um emprego para o sobrinho em Fortaleza. José se mudou para a capital com a promessa pessoal de fazer dar certo a chance numa empresa de transportes. O novo chefe pagou hospedagem e alimentação e o rapaz se viu crescer rápido para o cargo de gerente.
Só que o bom dinheiro, as roupas novas, as boates e as más amizades o levaram para a bebida. "Comecei a faltar ao trabalho e a gastar tudo na noite. Perdi tudo e fiquei três anos morando na rua. Pedia esmola para beber. Catava comida no camburão do lixo. Eu vegetava no mundo".
José se envolveu com muitas mulheres no baixo meretrício no Arraial Moura Brasil. "Ali, peguei doenças venéreas, tive contato com drogas e roubei para sobreviver". Foi quando uma mulher, "um anjo", apareceu na sua vida e ficou grávida dele. "Passei quase um mês sem beber porque ia ser pai, mas o vício voltou muito pior".
AA: quando tudo mudou
Em 1974, José foi levado por um amigo para uma reunião dos Alcoólicos Anônimos (AA). "Fui uma vez, mas achava que aquilo não era para mim. Porém, quando cheguei em casa e vi meu filho e minha mulher sem ter o que comer e eu liso, resolvi entrar de vez nas reuniões".
"Quando aceitei que era doente, a vida ganhou outra perspectiva. Consegui terminar o Ensino Médio, trabalhei em vários lugares e hoje sou servidor público aposentado, vitorioso, com dois filhos, netos e bisnetos".
Sobre a importância da família na formação do caráter e destino dos filhos, inclusive no tema alcoolismo, José é enfático: "os pais precisam acompanhar os filhos de perto. Se estiverem juntos, a história de dependência pode seguir um curso diferente".
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Diário do Nordeste
Os riscos do consumo de bebidas alcoólicas devem ser abordados dentro de casa e em ambiente escolar
Para um número substancial de brasileiros, o contato inicial com a bebida alcoólica ocorre em casa, aos 13 anos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2012).
O papo em família é vital para que o consumo de bebidas alcoólicas deixe de ser um tema tabu. A ilustração está na cartilha "Papo em família - Como falar sobre bebidas alcoólicas com menores de 18 anos" (Ambev e Maurício de Sousa Produções)
O estudo realizado pelo instituto americano Internacional Center for Alcohol Policies (ICAP) confirma que 46% dos jovens provaram álcool pela primeira vez no conforto familiar. No entanto, o consumo de álcool por adolescentes ainda é considerado um tabu para muitos pais. Apesar de 98% encararem o tema como relevante, um terço deles ainda não conversaram com os filhos por não saber como abordar o assunto.
Papo sério
Diante dessa realidade, a Ambev, em parceria com a Maurício de Sousa Produções, criou o projeto "Papo em família". Por meio de cartilha, tirinhas, webséries e gibis com personagens da Turma da Mônica, o objetivo é fornecer uma ferramenta para que as famílias levem o tema para dentro de casa, assim como os professores para as salas de aula.
Com base em estudos de instituições internacionais e em pesquisas do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), o projeto teve conteúdo desenvolvido e adaptado à realidade brasileira, com o auxílio de especialistas. São eles a psicóloga e educadora Rosely Sayão; o psiquiatra e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da USP, Arthur Guerra de Andrade; o professor da Unifesp e fundador da Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e Outras Drogas, Dartiu Xavier da Silveira; o cientista social e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Edemilson Antunes de Campos; e a médica especialista em prevenção e saúde coletiva, Bettina Grajcer.
A cartilha "Papo em família - Como falar sobre bebidas alcoólicas com menores de 18 anos" oferece dicas, ilustrações e exemplos que facilitam a abordagem do tema. De acordo com a faixa etária a qual se destina, as histórias são estreladas por personagens de Maurício de Sousa: Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem e Turma da Tina.
Até o fim de 2014, a iniciativa pretende chegar a 21 ONGs e alcançar cerca de cinco milhões de pessoas. O material está à disposição das secretarias de educação, órgãos e instituições interessados.
No entanto, os pais costumam se preocupar mais com as drogas ilícitas, diz a médica Bettina Grajcer. "As pessoas não veem que a bebida está mais próxima do cotidiano dos jovens. Existe uma cultura do ´tudo bem consumir´. A dificuldade é perceber que a bebida faz parte da nossa cultura, mas que há o momento certo para ela", defende.
Segundo a médica, os pais esquecem de dar o exemplo. "Eles não sabem como abordar, confiam nos filhos achando que eles saberão tomar as decisões corretas, no entanto não reconhecem a hora certa de falar sobre o tema. A dica é começar o quanto antes, usando qualquer oportunidade. Não dá pra perder o vínculo com o filho durante um tempo e querer retomar depois. Os pais têm que estar próximos, estabelecendo limites", diz.
Limite responsável
O consumo consciente também começa pelas ações praticadas pelos pais, ressalta o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade. "O exemplo não é a melhor forma de ensinar para alguém, é a única. Se nós não conseguirmos dar um exemplo, dificilmente as outras ações vão ter algum sucesso".
A opinião é defendida pela jornalista Bárbara Gancia, que também colaborou no desenvolvimento da cartilha e luta contra o alcoolismo desde a infância. "Muitos pais não querem ter o trabalho de ensinar, de apontar limites. Querem apenas ser amigos dos filhos".
Bárbara tem 56 anos e comemora seis longe do álcool. Lembra que teve seu primeiro porre aos três, justamente por conta de descuidos que os pais podem evitar. Curiosa em provar restos de bebida em copinhos, durante uma festa em família, acabou ficando embriagada. Gancia diz que o segundo e terceiro porre vieram aos seis e nove anos e que seus pais não perceberam. "Achavam que eu era louca, problemática. Não olhavam para mim como uma pessoa que tinha uma doença definida pela OMS como incurável, progressiva e mortal. Naquela época o perfil do alcoólatra era de quem passava o dia na rua bebendo e não de alguém que bebia em casa".
Por conta de sua história de vida, Gancia é a favor de uma conscientização, desde a infância, contra o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos. "A questão reside na tolerância da combinação criança/adolescente com poder bebericar uma caipirinha, achando que ´um gole de bebida não faz mal´. Faz sim. O corpo da criança e do jovem está em desenvolvimento e não combina com ingestão de álcool. Criança e menores de 18 anos não podem beber álcool e não se discute mais".
Lançamento
Cartilha "Papo em Família ". Disponível para download pelo site: www.ambev.com.br/papoemfamilia
Histórias de vida e superação passam pelo AA
São 39 anos e três meses sem beber. Uma vitória e tanto para José C, 69 anos. "Meu primeiro contato com a bebida foi com 14, 15 anos. Tomei Martini com refrigerante, por influência da turma. Achei muito doce e preferi partir para o álcool puro. Saí da festa carregado pelos amigos. No outro dia amanheci com o vômito sobre o meu corpo e, a partir daí, começou a minha decadência", relembra.
Na época, José morava com um tio, em Teresina (PI). A bebida, que no início era companheira dos fins de semana, passou a fazer parte do seu dia a dia. Preocupado, o tio conseguiu que um amigo arranjasse um emprego para o sobrinho em Fortaleza. José se mudou para a capital com a promessa pessoal de fazer dar certo a chance numa empresa de transportes. O novo chefe pagou hospedagem e alimentação e o rapaz se viu crescer rápido para o cargo de gerente.
Só que o bom dinheiro, as roupas novas, as boates e as más amizades o levaram para a bebida. "Comecei a faltar ao trabalho e a gastar tudo na noite. Perdi tudo e fiquei três anos morando na rua. Pedia esmola para beber. Catava comida no camburão do lixo. Eu vegetava no mundo".
José se envolveu com muitas mulheres no baixo meretrício no Arraial Moura Brasil. "Ali, peguei doenças venéreas, tive contato com drogas e roubei para sobreviver". Foi quando uma mulher, "um anjo", apareceu na sua vida e ficou grávida dele. "Passei quase um mês sem beber porque ia ser pai, mas o vício voltou muito pior".
AA: quando tudo mudou
Em 1974, José foi levado por um amigo para uma reunião dos Alcoólicos Anônimos (AA). "Fui uma vez, mas achava que aquilo não era para mim. Porém, quando cheguei em casa e vi meu filho e minha mulher sem ter o que comer e eu liso, resolvi entrar de vez nas reuniões".
"Quando aceitei que era doente, a vida ganhou outra perspectiva. Consegui terminar o Ensino Médio, trabalhei em vários lugares e hoje sou servidor público aposentado, vitorioso, com dois filhos, netos e bisnetos".
Sobre a importância da família na formação do caráter e destino dos filhos, inclusive no tema alcoolismo, José é enfático: "os pais precisam acompanhar os filhos de perto. Se estiverem juntos, a história de dependência pode seguir um curso diferente".
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
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